Tem coisas que a gente não vê, mas existe ou a gente pensa que existe.
O ser mais importante que existe e não está na frente dos nossos olhos é Deus, apesar de existir muitos que não acredita Nele: são os ateus.
Os cegos se constituem nas melhores testemunhas em crê no que não vê, exercitando com eficácia os outros sentidos.
Há os que comungam com São Tomé: só vendo para crer: essa falácia foge dos cegos.
A lição maior é ter a certeza que muitas coisas existem e a gente não vê.
Tem coisas materiais e imateriais, envolvendo o nosso ambiente, onde praticamos os nossos sentidos. E até o sexto sentido que nos propõe a esperança de alcançar alguma coisa: principalmente o amor e a felicidade, até que a morte nos separe.
Um fenômeno que nos cerca e que representa muito bem, o existir sem se mostrar é o vento.
O vento pode ser considerado como o ar em movimento. Resulta do deslocamento de massas de ar, derivados dos efeitos das diferenças de pressão atmosférica entre duas regiões distintas. A gente não vê, mas tem peso, velocidade, energia térmica, solar e eólica; pressão atmosférica, além de ser utilizado para mover embarcações, praticar esportes e suporte de aviação.
Tudo isso deriva de uma coisa que a gente não vê.
Se fizermos um inventário do que existe no mundo invisível, ficaríamos surpresos com tanta coisa que, no dia a dia, passam na nossa frente e não vemos e muito menos tocamos.
Em muitos casos o todo existe, a gente olha e não vê a parte, como perder uma criança na praia. Você olha para todos os lados, com atenção e não vê a criança no meio daquela multidão.
Assim como o vento, é preciso turbinar a esperança, fazendo com que tenha peso, força, pressão. É com o pensamento positivo da esperança que chamamos de fé, é que se faz as coisas acontecerem. A esperança que não se vê, nem se sente, é que nos leva ao sucesso.
Ao começar o dia, todas as manhãs, ao nos olharmos no espelho, começamos a nos dar bom dia e apreciar o que vemos. Preparar a agenda positiva do que faremos no dia, mesmo que só tenha uma tarefa. Mesmo que seja considerada impossível, vamos embarcar nas forças da esperança e, pela fé, vamos vencer.
O vento é o exemplo do que não se vê, mas existe.
A esperança, não se vê, mas se realiza.
Nisso tudo, o que, prepondera é a nossa vontade, é o nós mesmo. Que precisa caminhar “contra o vento, sem lenço e sem documento”.
Seja o anti-tomé, pois o vento que venta lá, também venta cá.
É preciso crer em tudo, mesmo no que não existe.
Escrito em 10 de dezembro de 2010.