segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O VENTO QUE VENTA LÁ

Tem coisas que a gente não vê, mas existe ou a gente pensa que existe.

O ser mais importante que existe e não está na frente dos nossos olhos é Deus, apesar de existir muitos que não acredita Nele: são os ateus.

Os cegos se constituem nas melhores testemunhas em crê no que não vê, exercitando com eficácia os outros sentidos.

Há os que comungam com São Tomé: só vendo para crer: essa falácia foge dos cegos.

A lição maior é ter a certeza que muitas coisas existem e a gente não vê.

Tem coisas materiais e imateriais, envolvendo o nosso ambiente, onde praticamos os nossos sentidos. E até o sexto sentido que nos propõe a esperança de alcançar alguma coisa: principalmente o amor e a felicidade, até que a morte nos separe.

Um fenômeno que nos cerca e que representa muito bem, o existir sem se mostrar é o vento.

O vento pode ser considerado como o ar em movimento. Resulta do deslocamento de massas de ar, derivados dos efeitos das diferenças de pressão atmosférica entre duas regiões distintas. A gente não vê, mas tem peso, velocidade, energia térmica, solar e eólica; pressão atmosférica, além de ser utilizado para mover embarcações, praticar esportes e suporte de aviação.

Tudo isso deriva de uma coisa que a gente não vê.

Se fizermos um inventário do que existe no mundo invisível, ficaríamos surpresos com tanta coisa que, no dia a dia, passam na nossa frente e não vemos e muito menos tocamos.

Em muitos casos o todo existe, a gente olha e não vê a parte, como perder uma criança na praia. Você olha para todos os lados, com atenção e não vê a criança no meio daquela multidão.

Assim como o vento, é preciso turbinar a esperança, fazendo com que tenha peso, força, pressão. É com o pensamento positivo da esperança que chamamos de fé, é que se faz as coisas acontecerem. A esperança que não se vê, nem se sente, é que nos leva ao sucesso.

Ao começar o dia, todas as manhãs, ao nos olharmos no espelho, começamos a nos dar bom dia e apreciar o que vemos. Preparar a agenda positiva do que faremos no dia, mesmo que só tenha uma tarefa. Mesmo que seja considerada impossível, vamos embarcar nas forças da esperança e, pela fé, vamos vencer.

O vento é o exemplo do que não se vê, mas existe.

A esperança, não se vê, mas se realiza.

Nisso tudo, o que, prepondera é a nossa vontade, é o nós mesmo. Que precisa caminhar “contra o vento, sem lenço e sem documento”.

Seja o anti-tomé, pois o vento que venta lá, também venta cá.

É preciso crer em tudo, mesmo no que não existe.

Escrito em 10 de dezembro de 2010.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O VASO SANITÁRIO LEGAL

Está penetrando na cabeça de todos nós, novos hábitos para cuidar do meio ambiente onde nós vivemos. É muito comum ouvir não jogue papel no chão, esse material é reciclável, separe o seu lixo. O lixo agora é riqueza veja o exemplo das latinhas de alumínio, quase 100% recicladas, economizando o uso de energia elétrica e gerando renda para muitos coletadores.

Esse tema é universal. Muitas reuniões no mundo inteiro, buscam compromissos de todas as nações para proteger o clima, reduzir o efeito estufa, tudo em benefício da qualidade de vida dos seres humanos, dos animais, dos vegetais e de todos os demais seres que habitam e vivem da mãe terra.

Sem ir muito longe, cada um de nós, também podemos colaborar com esse processo educatício.

Em nosso dia a dia, ingerimos alimentos, como necessidade vital, para produzir a energia que precisamos para exercícios, pensar, trabalhar e reproduzir. Não é um livre arbítrio é uma determinação divina, que recebemos na tábua ao nascer.

Tudo que ingerimos é processado em nosso organismo, como se fosse uma complexa máquina química, retendo o sumo energético expelindo o xixi e o cocô, designados de resíduos humanos. Precisam ser tratados, caso contrário, vão contaminar os lençóis freáticos, retornando como inimigos de nós que somos seus produtores.

As estações de tratamento dos esgotos das cidades, fazem parte de todos os programas preventivos de saúde.

Recentemente, os chineses e os japoneses, começaram a desenvolver modernos métodos para tentar zerar os efluentes sanitários, tratando-os na fonte.

Está em fase de lançamento três inovações sanitárias no âmbito doméstico:

1 – Vaso sanitário processador,

2 - Papel higiênico bacteriológico, e

3 – Pílula regeneradora de resíduos: a Xocônorr.

O uso dessas três inovações irá tornar o esgoto residencial em nova fonte de recursos para melhorar o orçamento familiar.

O novo vaso sanitário funcionará como um liquidificador, processando e misturando os dejetos líquidos e sólidos, formando uma pasta. Um sifão, instalado atrás do vaso. Irá injetar água, oxigênio e novos nutrientes, tipo NPK, modificando a composição química da pasta, formando uma musse vitaminada, muito apropriada para refeição animal, exalando um cheiro agradável.

A produção diária vai variar, conforme o número de usuários do vaso tonificante, em média 500 gramas por dia. O formato final, moldado numa caixa coletora, poderá ser igual a um tijolo de sorvete da Kibon.

O papel higiênico bacteriológico terá nova função, além de ser biodegradável, espalhará bactérias aeróbicas para oxigenar a mistura dos resíduos, facilitando a formação inerte da pasta.

A pílula Xocônorr, já em fase de teste humano, em laboratórios chineses, será um suplemento alimentar, como agente odorizador e lubrificar o processo de produção dos resíduos, no percurso estomago - intestino, dando sabor, cor e cheiro bom ao cocô e ao xixi das pessoas.

Bastaria tomar uma pílula por dia para alcançar os efeitos desejados, sem nenhum efeito colateral danoso ao organismo, podendo produzir reações de energéticos.

Os efeitos desses três agentes combinados, seriam contidos num belo tijolo ecológico, com cheiro e qualidade alimentar aceitáveis para alimentação animal.

O somatório dessa produção diária de uma comunidade, sob a forma de fertilizante ou de tijolo alimentar, representaria um formidável avanço no controle ambiental dos resíduos humanos, em benefício da humanidade.

Já pensou o exército de hum bilhão de vasos sanitários, preparando musses ecológicos ?

Escrito em 6 de dezembro de 2010.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

GENÓTIPO E FENÓTIPOS - OS TIPOS CAMARADAS

A Professora Andrea, conhecida líder comunitária, recebeu a tarefa de explicar de forma didática para alunos da 5ª. série da Escola Tamandaré o que era e a função de Genótipo e Fenótipo como noção preparatória de biologia da próxima série.

Seria uma palestra e ilustrações na tela. Se preocupou em falar de maneira fácil sobre o tema do qual ela mesma tinha pouco conhecimento. Nas aulas que freqüentou em seu curso de formação passara por cima e esses dois tipos ficaram na categoria do “acho que conheço”.

A sua experiência com os alunos da 5ª. série lhe dava a noção de que deveria simplificar ao máximo e até desenhar esses rapazes apelidados de genótipos e fenótipos. Teria que pedir ajuda ao Maurício de Souza, pai da Mônica e do Cascão, para fazer quadrinhos amigos como se fossem MCs do funk, para ajudá-la a vencer esse desafio profissional , comprovando ser uma professora competente e dedicada.

Antes de começar a preparar o trabalho da apresentação, procurou saber o que era exatamente os dois personagens e como eles jogavam entre si e para a platéia. Foi direto ao Wikipédia, atual pai dos burros, fregueses das “lan houses”, e leu o seguinte:

“O fenótipo são as características observáveis ou caracteres de um organismo, como, por exemplo, morfologia, desenvolvimento, propriedade bioquímicas ou fisiológicas e comportamento. O fenótipo resulta da expressão dos enes do organismo, da influencia de fatores ambientais e da possível interação entre os dois. O genótipo são as informações hereditárias de um organismos contidas em seu genoma. Nem todos os organismos com um mesmo genótipo parecem ou agem da mesma forma, porque a aparência e o comportamento, assim como os demais componentes do fenótipo, são modificados por condições ambientais e de desenvolvimento D o mesmo modo, nem todos os organismos cujas aparências se assemelham possuem necessariamente o mesmo genótipo.”

Depois de ler e reler ficou mais confusa ainda. Resolveu fazer comparações com fatos reais e populares e, juntamente, com ensinos que a sua avó, na simplicidade da vida do interior, lhe passara com muita paciência e sabedoria, ajustando com a sua vivencia nas conversas no bar do Tuta.

Reduziu, para explicar, que genótipo mais ambiente se transforma em fenótipo. E partiu para comparar com o que conhece da história do samba, cujo berço é o morro.

A grande sambista Beth Carvalho dava palestras sobre o samba de raiz. O João Gilberto foi pioneiro da Bossa Nova. Desfilava também a MPB do Tom Jobim com a Guarda de Ipanema.

Então ficou fácil comparar:

· Genótipo (Genes – Genesis) é o samba de Raiz; e

· Bossa Nova, MPB e o Rebolation são os fenótipos (derivações) da raiz (genótipos).

E com essa base partiu para fazer outras comparações.

Por exemplo as letras do alfabeto são os genótipos das palavras. Com as 23 letras escrevemos, desde palavrões até as teses de mestrados dos professores.

Do mesmo modo com os algarismos de 0 (zero) a 9 (nove), se escreve o total da população da Terra, da nossa comunidade e da classe escolar. Nesse caso, os algarismos são os genótipos e os números os fenótipos.

Outro exemplo relevante do qual se lembrou foi o da história dos irmãos gêmeos que foram separados ao nascer e levados por caminhos diferentes. O Luiz, um deles, em sua trajetória, perdeu um dedo, tornou-se Presidente da República do seu país. O outro, o Inácio, também depois de uma longa caminhada se capacitou e obteve um emprego de supervisor de Jardim Zoológico. Ambos tinham o mesmo genótipo (raízes iguais), mas apresentam fenótipos (personalidade, imagem, gostos) diferentes.

Se aprofundou um pouco mais e aprendeu que dos 7 bilhões de gente da Terra, apenas 4 (quatro) genótipos, conhecidos por DNA foram as raízes desse pessoal todo que são os seus fenótipos.

Com os conceitos bem desenhados poderia fazer a distinção entre os genótipos dos pais e os seus descendentes.

E ainda poderia passear no reino vegetal e no reino animal.

Poderia demonstrar que ao se fazer experiências modificadoras dos espermatozóides e nos óvulos chegaria a encontrar a fórmula da beleza e da cura do câncer: mexer nos genótipos para melhorar os fenótipos.

Com todas essas imagens na cabeça em duas cartolinas preparou a aula-palestra que a classe toda entendeu e aplaudiu ao final.

Alguns alunos começaram apelidar outros de genótipos e fenótipos.

O pessoal da equipe do “Nós do Morro” planeja montar uma peça teatral, batizada de Geno e Feno, para apresentar as funções dos dois “tipos” no fantástico da Globo.

Escrito em 29 de novembro de 2011.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PEQUENOS GESTOS, GRANDES RAZÕES

A rotina da vida nos obriga a passar, sem prestar atenção aos pequenos detalhes e Deus está nos pequenos detalhes.

Lembro dos meus primos beijando a mão da minha mãe, pedindo-lhe a benção. Eu também fiz isso muitas vezes quando encontrava com os mais velhos. Hoje o tratamento está sem personalidade, sem afeto, sem calor: o “bate aí”, como nova maneira de cumprimentar.

Esses gestos, esses pequenos gestos, esses simples gestos só se vê, hoje em dia, nos filmes antigos do Carlitos.

Lembro-me de alguns gestos importantes que ficaram na história: o aperto de mão, o abraço, o beijo de cumprimento, o dar passagem às damas, o cumprimento do bom dia, o puxar a cadeira para as damas ou para os mais velhos, e inúmeros outros que deixo de citar para não parecer saudosista.

As vezes essa falta de cumplicidade pode ser um reflexo de arrogância, como disse Billy Blanco: “....não dá mão a preto, não fala com pobre ! Cuidado moço que a bruxa lhe pega”.

Há gestos modernos como ceder o controle da TV para o pai ou a mãe na hora da novela ou do jornal, para mudar de canal nos intervalos da propaganda.

De vez em quando, lembro às minhas netas, que não me esqueçam no sol, nem na chuva ao me levarem para passear na cadeira de rodas. É para prevenir esse descuidado gesto. Elas prometem que jamais farão isso. Acredito nelas.

É muito importante lembrarmos dos pequenos e simples gestos.

Certa vez li um poema, tipo japonês (haicai) que retratava muito bem o que quero dizer, é o seguinte:

GESTOS SIMPLES

Eu dissesse que um dia desses, eu pensei
que eu conseguiria entender
todas essas coisas que se passam dentro de você
não é tão fácil como pode parecer
Você me fala por sinais
São gestos simples e quase que banais
Mas tão difíceis de entender.
Se eu soubesse que havia tanto pra dizer
Mas você nunca conseguiu se abrir
Mil e uma brigas sem sequer saber porque
Chorava quando queria sorrir
Você me fala por sinais
São gestos simples e quase que banais
Mas tão difíceis de entender.
E eu não sei como você faz
Pois em um momento tudo se desfaz
E eu só olho pra você.

Por esses versos nota-se que é muito fácil dizer as coisas de forma simples e como é importante fazer isso.

Mas nós carregamos uma barreira que nos impede de fazer esse gesto na hora certa.

Sorrir é o melhor remédio.

Que tal começar com um como vai? Vá com Deus ! Parabéns e sucesso ! Papai do céu lhe ajude ! E assim por diante.

Pequenos e simples gestos plantam grandes razões.


Escrito dia 25 de novembro de 2010.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O B.Ó É PRA TER CUIDADO !

Sem b.ó não dá, disse o agente do meu seguro. Como pode ser isso, meu carro está todo amassado, tenho ferimentos na cabeça e você se nega a me atender, por causa de um B.Ó ?

Foi aí que aprendi o que é um B.Ó. Eu conhecia como Boletim de Ocorrência. Aquele que você recebe do guarda, num flagrante de acidente ou de um registro no distrito policial. O b.ó é a sua prova, “se não tem b.ó perdeu, tenha dó.”

Para você se defender bem, durante sua vida, deve se cercar de amigos que mandem bem como:

1 – Despachante de tudo;

2 - Pai de santo;

3 – Vendedor de Avon;

4 – Chofer de taxi;

5 – Assistente social de posto de saúde;

6 – Entendido em jogo de bicho;

7 – Agente da polícia.

E, além de outros, precisa de um professor em fazer b.ós.

Há poucos dias, no trajeto do Vidigal ao Leme, estava confortável na van do boa praça Rubinho, que dirige cuidadosamente e com muita atenção, quando na Av. Atlântica, em frente ao Othon, fomos abalroados ligeiramente por outro veículo. Desce pra ver o estrago, a primeira coisa que o motorista culpado falou era para não fazer o famoso b.ó. Não podia perder tempo estava indo para o aeroporto.

O Rubinho, experiente e simpático, concordou porque viu que o estrago era mínimo e suportável.

Novamente a figura do b.ó surgia na vida do Rubinho.

Devemos ter muito cuidado ao registrar uma ocorrência, porque uma vírgula e um verbo, mal colocados, podem transformar a vítima em culpado. Depende muita da argumentação, da forma de relatar e da boa vontade do policial operador do registro. Nunca deixar que o registro seja feito à sua revelia, senão o b.ó vira contra você.

No estudo da Bo-diversidade encontramos registros muito estranhos. Um recente ocorrido em Brasília, registrou o procedimento de uma professora assistente que mordeu a bochecha de um aluno menor, produzindo ferimentos na criança. Por isso, a professora foi demitida com base no B.O.

Existem diversos tipos de ocorrências: marido que bate na mulher, promove-se o B.O pela lei Maria da Penha; acidente de trânsito, o mais comum; os efeitos da bala perdida; brigas de torcidas organizadas nos dias de jogos, e muitos outros tipos.

Há o método de proceder o B.O pela internet. Chama-se Boletim Eletrônico de Ocorrência – BEO. Podemos registrar pela internet:

1 – Furto de veículos;

2 – Furto ou perda de documentos;

3 – Furto ou perda de placa de veículos;

4 – Furto ou perda de celular;

5 – Desaparecimento de pessoas;

6 – Encontro de pessoas desaparecidas.

E outras inúmeras ocorrências.

Do jeito que a coisa vai, logo logo vamos poder usar o B.O preventivo, como se fosse um habeas-corpus.

É preciso ter muito cuidado e atenção. É bom saber que o B.O existe e pode virar contra você. Nem todo mundo tem a cortesia do Rubinho em sua van do Vidigal.

Escrito no dia 24 de novembro