segunda-feira, 28 de março de 2011

O CÉREBRO É O NOSSO MOTOR


Plinio Sales

É mais fácil e comum a gente se preocupar com o motor do nosso carro do que do nosso cérebro, muito embora nada vale nada se pegarmos o mal de Alzeimer ou o mal de Parkson por falta de manutenção do cérebro.

Precisamos, todos os dias, regenerar nosso cérebro, melhorando sua capacidade de concentração, aprendizado e energia para uma vida inteira de alta performance mental. É necessário defendermo-nos da perda de memória e de outras funções decorrentes da idade.

Um programa de manutenção do cérebro é uma simples questão de treino para manter os elementos cerebrais ativados.

Vamos fazer uma jornada nas profundezas do cérebro. Há tanta coisa lá – muito mais do que se imagina.

O cérebro contem uma rica galeria de conhecimento, talvez esteja parcialmente inativo, porque sua memória e seus potenciais cognitivos inacessíveis, podem estar famintos, maltratados e subdesenvolvidos.

Mas a riqueza de conhecimentos esta la e muito viva, fisicamente codificada, praticamente imortal, esperando para que você a alcance.

E ai a importância do motor se impõe para ativar o cérebro e iniciar o movimento das ações psicológicas.

O bom uso do cérebro, motivado para agir sôbre o comportamento das suas funções, fatalmente o fortalecerá. Fica robusto para dar causas defensáveis aos pensamentos e, por sua vez, aos comportamentos pessoais.

O cérebro bom e sadio tem vida longa. A longevidade do cérebro será o líder de todos órgãos do corpo humano: A única coisa que podemos fazer de bom com o nosso cérebro é: “Não perder a cabeça” de qualquer maneira.

Se arrumamos o envoltório quando vamos ao salão de cabeleleiro. Com vários graus de satisfação, fazemos melhor a nossa presença estética, trabalhada para impressionar.

Essa virtual aparência é sociologicamente defensável, qualificando seu comportamento de metrosexual para o resto da vida.

Não só o asseio externo deve ser feito, mas principalmente alimentá-lo com nutrientes-chave e com tônicos naturais para o desempenho máximo da mente.

“Mens san e Corpore san...” , qualificar o nosso comportamento.

Viva Zapata

Rio de Janeiro, 28 de março de 2011

MANTER UM SEGREDO


Plinio Sales

No conjunto das conversas de um grupo social há uma pequena parcela de trocas que é segredo.

Embora pequena essa parcela carrega a importância nuclear da conversa. O acordo tácito é guardar pra si própria, nunca revelar a terceiros, próximos ou distantes.

Há segredos para não revelar o preço de uma ação importante que vai ser lançada no mercado em próxima data. Envolve muita gente, quase incontrolável de manter sem vazar.

Há os segredos entre os noivos de intimidades, antes do casamento, condenáveis pelos pais e parentes. São segredos bi-pessoais. Só interessa aos dois. Só contará no futuro no meio de conversas ou jogos sociais. E mesmo que um sujeito inocente declara em surdinha, para o lojista que apregoa: “conserta-se chaves e troca-se segredos”, e então o sujeito se aproxima do balcão e diz: “escuta, quando eu era criança eu dei a bunda.. e você? Nessa altura acabou-se o segredo íntimo-sexual da infância.

Há segredos militares sôbre tecnologia de armamentos militares, os segredos da posição estratégica das tropas num cerco de contenção ou de ataque. O próximo segredo do ataque que não pode fazer para não alertar o inimigo da ação planejada. E outros multiplos segredos.

E o segredo das notas escolares mal sucedidas para não enraivar os pais esperançosos.

E a observação do Lupícino Rodrigues ao dizer que “segredo é pra quatro paredes, primeiro é preciso escutar, pra depois comentar.”

Há o sinal divino de que Deus nos deu duas orelhas, dois ouvidos e apenas uma boca. Significa que devemos falar menos, ouvir mais e prestar mais atenção.

Há o segredo da Lurdinha sobre o seu passado que ela não conta nem pra ela mesmo, com medo de que ela abra a boca para o mundo que tudo ouve e que sobretudo propaga, sem o menor escrúpulo.

O pior é o segredo que ninguém sabe que é segredo e conta com a maior saia justa: “ele estava com uma mulher parecida com a dele, aos beijos e abraços”, na frente dos filhos deles que detestam essas educadas revelações.

Qual a razão de existir um segredo. Porque contar ou porque guardar em sigilo.

O segredo é sagrado na confissão ao padre. Pode levar alguém ao inferno. O segredo é pesado, pode derrubar o governo Nixon ou desfazer um casamento sólido do Príncipe Charles e a Princesa Diana.

O segredo é um terrível Gênio da lâmpada. Pode atender pedidos ou fazer desaparecer na fumaça. O segredo é como a esperteza do seu dono, pode crescer e comer o dono.

Eu tenho poucos segredos, mas certamente não conto pra ninguém: É segredo!

Quando Lupicinio disse que segredo é pra quatro paredes, dá a impressão de que ele estava com alguém masculino no quarto! Se não fosse assim, não seria segredo, pois a Lurdinha iria espalhar o troféu.

É preciso manter o segredo como segredo, senão já era o Vidigal todo ficaria sabendo.

Rio de Janeiro, 28 de março de 2011

A TELA DO MEU LAP TOP


Plinio Sales

Dou uma rápida espiada na tela do meu lap top e vejo 50 mensagens espalhadas.

Tem uma mensagem horizontal, referida no texto de apresentação:

“Renata Castro – Currículo ........”

No fundo da mensagem, pela profundidade vertical, existe uma pequena história e um planejamento.

Por esse e-mail a Renata está me transmitindo um pedido de uma mãe, moradora do Vidigal, para empregar seu filho, por estar temerosa de que ele ingresse no exercito popular do paralelo.

E já encaminhei o pedido ao Hotel Sheraton que costuma empregar mão de obra da comunidade no seu plano social.

Vamos ver no que dá.

Acaba de chegar o news letter chamado de “Pequenas Empresas e Grandes Negócios” que imediatamente repasso para a Angelita que está procurando uma franquia de alguma coisa, enquadrada no seu perfil para montar. São tantas indicações que ela precisa de um consultor, como eu, para selecionar a solução mais adequada.

Enquanto comento esses dois e-mails entra outro da Groupon, oferecendo motel com 66% off ! É um tipo de serviço muito iportante, pelo qual se recebe ofertas de todos os tipos com descontos de até 88% off. Tem até escova London ou Marroquina que eu não sei nem do que se trata.

Tem e-mails do Rachid, corretor amigo e filósofo. Por esse e-mail ele oferece “Mineradora Bom Jardim com área total de ....” para ver o resto tenho que abrir o e-mail. Mas, por enquanto só posso passar para Gloria Souza em Belém ou para o Antonio Monteiro na Florida. Vou ainda pensar um pouco.

Aparece o do Pedro Capp, comentando o meu artigo “Ser ou não ser Pastor”, pelo qual ele vaticina que eu já sou um pastor sem avental nem toga. Sei que lá vem mais responsabilidade para esse simplório maçom, afastado das lides obrigatórias, só pregando nas ruas do Vidigal e, as vezes, nas planícies. Como exclama sempre, um amigo, quando me vê: Oh ! Glória.....”

E assim vamos passeando pela tela do meu “lap top” e, em cada e-mail, tem um notícia bilateral. O que parece ser e o é no mais fundo.

E na tela inteira, vejo o resumo do meu dia a dia, e dos meus tempos prá-frente.

Hoje sou viciado na internet e nas suas ferramentas, site e notícias. Até já estou no Facebook, no Orkut, no Hi-5 e no “Encontrei um par que combina com você” e outros grupos comunitários. Sou fã incondicional do Google: resolvo todas as minhas pesquisas. Consulto a Wikipédia e aí viro professor até de javanês.

Não consigo entender, como vivemos até agora sem a internet e sem o meu pc.

Olho novamente a tela e vejo um e-mail marcado com uma estrela. Significa que devo me a profundar mais no que diz: “As inimagináveis potencialidades da nanotecnologia”. Apresenta uma entrevista com o Professor José Lontras Figueiredo, para o qual Barbara chama a minha atenção. Esse lembrete se deve ao fato de que estamos a construir uma Árvore Artificial, em que uma das 4 (quatro) funções é a geração de energia eólica, onde o vento atravessa os poros das folhas e se introduz num cano-caule e movimenta o gerador eólico. Esses poros são combinados em suas posições pela técnica da nanotecnologia. Conheço alguma coisa, mas vou ler a entrevista e comentar. Se a Barbara me enviou é porque é importante. Passei a entrevista para a Mila, professora da PUC que relatou que a pesquisa só pode ser de mercado porque tudo já foi inventado na PUC.

São 50 e-mail num total de 9.175 arquivados no pliniosales@gmail.com, não dá para ver todos no espaço desse artigo.

O que quero chamar a atenção é para a amplitude do campo de trabalho de uma tela de lap-top, as vantagens profissionais incomensuráveis da Internet e suas ferramentas.

Obrigado meu PC!

Certa vez, assistindo uma conferência do Gen. Vernon Walters, eminente representando do Ministério da Defesa do Tio Sam, ele afirmou no decorrer da confêrencia. Nas palavras dele: “Os Estados Unidos e as demais grandes nações tornaram-se vulneráveis no sistema de segurança nacional. A internet é a chave para penetrar nos mais reconditos segredos do país.”

E agora, há pouco tempo, aparece o vazamento do “wikileaks”.

A tela do meu lap-top diz mais do que parece dizer.

Estou de acordo com o Gen. Vernon Walters: A segurança é finita!

Se correr o tempo pára, se parar o tempo corre...


Plinio Sales

Se pararmos um pouco para pensar, vamos descobrir que a nossa vida, o nosso pulsar, o nosso ritmo estão amarrados aos ponteiros de um relógio ou de um marcador do tempo.

Como diz Chico Buarque: “Todo dia ela acordar as 6 horas da manhã...” Acorda as 6 horas, sai pra caminhar as 7, arruma-se até as 8 pondo-se na rua as 8:30 indo para o trabalho pegar as 9:00, se não se atrasar.

São as batidas do relógio o tempo todo. Há como fugir disso? Há para poucos, porém para todos é uma escravidão sustentável.

Algum Extra-Terreno, olhando do espaço, com seus olhos de binóculo, veria, todo dia, o mesmo fluxo diário de gente, girando como se fosse uma roda viva. Se o binóculo não for muito preciso ele só verá onda de pontinhos se mexendo, sempre no mesmo ritmo diário. Tirará conclusões circulaterais de pontos ambulantes. Misturando gente e carros, terá uma bela idéia do trânsito infernal.

Se pararmos o relógio para ver o andar do tempo, vemos que em 1718, em 11 de dezembro, Carlos XII foi morto com um tiro na cabeça, possivelmente disparado por suas próprias tropas, enquanto lutava na Noruega. Duzentos anos depois, em 1918 surgiria novas nações no mapa da Europa. A finlândia e a Polônia estabeleceram sua independência.A Sérvia e Montenegro combinaram-se e absorveram as provincias eslavas do sudeste da Autria-Hungria, para formar a Iugoslávia.

Continuando com esse passeio no tempo notamos que no dia 18 de janeiro de 1986, o onibus espacial americado Chalenger Explodia no momento exato do seu lançamento, matando os 7 astronautas a bordo.

Mas a frente em 12 de outubro de 2011 será apresentado ao mundo científico a Árvore Artificial do BrainBank, com 4 funções integradas num único equipamento de médio porte, locomóvel de um ponto pra outro, com grande benefício da sociedade. Suas funções básicas: 1) resgate de Co2 da atmosfera; 2) extrai água pura do ar-watermaker; 3) captação de energia solar, pela nanotecnologia vegetal, e 4) gerar energia eólica, também com o uso da nanotecnologia, via vegetal.

Então que partimos do movimento repetitivo das horas do relógio viajamos pelos 300 ano de modificações do nosso comportamento coletivo, usando as utilidades das diversas invenções.

Nesse período de tempo, pulando do gramofone de Bell até o uso do moderno Google para fazer pesquisas na internet.

O movimento vivo da cultura das civilizações, mas que sempre se reduz ao fato mais atômico:

“...todo dia ela faz tudo sempre igual, as seis horas da manhã, prepara o seu café...”

E assim tudo se move, diante dos reclamos tsunâmicos da natureza.

Se correr o tempo pára, se parar o tempo corre.

Rio de Janeiro, 26 de março de 2011

AQUILO QUE SABEMOS É POUCO, E O QUE NÃO SABEMOS É IMENSO

Pierre Simon de Laplace

Plinio Sales

A ciência é a maior aventura intelectual do homem, balançou sua fé e produziu sonhos de uma utopia material.

Nessa minha fase mística, acredito que a ciência como instrumento bom para descobrir coisas, foi mais uma ferramenta que Deus nos deixou ver e construir, para que pudéssemos ajudá-lo melhor.

Com a ciência podemos simplificar a nossa vida, veja o telefone, a chaleira que não derrama leite, a própria roda e o fogo.

A ciência transmuda em filosofia no que tem de mais pratico, ela cura a doença, salva milhares de crianças com o pacote de vacinas no decorrer das idades infantis.

Lembro-me que sou um sobrevivente da mortalidade infantil, porque onde nasci nas Alagoas em 1937, de cada dez meninos que nasciam, oito morriam nos primeiros dois anos. Escapei, por tanto julgo-me um sobrevivente da mortalidade infantil. Esse fenômeno ainda existe em alguns lugares no mundo. A ciência não pode tudo sozinha, como diz o Pastor Pedro Capp, falta vontade política. Acho que falta muito mais, inclusive a ação de fazer, apesar dos voluntarios da cruz vermelha.

Com a ciência como maneira de procurar resolver problemas do cotidiano, pode-se enfrentar muitos desafios: a maior aventura intelectual:

A tentativa de explicar o universo físico tem sido caracterizada por perpétuo conflito.

Teorias estabelecidas têm sido continuamente modificadas ou violentamente descartadas, e, como na história da arte e da música, inovações tendem a ser ridicularizada, apenas para se tornarem, no devido tempo, o novo dogma.

“O homem se move”

Eu contribuo para esse debate defendendo a tese de que nunca aconteceu o “big Bang”, decantado pelo Stefen Walkin. O meu pensamento propõe que os universos sempre existiram, nunca nasceram e estão em constante expansão, como se Deus apenas pôs o fermento do bolo universal para funcionar.

Alem dessa afirmação da vida redonda infinitamente, se encontrando e se interagindo em suas forças, declaro em alto e bom som, que existem 7 bilhões de galáxias, cada galaxia com 7 bilhões de sóis, planetas e satélites. Movimentando-se num grande mar de astros que se movem a diversas velocidade, medidas por ano-luz.

No meio disso tudão, encontramos o indefeso ser humano, tentando pular amarelinha de um planeta para outro, imensamente distante um do outro.

É uma olimpíada no universo, ainda bastante incipiente, pois temos pouca ciência para isso.

Falta a ciência do transporte do ser humano em ondas quânticas, facilitando sua viagem planetária.

A ciência é uma sucessão de idéias que não modificaram apenas o curso da ciência em si, mas frequentemente, o de amplas áreas do conhecimento humano.

· Não pretendo discutir profundamente, através do tempo, a escalada da ciência, senão este artigo irá se tornar uma tese de mestrado: muito chato, insosso e de valor duvidoso.

O que quero realmente falar é que a ciência é do bem. Nos ajuda a melhorar e estender a vida.

Basta dizer que nos velhos séculos pós-cristo, a idade média do ser humano passou dos 35 anos para 82 anos hoje. Eu já penso chegar aos 100 anos lá para 2038!

É o fruto da ciência. Quem nos dá a ciência: é sempre ELE. Não manda recado. Põe na sua frente e sopra dizendo:

MOVA-SE

*Neste artigo não falei do Vidigal. Desculpe-me Deley.

Rio de Janeiro, 25 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

BARREIRAS DO IMPOSSÍVEL


Plinio Sales

Todos os sonhos que temos podem se tornar realidade. O sonho é a matéria prima das coisas.

Tudo que se pensa pode ser fabricado. O bom exemplo são as idéias do livro “As Vinte Mil Léguas Submarinas” que antecipou a invenção do submarinho. Estava na cabeça do autor, os engenheiros estrategistas o transformaram em realidade, mas que já está obsoleto.

O transporte submarino será feito por veículos velozes como as baleias, utilizando-se dos mesmos recursos que elas usam. São pesadas e se movem com mais velocidade do que os lentos navios. Elas usam as Leis de Newton a seu favor. Faz como Deus ensinou.

Os estrategistas engenheiros ainda estão evoluindo e não foram tocados pelas técnicas divinas. Chegarão lá.

Nessa velocidade do contra-ambiente, os seres vivos da Terra ou vão morar no mar ou vão morar no espaço, ou nos dois ao mesmo tempo. Eu prefiro o ar pela liberdade de movimentos e de pensamentos.

Tenho esperanças que a própria mãe terra, como um ser vivo que é, reaja a tempo e produza antídotos capazes de anular os efeitos negativos da poluição e varra o efeito estufa, gaseificando-o.

Não há limites para esse tipo de ação. São atitudes do Diabo para forçar a olhada de Deus para as suas maldades, como criança quando quer chamar a atenção dos pais.

Esse tal do impossível é mera ilusão científica. Se a gente, não souber que é impossível a gente vai lá e faz.

Há alguns anos, nós não tinhamos o recurso de falar por telefone, ver televisão e usar internet, nem pensar. Hoje o mundo está na nossa cara, nos cobrando rapidez de toda ordem.

Como educar e atender as angustias dos filhos, se já aos 3 anos, está te pedindo um computador e pesquisar no Google.

Os pais viraram o que está na internet e nas televisões.

Alô, alô gente, nós os veteranos, ainda estamos aqui: Prestem atenção: Eu estou falando Porra !

Nem tudo é impossível, mas as barreiras para ultrapassá-lo parece o muro de Berlim.

As barreiras do impossível serão derrubadas pela ação do pensamento.


Rio de Janeiro, 23 de março de 2011.

O DIPLOMA DA RENATA


Plinio Sales

Ontem a Renata, minha neta senior, conquistou mais um diploma. Penso que é o terceiro ou quarto. Com esse de ontem fica formada em “perícia criminal”. Técnica muito usada por Sherlock Holmes e Mr. Watson nos romances da famosa autora inglesa Agatha Cristhie.

Essa técnica serve para encontrar o criminoso com a simples análise de um fio de cabelo, esquecido na fronha do travesseiro onde a vítima foi passada dessa para melhor, porque para pior não pode. Não é meu caro Watson ?

Hoje em dia, além do cabelo usa-se muitos vestígios que nem são vistos a olho nu. Se é que tem olho que se veste na “Osklen”. Por exemplo análise do DNA, do esperma, da posição dos objetos diante da vítima e outras formas.

Os recursos de laboratórios acabam com os crimes sem solução, mesmo que tenham ocorrido séculos atrás. Veja o exemplo do Santo Sudário, que reproduz o rosto de Cristo, submetido ao teste do carbono, provou ser fraude. A fraude vem desde Cristo, embora ele não compactuasse.

Bom, a Renatinha deu mais um passo a frente. Agora vai tentar ser juíza, já que a Dilma pode ser Presidente do Brasil, porque não ser uma, importante juíza, ainda mais com formação de perita criminal.

Essas coisas só se conquistam com sangue, suor e lágrimas. É 99% de suor e 1% de sorte. Não existe outra fórmula. A não ser o chip da felicidade que acaba com a miséria.

Colecionar diplomas é preparar-se para obter o ISO-PSS98 da utilidade social. Poucos o tem. Eu tenho, pois o criei para mim e os meus amigos. Só não saio por aí, vendendo-o a preços exorbitantes. São os produtos e serviços anti-matéria. Não existem, não servem pra nada, mas geram renda e emprego.

Mas voltemos a importância do diploma. Lembro-me que ao pretender o primeiro emprego nos meus 14 anos, havia a necessidade de apresentar o diploma de datilografia e a seleção seria 30 dias depois. Corri ao Colégio Ultra na Praça da Bandeira, munido do dinheiro, cedido pela minha mãe, sequestrado das dispesas diárias; como a D. Iolanda faz do mesmo modo hoje em dia, para atender as emergências da Tuquinha. E as emergências são tantas. Já a Pituquinha é fornecedora, sempre tem dinheiro escondido que ela diz que é pra passagem: o grilo falante é que sabe da sua bela vida financeira.

O esforço valeu à pena, em 30 dias eu me julgava o mais importante e competente datilógrafo do Rio de Janeiro. Aprendi numa máquina Remington, aquela com teclas redondas. Rapaz, eu batia 200 palavras por minuto. Não servia pra mim, ninguém trabalha bem batendo 200 palavras por minuto. Só numa olimpíada da Remington.

Com esse diploma conquistei o meu primeiro emprego e daí pra frente, ninguém me segurou. Hoje estou desempregado, porque o diploma é outro, é o de Windows, TI e outros similares.

Mudou o mundo ou estagnei. Eu fico satisfeito com a minha Bolsa Família e uns bicos cá e lá e deixo a vida me levar, tomando caldinho de mocotó no quiosque do Luiz, em frente ao ponto das vans e próximo da subida do Vidigal.

Vê Renata a relatividade do diploma? Você subindo se projetando; é uma meteora. E eu com o meu diploma de datilógrafo me tornando um bosta-zero.

Se não fosse o Bolsa Família eu nem entraria no Reino do Céu.

Parabéns! Siga em frente, conquiste outros diplomas pela vida a fora.

Darei a você de presente, um grande vaso para você esquecer os seus diplomas duramente conquistados.

Vá ser juíza Renata !

Rio de Janeiro, 22 de março de 2011.

PEDRO: SER OU NÃO SER PASTOR


Plinio Sales

Dizer que não é pastor de rebanhos é o mesmo que dizer: agora não quero dançar.

O difícil é evitar o rebanho. Muitos, por hábito, já o segue. Outros, nem precisam de nada, querem apóia-lo nessa tarefa peregrina.

No fundo no fundo.... todos temos um tanto de Jesus dentro de nós. Não para fazer milagres e, até podemos fazer se treinarmos a mente, mas para ser irmão, solidário nas crises, nos infortúnios. Lá em Minas, falamos que “todo mineiro é solidário no cancer”. É difícil escapar da solidariedade com alguém.

Sou criticado porque dou tudo para cobrir necessidades de alguém que precisa daquele par de sapato que você não usa. Daquela boneca triste, encostada na parede, porque ninguém brinca ou dá atenção a ela: boneca também tem alma. A alma do seu criador que foi inspirada por Deus.

Essa é uma força interior muito forte: ser solidário na vitória e também na derrota, como forma de aprendizagem.

Dizer: “Não sou Pastor de Rebanhos” é falso. Nem se trata de uma fuga, no máximo pode ser cobrir os olhos com os dedos abertos.

Existem tantos movimentos pró que são incontáveis. Entre os mais conhecidos cito: pelas baleias, pelos ursos, pelas tartarugas, pelo palmito de pupunha, pelos idosos, pelas crianças, pelos excepicionais, pelas mulheres que não choram e muito mais. É só procurar na lista das ONGS. Os resultados de suas ações é que devemos julgar.

Eu não sou pastor de rebanho, mas sou um pastor de almas.

Como fazer para trabalhar bem nessa área e ter uma aprovação de Deus.

Quando Jesus disse: “Deixai vir a mim as criancinhas” era uma demonstração da sua vocação, paterna e materna, de pastorar almas emergentes para enviá-las para o bom caminho.

Ninguém age por maldade pro-ativa, institiva, exceto o escorpião que pica por instinto.

O rebanho, sob qualquer conceito, forma a sua cabeça. Se for cancer, você fará de um modo. Se é para promover conhecimentos fará de outro. E ajustará como se você fosse um camaleão.

Como podemos fugir de um rebanho, se foi Deus que nos “dedurou”, se é que Deus tem dedos. Precisa ter ?

Somos obrigados a ser “Pastor de Rebanhos” e, ao sê-lo, temos que fazê-lo bem.

Sempre seremos julgados primeiro pelo rebanho e depois pelo seu Deus protetor.

Mas não há o risco do mal funcionamento, porque Deus acerta sempre, não pelas linhas tortas, mas pelas linhas sinuosas dos espíritos.

Vá ser Pastor na vida !

Rio de Janeiro, 21 de março de 2011.

segunda-feira, 21 de março de 2011

CUIDADO PARA NÃO CAIR DA CAMA !

Plinio Sales


Antes de falar, sonhamos em coisas e em desejos. Seria interessante vivermos num mundo em que ninguém falasse, todos mudos, mas todos sonhando e os demais sentidos abertos.

Sonhar seria o quinto sentido: Tudo + Sonhar.

Os sonhos tem várias tonalidades só não são realidades. Se tornam realidade, deixam de ser sonhos.

Pergunta-se o que é mais importante sonhar ou realizar ?

A resposta é, como sempre, depende do que se faz com a realidade.

A realidade traz felicidades ou é só aquela bobagem do casamento autosustentável para chegar a morte. Se a realidade traz a felicidade então vale a pena transformar os sonhos em realidades.

Há místicos indianos que passam a vida inteira, sem alimentar-se, só a sonhar.

Sonhar todos os sonhos: possíveis, impossíveis, eróticos, viajando pelo espaço, com amores platônicos, sucessos, amar a Giselle Bunchen, ser o Campeão, sentir-se no melhor do mundo e inúmeras posições do karma e também que o América voltará a ser campeão.

Sonhar compara-se ao combustível que empurra um foquete ao espaço. Pelo sonhos Deus põe idéias na sua cabeça e novos inventos surgem. Se diz que nada melhor do que uma noite de sono ou de sonho para ter a solução do dia seguinte.

Cervantes pos no D. Quixote seus sonhos de justiça, lutando contra governos invisíveis que eram apenas moinhos de ventos.

Todos nós diariamente enfrentamos moinhos de ventos, sem ter uma Dulcinéia como companheira de viagem, para entrar nas estalagens do caminho e obter o que precisamos para continuar lutando.

Por exemplo o salário mínimo o é um “Moinho de Vento”: Há que lutar para tê-lo. E se tê-lo o que fazer com ele: nada ! Só serve como um combustível para continuar por novo salário mínimo com aumento.

Então é melhor só sonhar todos os sonhos: os possíveis e os impossíveis.

Contudo é bom não cair da cama.

Sonhar o sonho impossível.


Rio de Janeiro, 20 de março de 2011.

E O HOMEM NÃO VEIO

Plinio Sales

Nós do Vidigal, que somos mais ou menos 50 mil humildes almas, ficamos tristes pra não dizer frustrados.

Tanto mistério, policiais marines e exército, PM e paramilitares de todos os lados. Atrapalharam o trânsito de carros e de pessoas. Incomodaram bastante o ir e vir de cada um, sem falar nas revistas intimidativas das pessoas trabalhadoras, confundidas com ameaças dos terroristas. Será que esses “caras” não sabem avaliar os rostos dos humildes, tristes e sofridos, carentes de assistência de todas as espécies, até do favor de reconhecer que são gente e até melhores do que os patrões deles.

Ah! Que falta de imaginação construída na vida: são uns primatas !

Fiquei triste: não vi a Michelle, nem as duas meninas. O Obama deixa pra lá, ele não sabe beber cerveja e também desconhece o sabor de um mocotó.

Minha avó preparou na sua sala de artezanato, dois casaquinhos de tricô para as meninas Michelle-Obama e uma linda saia rodada de crochê para a Michelle. Agora vai por no bazar da igreja para vender a preços simbólicos para as obanetes do Vidigal.

De que será que essa nação grande, rica e poderosa tem medo. Das balas perdidas do Vidigal não pode ser, porque a paz está rolando aqui. Dos Tsunamis da praia dos Sheraton-Vidigal também não pode ser porque são mansas e envolventes, onde Vinícius deitava comuma das suas amadas.

Então de onde vem essa insegurança. Tantos homens fortes e mulheres louras carrancudas, inúteis, custosos ao dinheiro da sociedade americana ou brasileira, que ficam olhando para lugar nenhum. Se um rato passar, entre os pés deles, não se mexerão nem sair do lugar. E se o rato for uma bomba de controle remoto PUM!

Estamos tristes o Obama não veio nos ver. Preparamos as lajes pra churrascos e luaus. Todas as igrejas: batistas, evangélicas, cristãs, adventistas e as demais, num processo ecumênico, oravam e aguardavam.

O Papa que é o Papa veio e, ainda, deixou seu anel como lembrança. Do Obama só queríamos o seu abençoado “suspensório”, um aperto de mão e o seu sorriso.

No próximo carnaval, o samba enredo da nossa escola será:

“O Obama não veio”.


Vamos suspender o “Ave Obama”, pra nós ele não merece, é melhor louvar:

”Ave Povo do Vidigal”


Rio de Janeiro, 20 de março de 2011.

domingo, 20 de março de 2011

O COFRINHO DO HOMEM DO SAPATO GRANDE

Plinio Sales

A gente sempre encontra pessoas de vários modos de viver e de se comportar. O importante é a qualidade do caráter e a forma de considerar seus próximos, familiares e vizinhos.

Sempre ao começar o dia, lá pelas 5 da manhã, encontro o Homem do Sapato Grande no quiosque do Luis, sendo que ele terminou seu trabalho e para pra uma prosa, tomar um café e pesquisar o movimento das quadrilhas. Deseja trazer o caminho da fé em certas almas perdidas.

Em Taboão, a baixada de Juiz de Fora, ela derrama conhecimentos de cooperativa agribusiness, que ele aprende ouvindo o Globo Rural, colecionando revistas com muito zelo, fazendo-as sua fonte de consulta. Sabe tudo, do sexo da abobora ao tamanho certo da macacheira. Ensina como plantar, como se todo mundo gostasse da roça. Muitos estão no Vidigal, fugindo da escravidão rural. Já ele não, quer fazer carreira no mato, que só os veados fazem. Sonha largar tudo e voltar pra sua fazenda em Taboão.

Esbarra na vontade da Cissa, sua pequena mulher paraibana, que é corajosa e o enfrenta com muito ciume. Noutro dia, ela o esperou chegar de tarde (ele trabalha à noite), fora do normal, cheio de alpiste, e pondo às mãos nas cadeiras o interpelou dizendo: “Bonito heim!...” Foi a única vez que alguém lhe chamou de bonito.

Na casa dele o cachorro Kiko é o seu melhor e mais fiel amigo, abanando o rabinho toda vez que ele afaga o Kiko. O outro Kiko dele que só usa a função hidráulica, se recusa a entrar em ação nas horas que ele quer.

Noutro dia ele chegou tranquilo em casa, na hora normal, as 6:30 da manhã, entrou discreto, jogou o boné no pendurador de boné e dexou-se largar com força numa cadeira de um conjunto novo que a Cissa comprou.

Com o peso dele, aproximado 120 quilos, a cadeira se fez e em pedaços e ele desabou no chão, se quebrando por todos os lados. Afundou o cocix. Foi um estalo que até na a Tininha, minha manicure, ouviu.

Com aquele barulho todo seus filhos Tiago e Belinha, o Kiko e a Cissa correram para ajudar. Ele raivoso gritou: Oh! Cissa que diabo é essa cadeira que desaba com ligeiro sopro ? Se esqueceu que o sopro tinha 120 quilos. A Cissa preocupada perguntou: Machucou? Ele respondeu, que porra de machucar que nada ! Quanto custou essa bosta de móvel?

Novamente, a Cissa calmamente respondeu foi só R$ 900,00 (novecentos reais) em 10 vezes sem juros no cartão. Mas Cissa é muito caro. Repressenta uma boa parte do meu salário. E partiu pra quebrar os móveis, comprados por R$ 900,00 (novecentoos reias), e que ainda não pagou. Foi um buxixo só, quase que o Nem foi chamado para melhorar os animos.

A noite ele dirige sua van, só parando um pouco antes das 5 da manhã.

Esse homem do sapato grande, chama-se Geraldão, tem bom coração, e o seu melhor amigo é o Chicão, também fundadores da Cooperativa Vidvan, da qual foram eliminados, numa tomada de poder.

O Geraldão volta pra casa de moto, contratada na subida do Vidigal, monstrando o cofrinho da sua bunda que sai da sua calça de brim.

Geraldão quero ser seu amigo e comer pupunha no seu quintal de Taboão. Irei visitá-lo quando for a Juiz de Fora, que é a cidade mais próxima.

Va Geraldão com esse corpo gigante dizer: “Sim senhora Cissa, você é quem manda. Beijos Carlão !”


Rio de Janeiro, 20 de março de 2011.

O MEU QUINTAL, ONDE FICA

Plinio Sales

Coisa simples ter um quintal.

Sempre nas laterais ou no fundo das casas. Eu tenho um quintal e ele me tem. Somos siameses. Nele já enterrei muitas idéias frustadas, embora cansativamente elaboradas com muita esperança no futuro do passado. Já era, foi enterrado sem velório, sem nada. O meu quintal é o cemitério de tudo que pude fazer e dos meus fracassos.

Não cabe falar de amores perdidos, porque só se perde amores até casar com o selo malígno do “Até que a morte vos separe”. Isso não é certo, a morte vos separe é horroroso. Por que não “Viva a vida sem fim por todos os tempos, enquanto forem felizes”. A morte só existe na cabeça dos que morreram e vivem a vida dos mortos: Vamos dançar a marcha fúnebre ou o comentário de um coveiro para outro, ao ver uma caveira passar “ Que tíbias!”

O meu quintal possue outras qualidades, por exemplo:

1 – Reflete os raios do sol que nele pousam;

2 – É a plataforma de apoio da minha visão marítima no horizonte;

3 - É o berço da amendoeira, das plantas da vovó Iolanda, que as cuida com muito carinho;

4 – É o campo de batalha da dengue, onde diariamente se expulsa os mosquitos, quer dengosos ou apenas os que cantam nos nossos ouvidos;

5 – O meu quintal ampara redes para ler, meditar e até dormir sonos lentos com sonhos ligeiros;

6 – No meu quintal, guardo com respeito e lealdade os meus cachorros, sem saber se eles me amam até que a morte nos separe;

7 – O meu quintal é um mundo de aventuras: Tem Gulliver, o Homem Aranha, salta Super-Homem e o Fantasma com seu cavalo do qual não lembro mais o nome. O meu quintal é o mundo dos meus sonhos.

Vou parar no número 7 porque o Carlos, acha que é o ponto da sorte ! Arre meu Pai Joaquim da Guiné.

Só sabe o valor de um quintal, quem o perde para morar na Vieira Souto, quando fica rico. Mudam todos os hábitos, vira poderoso, olha pro mar, se torna lugar comum.

Nada mais é um número a mais na multidão, vigiado pela Receita Federal, que o quer pegar para exemplificar os sonegadores dos recursos para financiar o desperdício dos Governos de todos, as vezes até mesmo do novo cidadão, bode espiatório do Marx em Minha Luta.

Apagar dessa importância, ninguém pergunta onde está o meu quintal. Mesmo assim eu digo: fica em frente ao Vidigal, vista magnífica do mar, próximo ao Hotel Sheraton, por onde passeio todas as madrugadas e escrevo esses bobos artigos, sem nenhuma pretensão.

É só ir lá e ver as minhas centenárias castanheiras, provando a resistência superior dos irmãos vegetais. Quantas vezes acordo e pergunto a Castanheira, frondosa e magestosa, se devo por o pé pra fora lutar pela vida e vejo sua resposta positiva. Lembro que em certa época em que eu tinha brigado comigo mesmo, estava meio puto da vida, cheguei fora da porta, em frente a veterana castanheira e abri espreguiçadamente os braços e cumprimentei assim: “Bom dia querida Castanheira !” E ela, zangada pela falta de sol, respondeu-me solenemente – “Bom dia Viado !“, fazendo-me retornar a minha insignificância.

Jamais esqueci “Bom Dia Viado!”. Olha que eu penso que não sou.

Por que a gente é aquilo que pensa que é. E eu, certamente, penso que sou o Plinio.

Parodiando Fernando Pessoa, reclamo que ninguém pergunta onde está o meu quintal.


Rio de Janeiro, 24 de março de 2011.