segunda-feira, 15 de agosto de 2011

COMO LIMPAR O ELEITOR


Plinio Sales

Os profissionais em consertar coisas, materiais e imateriais, organizações e comportamentos, sabem exatamente o que é melhor começar do zero do que remendar coisas erradas.
Mas para agir assim é preciso incorporar a vontade de Deus e, por ele, usar as ferramentas divinas.
Seria maravilhoso se pudéssemos entrar num hospital público e dizer: cheguei, agora quero tudo certo! O melhor trabalhando aos pacientes. Erro zero nas cirurgias. Acabam as infecções hospitalares. Médicos presentes em todos os equipamentos bem funcionando.
Tenta-se consertar os males do parlamentar, introduzindo a limpa. O candidato que precisa de um atestado de ficha limpa já está errado. É como mulher de Cesar, não basta ser limpa, tem que parecer.
Se virarmos o foco da questão devemos advogar que quem precisa ter ficha limpa é o eleitor. Ele não pode manchar seu título, votando em candidatos que não pareçam limpos. Na dúvida vote no partido que também se erra coletivamente, aplicando o voto culposo, ou sem intenção de errar.
O papel do eleitor é muito mais importante do que qualquer controle legar que, geralmente, pode ser burlado, a partir do exemplo do Presidente da República, desrespeitando as regras do TRE e aos seus juízes.
O papel do eleitor é cortar o erro na base. E evitar o mau político e ser mais juiz, participando melhor do processo: olhar nos olhos; cobrar eficiência; denunciar desmandos; fazer listas de ausências; ver carga de produtividade e de qualidade, e outros procedimentos em favor social.
Então o eleitor tem que ter sua ficha-título limpa e agir. Tomar o lugar do político e propor votação.

Rio de Janeiro, 03 de agosto de 2011

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