sexta-feira, 18 de março de 2011

TSUNAMI DA LEGÍTIMA DEFESA

Plinio Sales

A natureza está atacando. Num lapso de tempo tão pequeno: menos de um segundo luz tantas mortes sem defesa aconteceram. Serão preciso muitas guerras para vencer essa sinistra partida. Desta vez não encontramos o bode expiatório do Sadam Hussein, nem o Obama do Mal, derrubando Torres: “O mal não está nas estrelas, está em nós mesmos”, disse Julio Cezar no Parlamento Romano.

Porque será que os tsunamis são projetis dos diabos, escondido atrás das placas tectônicas, querendo atacar seu arqui inimigo que é Deus. Ciúmes não é, porque essa deficiência não é própria de Deus nem do Diabo, que é o Deus Negro.

Mas, porque tantos projetis para fora, vindo do interior da terra. Matar a humanidade não é, porque não possui um alvo certo. Pode ser um vulcão, um furacão, ou um terremoto, todos aleatórios e difusos. Vocês acertaram o Japão, mas não estavam mirando os japoneses.

Afasto a tese da guerra ecológica ou reação contra agressão ao meio ambiente, praticada por nós, porque não somos o inimigo!

Na verdade nem vejo o Diabo peleando contra Deus. Não tem sentido. Parece mais que as criaturas, tanto de Deus quanto as do Diabo, estão se arrumando e passando por uma fase de crescimento, como um ser comum.

Então estamos no começo da coisa, muitos eventos ecológicos, vindo do interior da terra ou do espaço universal.

Nesse contexto, ainda não era hora de aparecer o ser na terra, inocente montado em bactérias maritimas vindo de algum lugar.

A natureza não reconhece o ser humano como espécie natural do seu ambiente. No seu DNA não traz história, nem memória de vidas passadas na Terra. Você não existe. As bactérias são mais integradas a mãe terra por serem mais idosas do que a espécie humana.

Precisamos avaliar mais este jogo da natureza, pois nós não estamos na arquibancada em posições favorecidas.

O nosso bilhete é falso, não dá para afirmar que temos o anti-tsunami da legítima defesa.


Rio, 24 de março 2011

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