quinta-feira, 18 de agosto de 2011

AGÊNCIA DE RATING E DEUS!


Plinio Sales

De repente sai do nada a ditadoriedade das agências de rating, dando notas e graduação a tudo e a todos. Agora pela primeira vez, rebaixaram a nota dos EEUU de AAA para AA+. Isso quer dizer o que? Pra que serve isso? Se uma nota desta desce, as outras relativamente descerão também, por que as economias monetárias são tão interligadas que o bater das asas da borboleta no AAA vai soprar forte no AA+, é um total pleonasmo! Por traz disso tudo devem estar mexendo no caldeirão os feiticeiros que sabem tudo e ensinam a Deus como proceder. É preciso criar uma grande comissão de inquérito para identificar o que essas agências fazem. Que riqueza criam? Qual é a eficácia delas em relação ao crescimento das riquezas? Quem está por traz disso? Como podem interferir tanto na vida da economia dos países e das empresas. A Petrobras tem o maior cuidado. Procurando cair na classificação da Stand & Poor por temer a queda do valor das suas ações no mercado. Não se preocupa com a queda da produção de óleo, da diversificação das fontes de energia, da melhor capacitação dos seus técnicos, de criar um manto de segurança para evitar que aventureiros, travestidos de empresários, seqüestrem seus melhores quadros oferecendo salários milionários e um novo apartamento na Delfim Moreira, isso é natural, mas o rating da S&P é mais importante do que a performance real da empresa.
Por exercício, devemos consultar essas agências como fazer o rating das moedas de todos os países. Não sei se já fizeram, mas podemos ter certeza que erram toda hora se fizerem isso. A mesma coisa para as bolsas de valores, jamais acertarão a médio prazo. A longo prazo, nem falar. A nova classe dos técnicos ou experts em rating de um quilo de batatas holandesas e um quilo de bacalhau da Noruega? Só sabemos que podem flutuar na mesma direção, se a prática for bacalhau com batata, ou que a batata será melhor classificada porque os pratos estão se classificando como bacalhau.
Caros analistas de plantão, esqueçam as notas das empresas de rating, elas são núcleos de emprego de jovens recém saídos das cadeiras de Harvard, da Sorbonne, de Cambridge que estão colocando os efeitos como geradores da causa “a chuva criou o mar”.
E ai, pra onde vamos, repito o professor inglês: “a longo prazo todos nós estaremos mortos”.

Rio de Janeiro, 08 de julho de 2011

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