Plinio Sales
Participo de muitas conversas sobre esse ou aquele remédio. Agora mesmo, minha endócrino recomendou trocar certo remédio, receitado para tomar 3 vezes ao dia, por novo que só toma uma vez ao dia, mas em dose quádrupla.
Essa dança dos remédios atinge a quase totalidade dos mais vividos, com mais de 37 anos. Se visitarmos todas as residências dos meus conterrâneos e listássemos a quantidade de remédios residuais, empilhados ocupariam todos os galpões disponíveis no país.
É o retrato do desperdício da sociedade humana, estimado em 20% do produto mundial.
É fácil apontar o problema, sem mostrar o pau de matar a cobra.
É simples: instalar em todas as farmácias e drogarias a sala vip dos remédios.
O cliente leva sua receita, aviada por médico credenciado, a Sala Vip dos Remédios (SVR) e a entrega ao atendente para aplicar ou entregar a dosagem de uma semana. Se são 4 comprimidos por dia, recebem 28 comprimidos para durar uma semana.
Desse modo, só teremos em casa o estoque da semana. Acaba o desperdício da remedalha, economizando o dinheiro que seria desperdiçado nas prateleiras ou nos depósitos da cozinha.
Nada de comprar embalagens com 20 comprimidos, tomar 6 e perder 14: é uma vergonha.
Portanto, vamos chamar os farmacêuticos para ganhar mais dinheiro e transformar a sua atividade numa boa ação social, enquanto existir remédios que irão acabar a longo prazo, em benefício das futuras gerações.
E assim apagamos a remedalha perdida nos lares.
Rio de Janeiro, 1º de agosto de 2011
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