quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ENCERRANDO CICLOS


Plinio Sales

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Rio de Janeiro, 08 de agosto de 2011

AGÊNCIA DE RATING E DEUS!


Plinio Sales

De repente sai do nada a ditadoriedade das agências de rating, dando notas e graduação a tudo e a todos. Agora pela primeira vez, rebaixaram a nota dos EEUU de AAA para AA+. Isso quer dizer o que? Pra que serve isso? Se uma nota desta desce, as outras relativamente descerão também, por que as economias monetárias são tão interligadas que o bater das asas da borboleta no AAA vai soprar forte no AA+, é um total pleonasmo! Por traz disso tudo devem estar mexendo no caldeirão os feiticeiros que sabem tudo e ensinam a Deus como proceder. É preciso criar uma grande comissão de inquérito para identificar o que essas agências fazem. Que riqueza criam? Qual é a eficácia delas em relação ao crescimento das riquezas? Quem está por traz disso? Como podem interferir tanto na vida da economia dos países e das empresas. A Petrobras tem o maior cuidado. Procurando cair na classificação da Stand & Poor por temer a queda do valor das suas ações no mercado. Não se preocupa com a queda da produção de óleo, da diversificação das fontes de energia, da melhor capacitação dos seus técnicos, de criar um manto de segurança para evitar que aventureiros, travestidos de empresários, seqüestrem seus melhores quadros oferecendo salários milionários e um novo apartamento na Delfim Moreira, isso é natural, mas o rating da S&P é mais importante do que a performance real da empresa.
Por exercício, devemos consultar essas agências como fazer o rating das moedas de todos os países. Não sei se já fizeram, mas podemos ter certeza que erram toda hora se fizerem isso. A mesma coisa para as bolsas de valores, jamais acertarão a médio prazo. A longo prazo, nem falar. A nova classe dos técnicos ou experts em rating de um quilo de batatas holandesas e um quilo de bacalhau da Noruega? Só sabemos que podem flutuar na mesma direção, se a prática for bacalhau com batata, ou que a batata será melhor classificada porque os pratos estão se classificando como bacalhau.
Caros analistas de plantão, esqueçam as notas das empresas de rating, elas são núcleos de emprego de jovens recém saídos das cadeiras de Harvard, da Sorbonne, de Cambridge que estão colocando os efeitos como geradores da causa “a chuva criou o mar”.
E ai, pra onde vamos, repito o professor inglês: “a longo prazo todos nós estaremos mortos”.

Rio de Janeiro, 08 de julho de 2011

POR QUE IR A IGREJA OU A FORÇA DA FÉ


Plinio Sales

À medida que os conhecimentos técnicos e científicos vão dominando as cabeças do povo da classe média superior, que está entrando nos ensinos superiores e se formando nas universidades, esses aculturados no bom sentido, também gradativamente vão se afastando dos caminhos da fé, se libertando um pouco da relação com Deus.
O interessante é que quanto mais se afastam mais sentem necessidade da sua companhia. Médicos que fazem parte da classe mais descrente, estão comprovando que os pacientes que rezam ou freqüentam as capelas dos hospitais são os que se recuperam ou se curam mais rapidamente dos que se afastam de Deus. Sem falar naqueles que mudam totalmente de vida, testemunhando que se encontrou com Deus em certo momento e pode fazer uma profunda revisão dos maus e dos procedimentos praticados até aquele encontro. Passa a dar maior valor à família, aos amigos e menos ao dinheiro e as coisas materiais. É como se fizesse uma reflexologia da alma.
Ir a igreja é apenas simbólico. Se avaliarmos o que encontramos na igreja, verificamos que tudo que está lá, está também em nosso redor. A única diferença é que podemos nos concentrar no nosso interior, em ambiente de silêncio e de energia flutuando no espaço, pois todos estão botando o cérebro para mover energias dos pensamentos.
Como em geral os pensamentos de todos do ambiente são positivos, quem entra na igreja acaba participando de um processo de imersão num tanque de energias de fé, esperanças e pedidos de proteção a si ou a amigos ou familiares.
As igrejas que fogem dos princípios das igrejas católicas, regidas pelo Vaticano, adotam a pressão das palavras no interior das cabeças dos ouvintes, apoiados no livro sagrado que é a Bíblia para trazê-los para o caminho das suas igrejas. Adotam diversos instrumentos de convencimento, utilizando-se principalmente de testemunhos, apresentados de forma teatralizados. Todos que procuram essas igrejas, estão convencidos que elas podem melhorar sua qualidade de vida, apesar de se tornarem prisioneiros dos seus dogmas, excomungando os inimigos da sua fé, como soldados do Diabo. Viram fanáticos e fundamentalistas.
Ir a igreja é bom, mas não devem perder a sua liberdade espiritual, mental e o seu relativo livre arbítrio.
Até Einstein acreditava em Deus, pois reconheceu que Deus não jogava dados.

Rio de Janeiro, 08 de agosto de 2011

O CARNAVAL DO SP RATING NO MUNDO

Plinio Sales

Na época da Madre Tereza de Calcutá as riquezas das nações, conforme profetizava Adam Smith, estavam nos talentos humanos, na tecnologia e nos recursos naturais. A moeda entrava no jogo como coadjuvante para facilitar as transações econômicas e servir de reserva de valor.
Hoje isso tudo travestiu-se de uma guerra maluca, onde os soldados são os piratas financeiros.
No lugar das safras agrícolas adota-se índices de comportamento. No lugar da produtividade dos fatores de produção aplica-se o critério de rating das SP da vida. As armas dessa guerra é a taxa de câmbio, as reservas monetárias e a emissão de títulos públicos. E os homens superiores, sentados nas  bancadas dos Bancos Centrais dos Países, inclusive o Brasil, linkados às mesas do FMI com suas políticas, determinam o que vai acontecer nos próximos 90 dias. São os Deuses do curto prazo.
Mudou tudo, os agricultores, os industriais, os cientistas, os talentos, os artistas da felicidade viraram fósseis que poderão ser aproveitados nos próximos 100 anos. São fósseis vivos !
Se você não souber o que é volatilidade, o que é comodities, centro da meta de inflação, hedge e outras figuras de linguagem desse novo mundo que não planta batatas, mas nos mandam todos às batatas.
Vejam só, neste início de agosto de 2011, ainda não é o dia 13 e nem sexta feira, um grupo de rapazes, sócios do IBEF, formados em Harvard, decidem rebaixar as notas de um país super-poderoso, 1ª economia do mundo, de AAA para AA+, sem que a maioria do povo inteligente saiba o que isso é do que se trata.
Mas esse movimento está criando uma grande confusão e está botando a maior economia do mundo de joelhos, tendo que se justificar. Até a China deu um pito no Obama, veja lá oh! Cara, somos donos de 70% dos títulos americanos e não podemos perder, senão vamos fazer um leilão público dessa carteira e só aceitaremos toneladas de ouro em pagamento
Tudo isso porque a superpoderosa SP, de quem pouco se conhece, que nunca plantou um pé de café ou de soja, declara nulo o voto do povo americano. Assim caminha a nova democracia do mundo global. Em meados dos anos 60, o Cel. Vernon Walter, homem poderoso da CIA, em conferência na Escola Superior de Guerra, transmitia a informação de que, depois da internet, desmoronava-se a segurança interna de todos os países.
E neste século 21, podemos afirmar acabou-se a segurança da economia monetária, moedas e títulos de todos os países. Será a lei dos mais fortes, aliados às agências classificadoras de ativos de performances de empresa.
Enquanto isso, o ministro da fazenda reúne a imprensa global para dizer que o Brasil está defeso contra as vicissitudes dos Tsunamis mundiais. Para testar, essa tese, ponha-se num tanque grande, todo o estoque da moeda brasileira pintada de verde e amarelo, e em seguida, acrescente-se o estoque que todas as outras pintadas de verde. Feito isso, tire-se um retrato da mistura para ver o campo de verde-amarelo junto ao verde do verde. Será totalmente insignificante, vai certamente, sem defesa pintadas de verde, receber influencias do movimento da parte maior (99%), se for atacado por todos os lados.
Só tem uma defesa, e não é com o imposto do IOF, é desatrelando o Real das outras moedas. Devemos criar o Brasex para enfrentar os piratex verde e funcionando como urv do pré-sal.
Voltando as agências classificadoras, devemos pô-las nos seus devidos lugares de simplesmente pobres (SP) e acabar esse carnaval do SP rating no mundo.

Rio de Janeiro, 7 de agosto de 2011.

O FRACO REI FAZ FRACA A FORTE GENTE


Plinio Sales

Tomei como base de inspiração deste artigo a frase famosa de Shakespeare na qual chama a atenção a fraqueza do governo e suas conseqüências no povo. É o fenômeno que estamos vendo. A presidente está se esforçando para tomar o comando da nau, a sombra de um grande pirata que a distância mexe a espada. Já estamos diante da queda do quarto ministro e outro virá, pois ninguém governa com 36 ministros. O sábio general Napoleão, ao justificar suas derrotas, deu o recado de que nenhum comandante será capaz de liderar com eficiência mais de 10 soldados. E a ineficiência em certo setor contamina lentamente todos os setores, tornando a média condenável. Sai um por má conduta ética, sai outro por declarações inadequadas e outras cabeças estão sendo pedidas, o que significa isso?
A equipe está desorganizada, nem possuem uma visão unificada, apresenta-se como um bando e não um governo coeso e seguindo um plano integrado, é um fraco rei. Não cabe remendo, em política não dá, ensinava algumas raposas da academia lógico-físico e transferir o comando para a mais forte base parlamentar de todos os tempos – o PMDB. Se não for assim, a sangria vai continuar, e quem se fode? O amordaçado povo! Sempre ele! Outra alternativa é fazer a grande transformação política – mudar o regime para parlamentarismo – nomeando para primeiro ministro o inefável Luiz Inácio Lula da Silva, que no fundo já comanda. Desse modo o jogo se clarifica e a democracia segue cambaleante ao seu futuro cadafalso.
Sob o aspecto econômico, é um samba de gringo doido, o Brasil não adota práticas estruturais de defesa contra o tsunami da economia monetária internacional. Medidas de aumentar o IOF é coisa de primário. Tem que desatrelar o real da moeda estrangeira e criar a moeda forte brasileira que será o Brasex e liberte o real do dólar e sua briga de legítima defesa contra o Yuan e o Euro. É uma briga do David contra Golias e a funda está na mão do povo. Como diz Ricardo e o Rodrigo Rocha o nosso forte são nossas riquezas naturais: a terra, o ar, o mar, as florestas, a fauna e o subsolo que podem ser traduzidos numa moeda forte do patrimônio do povo brasileiro, precisa se libertar dos economistas que aprenderam na mesma cartilha, pois se alguém descobriu a água esse alguém não foi o peixe.
Esse é o meu parecer SMJ.

Rio de Janeiro, 05 de agosto de 2011

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O EFEITO BORBULHANI


Plinio Sales

As notícias sobre revoltas populares aparecem em todos os jornais e em todos os meios de comunicações. Esta na Síria, na Bolívia, Espanha, França, Egito, Grécia, Canadá e outros países menos conhecidos. São várias motivações, desde os ecoverdes, os anti-islâmicos, conspirados por motivos políticos ou sociais. Reinvidicações de todas espécies. Só falta a revolta dos aidéticos e dos cancerosos.
Flutuando sobretudo isso, vemos o manto da corrupção, confessada e nas sombras, de funcionários públicos ou representantes do povo. A erva daninha da corrupção já está no porões da justiça. É igual a piada do português: é o mundo todo!
Mas tudo isso é o retrato aparente da borbulha da massa social subterrânea que sobe a superfície, como se fosse uma panela tampada de água fervente.
Os movimentos sociais, eles se movimentam, através da história, em camadas em movimentos, cada uma a seu ritmo. A de cima – a que borbulha – a imediatamente inferior – a subterrânea – e esta mediana se propaga na faixa pétrea, a que se movimenta mais lentamente, mas quando receber energia transmitida das faixas superiores, produzindo o efeito borbulhani: o tsunami dos movimentos.
O termômetro  das borbulhas sociais está medindo o aumento da temperatura da faixa social subterrânea. São as borbulhas de toda espécia: borbulhas éticas, borbulhas religiosas, borbulhas de piratas, borbulhas do aquecimento, borbulhas do movimento GLS, movimento Nazista, movimento Afroreggae, borbulhas mal cheirosas e outras borbulhas nesse espaço geográfico.
A energia dessas borbulhas está descendo a massa subterrânea. Se não cuidar, essa condução térmica vai descer e esquentar a massa pétrea abaixo do pré-sal social.
E aí meu amigo, soltará o gênio do Borbulhani, emergindo abruptamente na superfície e virá a Terceira Guerra Mundial que destruirá a terra.
Quem sobrará? Somente aqueles que Deus vai capacitar para gerar uma nova sociedade mundial, que será mais uma oportunidade de vida sadia, ética e fraternal.
Essa paz não está no dinheiro. Está no espírito, na alma, seja lá o que é isso.
Cuidado com o Borbulhani da sociedade.
Quem viver verá!

Rio de Janeiro, 04 de agosto de 2011

SIMPLIFICAR O SIMPLES


Plinio Sales

É comum na prática diária criar dificuldades para depois tentar solucionar com a técnica de novos problemas.
Por exemplo oferecer a metodologia do simples, como uma fórmula fiscal para facilitar a vida dos micro-empresários, nas suas relações fiscais e previdenciarias com o cobrador de impostos. Ora é uma forma de criar uma solução para um problema que não existe. E por mais burocracias na fogueira da sociedade.
O micro-empresário natural não precisa do simples pra nada. Basta reconhecer os seus documentos normais como legalmente representativos, como carteira de identidade, certidão de nascimento, certificado de alistamento militar, título de eleitor, comprovante de residência, cartão do cidadão, título de clube e outros. Não precisa de mais nada. É um cidadão qualificado. Contribuir com taxas e impostos para o micro-empresário deveria ser facultativo. Se quizer preencher um boleto, escolher o que pagar, numa coleçã de planos sociais e paga o que pode, sem prejudicar a sua renda.
Quanto a ficar legalizado para exercer alguma atividade, basta publicar na imprensa local do município onde vai atuar, declarando sua intenção de exercer aquela atividade do local tal, acrescentando o seu domicílio bancário. Nada de alvarás ou cartões de autorização de funcionamento.
É apenas o cidadão qualificado para exercer o seu livre direito de trabalhar, pagando os tributos que quizer. Se não pagar, deixa ele pra lá na previdÊncia social pública.
E isso, o simples por ser simples, nada de burocracias, embora seja mais fácil complicar.

Rio de Janeiro, 03 de agosto de 2011

COMO LIMPAR O ELEITOR


Plinio Sales

Os profissionais em consertar coisas, materiais e imateriais, organizações e comportamentos, sabem exatamente o que é melhor começar do zero do que remendar coisas erradas.
Mas para agir assim é preciso incorporar a vontade de Deus e, por ele, usar as ferramentas divinas.
Seria maravilhoso se pudéssemos entrar num hospital público e dizer: cheguei, agora quero tudo certo! O melhor trabalhando aos pacientes. Erro zero nas cirurgias. Acabam as infecções hospitalares. Médicos presentes em todos os equipamentos bem funcionando.
Tenta-se consertar os males do parlamentar, introduzindo a limpa. O candidato que precisa de um atestado de ficha limpa já está errado. É como mulher de Cesar, não basta ser limpa, tem que parecer.
Se virarmos o foco da questão devemos advogar que quem precisa ter ficha limpa é o eleitor. Ele não pode manchar seu título, votando em candidatos que não pareçam limpos. Na dúvida vote no partido que também se erra coletivamente, aplicando o voto culposo, ou sem intenção de errar.
O papel do eleitor é muito mais importante do que qualquer controle legar que, geralmente, pode ser burlado, a partir do exemplo do Presidente da República, desrespeitando as regras do TRE e aos seus juízes.
O papel do eleitor é cortar o erro na base. E evitar o mau político e ser mais juiz, participando melhor do processo: olhar nos olhos; cobrar eficiência; denunciar desmandos; fazer listas de ausências; ver carga de produtividade e de qualidade, e outros procedimentos em favor social.
Então o eleitor tem que ter sua ficha-título limpa e agir. Tomar o lugar do político e propor votação.

Rio de Janeiro, 03 de agosto de 2011

OS HÁBITOS TORTOS


Plinio Sales

É normal ver opiniões críticas, supostamente abalizadas, sobre todas e mais variadas questões.
Como existem sábios de tudo: são os tudólogos. Emitem opiniões com a maior segurança de quem nunca leu o código penal.
É sobre economia, é sobre sociopatologia, sobre hendonismo, é só dar o mote e eles mandam pra ver. Sou viciado na Globonews, só por causa das notícias e das entrevistas. Começa com a prática errática e tatibitate dos entrevistadores. A Miriam Leitão é a grande acadêmica de economia. Os entrevistados, nunca plantaram um pé de couve, falam abertamente do mercado futuro do agronegócio, determinando como variáveis sociológicas devem se comportar. São de opinião que se os “fatos não corroboram o que dizem, pior para os fatos”. O pior é que eles formam a opinião pública que, desavisada e sem informação técnica, aceitam as baboseiras ditas, como se fossem axiomas e saem repetindo nos seus discursos nos bares. E ninguém nunca confere se o dito prognóstico aconteceu ou não. É mais fácil conferir as previsões meteorológicas, do que a informação de que o PIB vai ser de 7% neste ano.
O debate do telespectador com o programa televisivo não é em tempo real. Deveria haver um controle remoto, podendo utilizá-lo para interferir no debate em tempo real. Esquentaria mais a conversa, obrigando maior cautela dos entrevistados ao divulgar seus hábitos tortos.

Rio de Janeiro, 03 de agosto de 2011

A REMEDALHA PERDIDA NOS LARES


Plinio Sales

Participo de muitas conversas sobre esse ou aquele remédio. Agora mesmo, minha endócrino recomendou trocar certo remédio, receitado para tomar 3 vezes ao dia, por novo que só toma uma vez ao dia, mas em dose quádrupla.
Essa dança dos remédios atinge a quase totalidade dos mais vividos, com mais de 37 anos. Se visitarmos todas as residências dos meus conterrâneos e listássemos a quantidade de remédios residuais, empilhados ocupariam todos os galpões disponíveis no país.
É o retrato do desperdício da sociedade humana, estimado em 20% do produto mundial.
É fácil apontar o problema, sem mostrar o pau de matar a cobra.
É simples: instalar em todas as farmácias e drogarias a sala vip dos remédios.
O cliente leva sua receita, aviada por médico credenciado, a Sala Vip dos Remédios (SVR) e a entrega ao atendente para aplicar ou entregar a dosagem de uma semana. Se são 4 comprimidos por dia, recebem 28 comprimidos para durar uma semana.
Desse modo, só teremos em casa o estoque da semana. Acaba o desperdício da remedalha, economizando o dinheiro que seria desperdiçado nas prateleiras ou nos depósitos da cozinha.
Nada de comprar embalagens com 20 comprimidos, tomar 6 e perder 14: é uma vergonha.
Portanto, vamos chamar os farmacêuticos para ganhar mais dinheiro e transformar a sua atividade numa boa ação social, enquanto existir remédios que irão acabar a longo prazo, em benefício das futuras gerações.
E assim apagamos a remedalha perdida nos lares.

Rio de Janeiro, 1º de agosto de 2011

O RESÍDUO VITAL IMORTAL


Plinio Sales

Lavoisier ditou que nesta vida nada se cria, tudo se transforma. Em outro livro esta que “do pó viestes e ao pó retornarás”.
No findar da vida terrestre, a parte material se torna um resíduo vital. Alguns egoístas mandam cremar e jogar as cinzas ao léu! Quase todas põem em caixões, levam a cemitérios para desgastar até virar pó.
Propomos criar o “fertilizante vital imortal”, em vez de enterrar ou cremar, doa-se o material residual final (o corpo) a um centro de centrifugação para transformar numa massa (plasma). A essa massa se acrescentaria uma dose combinada de NPK. Para cada quilo do RVI adiciona-se 20 gramas de NPK e mistura-se até formar fertilizante orgânico.
A população brasileira é de 180 milhões de pessoas que irão se transformar, mais cedo ou mais tarde em outro material. O peso médio do RVI é de 50 quilos por unidade. Então 180 milhões vezes 50 kg, teremos 9 bilhões de toneladas de material de resíduo imortal.
O japonês tem um centrifugador, chamado mascolloider que tritura qualquer material, inclusive ossos e o transforma em massa-plasma. A esse material se adiciona aditivos alimentares, com misto de vitaminas, e vira merenda escolar.
Então essa massa vital imortal (cadáveres processados) podem virar fertilizantes orgânicos, merenda escolar ou pasta para sopa alimentícia. Cada vez mais provando que neste mundo tudo se transforma.
Só pela forma de fertilizante orgânico, supre toda a necessidade brasileira que importa uma quantidade razoável, sendo um item que dispense muitas divisas na nossa balança comercial.
O setor de marketing de uma empresa já lançaria o
“Fertilizante Vidigal”
“Vital e Imortal”
E assim a vida segue.

Rio de Janeiro, 1º de agosto de 2011

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

PRA ONDE VAI A MAIORIA SILENCIOSA BRASILEIRA


Plinio Sales

Minha memória não registra detalhes dos movimentos da independência, da inconfidência, da república, do movimento constitucionalista de 32, do movimento Getulista e o seu retorno, a volta da república e os seus movimentos constitucionais até a constituição de 45. Durante esses movimentos a maioria silenciosa brasileira deve ter expressado sua opinião explícita ou não. Não sei como funcionava a representação parlamentar da opinião do povo.
Já mais recente tivemos o movimento democrático progressista do JK, a fundação de Brasília e o processo de industrialização acelerada do Brasil. E recorrentemente veio o processo inflacionário.
Surge o período militar, por 20 anos, um processo democrático relativo, com congresso funcionando, obedecendo certas regras. Foi um período de grandes reformas e de progresso até a crise do petróleo.
Neste último movimento, a maioria silenciosa esteve presente provocando a presença salvadora militar, isso já tem 50 anos, ou seja uma geração. As memórias estão se apagando.
Nestas últimas 5 décadas o Brasil patinou. A maioria silenciosa cresceu incorpora mais de 100 milhões de brasileiros ou 60% da população total. As crises estão chegando gradativamente, embora contida pelas gorjetas dos programas sociais do PT.
O progresso brasileiro, louvado pela esquerda vermelha-marrom, não é nada relevante se comparado com outros países emergentes, mesmo na América do sul. A nossa sorte é que a natureza e o tempo são brasileiros. Deus exagerou em nosso favor.
Se medirmos o grau de felicidade do povo, em função do poder de compra da classe média, vamos verificar um grande atraso na educação, na tecnologia social e na ética do comportamento das massas.
Mas a maioria silenciosa está anestesiada, aceitando comportamentos dos seus políticos, salvo raras exceções, qualificados como degradantes, sem qualquer penalidade. É o povo quem paga. É preciso respeitar o axioma de Lincoln: “não se pode enganar a todos, durante todo tempo.”
A maioria silenciosa está se fortalecendo e, dentro de poucos anos, vai se manifestar, virando para a direita, procurando ética e moralidade.
É um processo estocástico, vai se acumulando, energia somando e em determinado momento irá surgir o líder esperado para acender o pavio.
No estágio em que está é uma carreta de bois, não há como mudar o seu curso petiano.

Rio de Janeiro, 1º de agosto de 2011                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            

CONVERSAS DE MÃES E ABUSOS INTOLERÁVEIS


 Plinio Sales

Eu, no meio, com ouvidos de um lado pro outro, atento as observações críticas das mães, contrariadas com pedidos do “Stella Maris”: Referiam-se ao custo da lista de materiais. O Stella Maris oferece a facilidade de comprar os materiais no próprio colégio e os preços são favoráveis.
Pode comprar os materiais fora do colégio mas exige qualidade comparável com a do Stella.
Outra crítica, era a existência de que cada aluno deveria levar uma resma de papel A-4 com 500 folhas, sabendo-se que no ano inteiro o aluno só usa no máximo 100 folhas. A Ana, esbelta como sempre e inteligente, ponderou que são 600 alunos vezes tantas folhas, daria para derrubar a floresta do Vidigal.
Outra grave reclamação, foi a da Dinha, dizendo que a diretora a interpelou, com modos rudes, se não podia pagar, porque mantinha as filhas em escola de rico. Logo ela, que paga R$ 106,00 por uma e R$ 96,00 por outra, comparados com outras bolsas de R$ 46,00 a R$ 80,00 por mês. Nessa altura a Andréia e a Karla profissionais da estética, aplaudiam e concordavam com as teses da Dilma. Não é culpa dos pais, se a comunidade quer ocupar todo o espaço do Stella Maris, que carece de curso de inglês, informática e outros da capacitação profissional para os alunos que completam o 8º ano. Durante a noite é um belo elefante ocioso tornando-se o Hotel-Resort de um pequeno número de freiras. O número de bolsas concedidas poderia ser o dobro, aumentando os benefícios aos filhos da comunidade.
Contudo, a voz geral, informa que o ensino é de qualidade. Se melhorar um pouco a metodologia religiosa, similar ao São Bento, a coisa seria de primeira qualidade. Os pais da comunidade poderiam colaborar mas com a ditadura das freiras.
O Stella Maris precisa de um choque de ordem, está se nivelando a uma escola pública, salvando-se a qualidade do ensino. Se paga menos, mas paga-se relevante parte do salário mínimo, que os pais com muito esforço preferem pagar, pra dizer que seus filhos estudam no Stella Maris.
Nessa reforma precisa baixar o custo a zero, acabar com as exigências abusivas e contratar patrocínios relevantes, com um bom trabalho de relações públicas, basta copiar o que a PUC - Rio faz.

Rio de Janeiro, 30 de julho de 2011.

AQUARELA DA SAUDADE PARA A RENATA

Plinio Sales

É difícil definir saudade. A melhor que conheço é dizer que é o sentimento do amor ausente. Precisa partir para o plástico visual de Monet.
Sigamos a receita, vamos pegar dois pequenos potes de tinta: um azul e outro amarelo. Naturalmente posicionamos a tela no cavalete e nos preparamos colocando o boné de Pintor na cabeça. Esticamos os dedos e não precisamos de pincel, nem do lápis de carvão do Naval. Vamos de dedos, copiando o estilo da Marina Montolli, sorvendo goles de uísque em copinhos caubói.
Molha-se os dedos no pote da tinta azul, inspira-se profundamente, fecha-se os olhos, e arrasta-se os dedos tintados na tela branca, em linhas sinuosas, desenhadas na mente. Quando achar que está bom, por instinto, usa-se os dedos da outra mão os molha no pote da tinta amarela e realiza o mesmo processo, com os olhos fechados, circunavegando os dedos tintados na tela já com desenhos da tinta azul. Depois de tocar a tela com os dedos tintados, ora um ora outro, de olhos fechados, termine o trabalho gastando umas duas horas. Molha os dedos das duas mãos ao mesmo tempo, na tela e, ao terminar, grita bem alto, com todas as forças do pulmão: Deus eu te amo!
Pode olhar pro quadro e, por milagre, verás o contorno da figura de Deus, com malhas brancas no centro, como se fosse a sua marca registrada.
E a saudade, onde esta?
Ora ficou lá atrás, quando instalou a tela no cavalete e arrumou os potes de tinta e estalou os dedos.
E assim se faz a aquarela da saudade para a Renata.

Rio de Janeiro, 29 de julho de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011


OS ECOVERDES O QUE É?
Plinio Sales

Hoje temos novas classes na sociedade. Todas importantes para um programa de pesquisa social. Se pode listar:
1.    O movimento dos sem terra.
2.    A comunidade GLS cada vez maior, com taxa de crescimento impressionante.
3.    Os ecoverdes.
4.    Os afro descendentes das cotas sociais.
5.    Os micro do Simples.
6.    Os sem teto.
7.    Os corintianos, etc.
E por ai se criam sindicatos, associações e partidos. Se analizarmos os conceitos filosóficos, embutidos nos panfletos de cada grupo, se nota que a nota final será zero.
Roberto Campos disse-me, num certo fórum de novas idéias, que a única coisa válida no movimento dos ecologistas, era a formosura das militantes.
E o interessante é que esses grupos crescem vertiginosamente, com espantosas mutações entre ele. Tem militantes que se ocupam voluntariamente durante 24 horas e freqüentam vários grupos ao mesmo tempo: GLS, ecoverde, PT e Umbanda, morando na Bahia.
Tem aposto que não encontram apoio no vernáculo. Pergunta-se o que quer dizer “ecoverde”: tem ecoverde? É um inseto? Está bandeira brasileira? Qual a preferência sexual? Na verdade é um econada!
Quando surgiu o conceito de esquerda e direita era para designar o lugar onde sentava o parlamentar francês. Até o Carlos Drummond de Andrade, em sua preciosa prosa, aconselhava: “vá ser gauche na vida”. Já se passaram mais de 2 séculos e encontramos cidadãos da esquerda, como se fosse uma qualidade revolucionária. É o preconceito da “perspectiva do passado”. Não tem o menor futuro. Hoje elegante é ser gay, ser o cara, enfim ser o nada. Ninguém quer ser professor, pesquisador, atleta, estudante, é a degradação das classes menos nobres. Ser pedreiro, pescador, motorista ou mecânico, nem falar. O medo é que a coisa – ser gay – seja obrigatória por lei, neste congresso em que o Lula vaticinou ter mais de 365 gays e outros heterodoxos.
Então lanço a pergunta: defina o que é ser ecoverde?

Rio de Janeiro, 28 de julho de 2011

É PRECISO VENCER A RESISTÊNCIA DA MEDIOCRIDADE


Plinio Sales

Em Hum milhão de pessoas, nem Diogenes seria superior a comunidade dos medíocres. Nelson Rodrigues, divulgava que toda unanimidade é burra! Tem razão! O saudoso Juscelino lançou o Programa de 50 anos em 5! Não teve sucesso, mas não sabia que era impossível e fez o que deixaram. A contra-proposta dos mediocres finca barreiras para se opor ao progresso.
O físico, meu amigo, Geraldo Moreira, como outros, cultivou uma floresta de cabelos brancos e um mapa facial de rugas, ficando rouco de tanto falar na energia do hidrogênio, como alternativa limpa e renovável. Aí enfrenta os mediocres da força fóssil, poderosa no mundo inteiro, matando a humanidade pela emissão de CO2 e pelo efeito estufa.
Estimulo a guerra do combate às fábricas de armas que matam mais que o câncer. Surgem os mediocres e perguntam como é que as polícias vão trabalhar?  Esquecem o principal que é a paz, sem armas. A mente dos medíocres estão escravizadas pelo diabo das armas. As campanhas medíocres querem desarmar os cidadãos e manter armados os ilegais. O certo é capacitar o cidadão a usar armas e se defenderem, então teremos o exército de 170 milhões de cidadãos capacitados para se defender contra uma minoria armada. Desse modo o jogo fica mais pacífico e disuasivo.
Os mediocres reagem e estimulam congelar o “status quo”, nada de procurar novos caminhos. Dou o exemplo dos exames pré-vestibulares para que os estudantes ingressem nos cursos superiores. Os mediocres receitam cursinhos preparatórios para capacitar os candidatos, produzindo um novo exército de mediocres. O correto é acabar com a necessidade de exames, o que precisa é:
1.    Melhorar o nível dos cursos de formação do primário e do secundário.
O estudante tem que estar preparado para ingressar nos cursos superiores, seguindo o leito normal da aprendizagem do conhecimento.

2.    Ampliar no Brasil e no exterior os cursos superiores oferecendo o número de vagas suficientes para absorver a completa demanda dos estudantes.
Ha tantas outras ações dos mediocres, na política (fazendo leis inúteis), no Ministério da Educação, na justiça e em qualquer fórum que se investigue.
Como diz Cesar Maia é preciso resistir, resistir e vencer as barreiras dos mediocres.

Rio de Janeiro, 27 de julho de 2011