quarta-feira, 10 de agosto de 2011

PRA ONDE VAI A MAIORIA SILENCIOSA BRASILEIRA


Plinio Sales

Minha memória não registra detalhes dos movimentos da independência, da inconfidência, da república, do movimento constitucionalista de 32, do movimento Getulista e o seu retorno, a volta da república e os seus movimentos constitucionais até a constituição de 45. Durante esses movimentos a maioria silenciosa brasileira deve ter expressado sua opinião explícita ou não. Não sei como funcionava a representação parlamentar da opinião do povo.
Já mais recente tivemos o movimento democrático progressista do JK, a fundação de Brasília e o processo de industrialização acelerada do Brasil. E recorrentemente veio o processo inflacionário.
Surge o período militar, por 20 anos, um processo democrático relativo, com congresso funcionando, obedecendo certas regras. Foi um período de grandes reformas e de progresso até a crise do petróleo.
Neste último movimento, a maioria silenciosa esteve presente provocando a presença salvadora militar, isso já tem 50 anos, ou seja uma geração. As memórias estão se apagando.
Nestas últimas 5 décadas o Brasil patinou. A maioria silenciosa cresceu incorpora mais de 100 milhões de brasileiros ou 60% da população total. As crises estão chegando gradativamente, embora contida pelas gorjetas dos programas sociais do PT.
O progresso brasileiro, louvado pela esquerda vermelha-marrom, não é nada relevante se comparado com outros países emergentes, mesmo na América do sul. A nossa sorte é que a natureza e o tempo são brasileiros. Deus exagerou em nosso favor.
Se medirmos o grau de felicidade do povo, em função do poder de compra da classe média, vamos verificar um grande atraso na educação, na tecnologia social e na ética do comportamento das massas.
Mas a maioria silenciosa está anestesiada, aceitando comportamentos dos seus políticos, salvo raras exceções, qualificados como degradantes, sem qualquer penalidade. É o povo quem paga. É preciso respeitar o axioma de Lincoln: “não se pode enganar a todos, durante todo tempo.”
A maioria silenciosa está se fortalecendo e, dentro de poucos anos, vai se manifestar, virando para a direita, procurando ética e moralidade.
É um processo estocástico, vai se acumulando, energia somando e em determinado momento irá surgir o líder esperado para acender o pavio.
No estágio em que está é uma carreta de bois, não há como mudar o seu curso petiano.

Rio de Janeiro, 1º de agosto de 2011                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            

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