OS ECOVERDES O QUE É?
Plinio Sales
Hoje temos novas classes na sociedade. Todas importantes para um programa de pesquisa social. Se pode listar:
1. O movimento dos sem terra.
2. A comunidade GLS cada vez maior, com taxa de crescimento impressionante.
3. Os ecoverdes.
4. Os afro descendentes das cotas sociais.
5. Os micro do Simples.
6. Os sem teto.
7. Os corintianos, etc.
E por ai se criam sindicatos, associações e partidos. Se analizarmos os conceitos filosóficos, embutidos nos panfletos de cada grupo, se nota que a nota final será zero.
Roberto Campos disse-me, num certo fórum de novas idéias, que a única coisa válida no movimento dos ecologistas, era a formosura das militantes.
E o interessante é que esses grupos crescem vertiginosamente, com espantosas mutações entre ele. Tem militantes que se ocupam voluntariamente durante 24 horas e freqüentam vários grupos ao mesmo tempo: GLS, ecoverde, PT e Umbanda, morando na Bahia.
Tem aposto que não encontram apoio no vernáculo. Pergunta-se o que quer dizer “ecoverde”: tem ecoverde? É um inseto? Está bandeira brasileira? Qual a preferência sexual? Na verdade é um econada!
Quando surgiu o conceito de esquerda e direita era para designar o lugar onde sentava o parlamentar francês. Até o Carlos Drummond de Andrade, em sua preciosa prosa, aconselhava: “vá ser gauche na vida”. Já se passaram mais de 2 séculos e encontramos cidadãos da esquerda, como se fosse uma qualidade revolucionária. É o preconceito da “perspectiva do passado”. Não tem o menor futuro. Hoje elegante é ser gay, ser o cara, enfim ser o nada. Ninguém quer ser professor, pesquisador, atleta, estudante, é a degradação das classes menos nobres. Ser pedreiro, pescador, motorista ou mecânico, nem falar. O medo é que a coisa – ser gay – seja obrigatória por lei, neste congresso em que o Lula vaticinou ter mais de 365 gays e outros heterodoxos.
Então lanço a pergunta: defina o que é ser ecoverde?
Rio de Janeiro, 28 de julho de 2011
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