segunda-feira, 28 de março de 2011

Se correr o tempo pára, se parar o tempo corre...


Plinio Sales

Se pararmos um pouco para pensar, vamos descobrir que a nossa vida, o nosso pulsar, o nosso ritmo estão amarrados aos ponteiros de um relógio ou de um marcador do tempo.

Como diz Chico Buarque: “Todo dia ela acordar as 6 horas da manhã...” Acorda as 6 horas, sai pra caminhar as 7, arruma-se até as 8 pondo-se na rua as 8:30 indo para o trabalho pegar as 9:00, se não se atrasar.

São as batidas do relógio o tempo todo. Há como fugir disso? Há para poucos, porém para todos é uma escravidão sustentável.

Algum Extra-Terreno, olhando do espaço, com seus olhos de binóculo, veria, todo dia, o mesmo fluxo diário de gente, girando como se fosse uma roda viva. Se o binóculo não for muito preciso ele só verá onda de pontinhos se mexendo, sempre no mesmo ritmo diário. Tirará conclusões circulaterais de pontos ambulantes. Misturando gente e carros, terá uma bela idéia do trânsito infernal.

Se pararmos o relógio para ver o andar do tempo, vemos que em 1718, em 11 de dezembro, Carlos XII foi morto com um tiro na cabeça, possivelmente disparado por suas próprias tropas, enquanto lutava na Noruega. Duzentos anos depois, em 1918 surgiria novas nações no mapa da Europa. A finlândia e a Polônia estabeleceram sua independência.A Sérvia e Montenegro combinaram-se e absorveram as provincias eslavas do sudeste da Autria-Hungria, para formar a Iugoslávia.

Continuando com esse passeio no tempo notamos que no dia 18 de janeiro de 1986, o onibus espacial americado Chalenger Explodia no momento exato do seu lançamento, matando os 7 astronautas a bordo.

Mas a frente em 12 de outubro de 2011 será apresentado ao mundo científico a Árvore Artificial do BrainBank, com 4 funções integradas num único equipamento de médio porte, locomóvel de um ponto pra outro, com grande benefício da sociedade. Suas funções básicas: 1) resgate de Co2 da atmosfera; 2) extrai água pura do ar-watermaker; 3) captação de energia solar, pela nanotecnologia vegetal, e 4) gerar energia eólica, também com o uso da nanotecnologia, via vegetal.

Então que partimos do movimento repetitivo das horas do relógio viajamos pelos 300 ano de modificações do nosso comportamento coletivo, usando as utilidades das diversas invenções.

Nesse período de tempo, pulando do gramofone de Bell até o uso do moderno Google para fazer pesquisas na internet.

O movimento vivo da cultura das civilizações, mas que sempre se reduz ao fato mais atômico:

“...todo dia ela faz tudo sempre igual, as seis horas da manhã, prepara o seu café...”

E assim tudo se move, diante dos reclamos tsunâmicos da natureza.

Se correr o tempo pára, se parar o tempo corre.

Rio de Janeiro, 26 de março de 2011

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