Plinio Sales
Antes de falar, sonhamos em coisas e em desejos. Seria interessante vivermos num mundo em que ninguém falasse, todos mudos, mas todos sonhando e os demais sentidos abertos.
Sonhar seria o quinto sentido: Tudo + Sonhar.
Os sonhos tem várias tonalidades só não são realidades. Se tornam realidade, deixam de ser sonhos.
Pergunta-se o que é mais importante sonhar ou realizar ?
A resposta é, como sempre, depende do que se faz com a realidade.
A realidade traz felicidades ou é só aquela bobagem do casamento autosustentável para chegar a morte. Se a realidade traz a felicidade então vale a pena transformar os sonhos em realidades.
Há místicos indianos que passam a vida inteira, sem alimentar-se, só a sonhar.
Sonhar todos os sonhos: possíveis, impossíveis, eróticos, viajando pelo espaço, com amores platônicos, sucessos, amar a Giselle Bunchen, ser o Campeão, sentir-se no melhor do mundo e inúmeras posições do karma e também que o América voltará a ser campeão.
Sonhar compara-se ao combustível que empurra um foquete ao espaço. Pelo sonhos Deus põe idéias na sua cabeça e novos inventos surgem. Se diz que nada melhor do que uma noite de sono ou de sonho para ter a solução do dia seguinte.
Cervantes pos no D. Quixote seus sonhos de justiça, lutando contra governos invisíveis que eram apenas moinhos de ventos.
Todos nós diariamente enfrentamos moinhos de ventos, sem ter uma Dulcinéia como companheira de viagem, para entrar nas estalagens do caminho e obter o que precisamos para continuar lutando.
Por exemplo o salário mínimo o é um “Moinho de Vento”: Há que lutar para tê-lo. E se tê-lo o que fazer com ele: nada ! Só serve como um combustível para continuar por novo salário mínimo com aumento.
Então é melhor só sonhar todos os sonhos: os possíveis e os impossíveis.
Contudo é bom não cair da cama.
Sonhar o sonho impossível.
Rio de Janeiro, 20 de março de 2011.
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