segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O RESÍDUO VITAL IMORTAL


Plinio Sales

Lavoisier ditou que nesta vida nada se cria, tudo se transforma. Em outro livro esta que “do pó viestes e ao pó retornarás”.
No findar da vida terrestre, a parte material se torna um resíduo vital. Alguns egoístas mandam cremar e jogar as cinzas ao léu! Quase todas põem em caixões, levam a cemitérios para desgastar até virar pó.
Propomos criar o “fertilizante vital imortal”, em vez de enterrar ou cremar, doa-se o material residual final (o corpo) a um centro de centrifugação para transformar numa massa (plasma). A essa massa se acrescentaria uma dose combinada de NPK. Para cada quilo do RVI adiciona-se 20 gramas de NPK e mistura-se até formar fertilizante orgânico.
A população brasileira é de 180 milhões de pessoas que irão se transformar, mais cedo ou mais tarde em outro material. O peso médio do RVI é de 50 quilos por unidade. Então 180 milhões vezes 50 kg, teremos 9 bilhões de toneladas de material de resíduo imortal.
O japonês tem um centrifugador, chamado mascolloider que tritura qualquer material, inclusive ossos e o transforma em massa-plasma. A esse material se adiciona aditivos alimentares, com misto de vitaminas, e vira merenda escolar.
Então essa massa vital imortal (cadáveres processados) podem virar fertilizantes orgânicos, merenda escolar ou pasta para sopa alimentícia. Cada vez mais provando que neste mundo tudo se transforma.
Só pela forma de fertilizante orgânico, supre toda a necessidade brasileira que importa uma quantidade razoável, sendo um item que dispense muitas divisas na nossa balança comercial.
O setor de marketing de uma empresa já lançaria o
“Fertilizante Vidigal”
“Vital e Imortal”
E assim a vida segue.

Rio de Janeiro, 1º de agosto de 2011

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