Para fazer o meu dever de casa noutro dia, comecei a desenhar numa folha de rascunho o sol, a terra, o mar, nuvens, chuvas, satélites, algumas lagoas que empurravam rios, fazendo um conjunto ordenado para servirem de roteiro para esse artigo.
Ao desenhar o sol, lembrei-me da minha neta que chamo de Tuquinha, quando desenhava um sol, tomando sorvete de canudinho. Nessa época ela tinha 5 anos. Hoje já tem dezoito e confessa 20 muito orgulhosamente.
Por essa lembrança, intitulei o artigo de “O Sol Tomando Banho de Mar com Canudinho“, tentando dar uma tonalidade de humor, onde coloco o astro rei como nossa fonte primária e mais importante de energia.
Quero defender a tese de que todas as nossas fontes de energia podem ser limpas, sem causar efeito estufa.
Selecionei os principais atores:
· O Sol – energia solar
· O Ar – energia eólica
· O Mar – energia marelétrica
· A Terra – energia geotérmica
Somente com esses atores podemos atender a necessidade global de energia de todos os 7 bilhões de habitantes e parceiros: animais, vegetais, minerais e demais , visíveis ou invisíveis, que vivem e sobrevivem no planeta terra.
Acrescentei como auxiliares coadjuvantes as estações satélites acumuladoras de energia solar, equipadas de refletores para abastecerem sub-estações receptoras e distribuidoras de energia, localizadas em pontos estratégicos na terra.
Para cobrir as regiões polares, regularizando o fornecimento de energia solar, os satélites, no formato de pinhões, seriam estacionados em orbitas direcionadas para refletir raios solares controladas para atingir as áreas, criando o circuito normal de noites e dias de 24 horas, harmonizado com o movimento das estações do ano.
Com essa rede espacial cobriríamos todas as áreas do globo terrestre ininterruptamente com energia solar a baixo custo, com distribuição nos locais de consumo.
Entre o sol e o mar temos o ar que sofre os efeitos derivados do calor do sol e da transpiração da água do mar. Surgem as nuvens e suas movimentações, gerando ventos e chuvas. Dos ventos temos a energia eólica e das chuvas temos a energia hidrelétrica.
No mar ainda, aproveitamos a energia das ondas e das correntes submarinas, atualmente modestamente aproveitadas.
Hoje já temos tecnologia para extrair petróleo do fundo do mar, numa profundidade de 10.000 metros. Com menos esforço e custo, podemos instalar tomadas em vários pontos da terra, construídas com pinos condutores captando energia do interior da terra, como se fosse uma tomada na parede. Essas tomadas de energia geotérmica complementariam as fontes captadoras de energia limpa para abastecer a terra inteira.
Se for necessário, os engenheiros poderiam desenvolver o uso prático de energias secundárias, derivadas de todas essas fontes como a energia eletromagnética, existentes nos campos eletromagnéticos das corrente que correm nas vias energéticas.
Esse dever de casa não tem a pretensão de ser um tratado acadêmico, apenas uma reportagem de um observador diletante.
Em todo o complexo teatral desses atores, o sol se apresenta como o maestro principal, atuando em conjunto com a energia térmica do interior da terra para compor o cenário global.
O sol usa seu canudinho para sorvetear, refrescar-se no mar, soprar os ventos e navegar nos cursos d’água para o conforto de todos.
Escrito em 12 de novembro de 2010
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