Sou leitor semanal da revista Época. Nesta última fui atraído por esta notícia:
“ ANTIMATÉRIA PRESA
CIENTISTAS do superacelerador de partículas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares conseguiram aprisionar partículas de antimatéria pela primeira vez. Os 38 átomos de “anti-hidrogênio” (que tem carga oposta à do hidrogênio comum) duraram um décimo de segundo dentro do acelerador. O feito, inédito na física, pode ajudar a entender essa matéria misteriosa. Segundo a teoria do Bigue Bangue, nos primeiros instantes do universo, matéria e antimatéria teriam surgido ao mesmo tempo e se anulado em seguida – exceto por uma fração da matéria, que teria dado origem ao universo. Suspeita-se que galáxias inteiras de antimatéria existam em rincões longínquos do universo. “
Recortei e com ela na mão consultei vários amigos para saber se entenderam o que queria dizer. Nem o Geraldo, o meu físico predileto, se dignou a responder.
Eu entendi que uma matéria tem uma anti-matéria, com sentido oposto, que somados formam um belo zero.
Assim, como 2 irmãos gêmeos, sendo um deles tremendo machão e o outro tremendo boiolão. Só que neste exemplo, os dois juntos, dá tudo, menos zero.
Já pensou: chutar o anti-cachorro e ouvir o latido ! Arriscar-se a sentar na anti-cadeira e bater com a bunda no chão ! Isso não cabe na nossa cabeça.
Essas experiências físicas deveriam ser noticiadas como histórias em quadrinhos, com muito desenho. Afinal, somos 7 bilhões de pessoas contra alguns cientistas que precisam explicar melhor essas descobertas, pois nós é quem somos os clientes desse supermercado da ciência.
De que vale noticiar o seu “eureca” se ninguém entende. É como falar num auditório vazio. Pra quê.... pra nada !
Se a anti-matéria existe para zerar a matéria, pergunta-se pra que existir a matéria ?
Imagine um clube de jogadores anunciando um jogo dos 11 contra os anti-onze. Só vai sobrar a bola e o jogo será zero a zero. O vendedor de pipocas vai quebrar, por falta de espectadores.
A vantagem da matéria é poder pegar, apalpar, sentir, ver , cheirar e comer. Como fazer tudo isso com as anti-batatas fritas ?
Andava o eu e encontrou o seu anti-eu, ao se abraçarem virou fumaça, só sobrando o cheiro do enxofre. Isso parece mágica.
O meu anti-eu só pode ser útil pra me ajudar a fazer provas do ENEM, iludindo os fiscais.
Eu sou 10, mas eu e o meu anti-eu somos zero.
Se a minha mulher souber disso, fico sem saber a quem ela vai escolher.
Com certeza os dois justos estão fora, vai preferir o cachorro.
Tomem cuidado com a mulher que gosta de cachorro. Na hora da escolha ela certamente fica com o cachorro !
Escrito em 20 de novembro de 2010
De: Plinio Sales
ResponderExcluirData: 22/11/2010 16:24:22
Para: Alcides
Assunto: Re: Artigo Eu e o Anti eu somos Zero
Alcides,
Muito bom. Vou publicar junto com o artigo.
abs
plinio
Em 22 de novembro de 2010 15:29, escreveu:
Mensagem original
De: Plinio Sales < pliniosales@gmail.com >
Para: Geraldo Moreira < geraldomoreira@yahoo.com >
Assunto: Artigo Eu e o Anti eu somos Zero
Enviada: 22/11/2010
Prezado amigo Plínio:
Sem desejar qualquer polêmica.
Sou bastante cético quando ouço/tomo conhecimento dessas novas teorias.
Nos anos 70, ouvi comentários de que um físico russo chamado GEORG KANTOR, estaria contradizendo NEWTON, ao afirmar que dois corpos poderiam ocupar o mesmo espaço, desde que estivessem em diferentes dimensões. Já são passados mais de 30 anos e nada foi provado/e ou esclarecido.
No caso do seu art.22, se partimos para um pensamento algébrico teríamos:
Eu não quero ter o anti-eu, quero ser apenas EU, então,
EU= 1
O anti eu= (-1)
Montando a equação
1 - (-1)= 2.
EU ou o anti eu que gosta de cachorro, ou o EU ou o anti eu que não gosta de cachorro.
Um abraço,
Alcides.