Plinio Sales
À medida que os conhecimentos técnicos e científicos vão dominando as cabeças do povo da classe média superior, que está entrando nos ensinos superiores e se formando nas universidades, esses aculturados no bom sentido, também gradativamente vão se afastando dos caminhos da fé, se libertando um pouco da relação com Deus.
O interessante é que quanto mais se afastam mais sentem necessidade da sua companhia. Médicos que fazem parte da classe mais descrente, estão comprovando que os pacientes que rezam ou freqüentam as capelas dos hospitais são os que se recuperam ou se curam mais rapidamente dos que se afastam de Deus. Sem falar naqueles que mudam totalmente de vida, testemunhando que se encontrou com Deus em certo momento e pode fazer uma profunda revisão dos maus e dos procedimentos praticados até aquele encontro. Passa a dar maior valor à família, aos amigos e menos ao dinheiro e as coisas materiais. É como se fizesse uma reflexologia da alma.
Ir a igreja é apenas simbólico. Se avaliarmos o que encontramos na igreja, verificamos que tudo que está lá, está também em nosso redor. A única diferença é que podemos nos concentrar no nosso interior, em ambiente de silêncio e de energia flutuando no espaço, pois todos estão botando o cérebro para mover energias dos pensamentos.
Como em geral os pensamentos de todos do ambiente são positivos, quem entra na igreja acaba participando de um processo de imersão num tanque de energias de fé, esperanças e pedidos de proteção a si ou a amigos ou familiares.
As igrejas que fogem dos princípios das igrejas católicas, regidas pelo Vaticano, adotam a pressão das palavras no interior das cabeças dos ouvintes, apoiados no livro sagrado que é a Bíblia para trazê-los para o caminho das suas igrejas. Adotam diversos instrumentos de convencimento, utilizando-se principalmente de testemunhos, apresentados de forma teatralizados. Todos que procuram essas igrejas, estão convencidos que elas podem melhorar sua qualidade de vida, apesar de se tornarem prisioneiros dos seus dogmas, excomungando os inimigos da sua fé, como soldados do Diabo. Viram fanáticos e fundamentalistas.
Ir a igreja é bom, mas não devem perder a sua liberdade espiritual, mental e o seu relativo livre arbítrio.
Até Einstein acreditava em Deus, pois reconheceu que Deus não jogava dados.
Rio de Janeiro, 08 de agosto de 2011
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