quarta-feira, 23 de março de 2011

PEDRO: SER OU NÃO SER PASTOR


Plinio Sales

Dizer que não é pastor de rebanhos é o mesmo que dizer: agora não quero dançar.

O difícil é evitar o rebanho. Muitos, por hábito, já o segue. Outros, nem precisam de nada, querem apóia-lo nessa tarefa peregrina.

No fundo no fundo.... todos temos um tanto de Jesus dentro de nós. Não para fazer milagres e, até podemos fazer se treinarmos a mente, mas para ser irmão, solidário nas crises, nos infortúnios. Lá em Minas, falamos que “todo mineiro é solidário no cancer”. É difícil escapar da solidariedade com alguém.

Sou criticado porque dou tudo para cobrir necessidades de alguém que precisa daquele par de sapato que você não usa. Daquela boneca triste, encostada na parede, porque ninguém brinca ou dá atenção a ela: boneca também tem alma. A alma do seu criador que foi inspirada por Deus.

Essa é uma força interior muito forte: ser solidário na vitória e também na derrota, como forma de aprendizagem.

Dizer: “Não sou Pastor de Rebanhos” é falso. Nem se trata de uma fuga, no máximo pode ser cobrir os olhos com os dedos abertos.

Existem tantos movimentos pró que são incontáveis. Entre os mais conhecidos cito: pelas baleias, pelos ursos, pelas tartarugas, pelo palmito de pupunha, pelos idosos, pelas crianças, pelos excepicionais, pelas mulheres que não choram e muito mais. É só procurar na lista das ONGS. Os resultados de suas ações é que devemos julgar.

Eu não sou pastor de rebanho, mas sou um pastor de almas.

Como fazer para trabalhar bem nessa área e ter uma aprovação de Deus.

Quando Jesus disse: “Deixai vir a mim as criancinhas” era uma demonstração da sua vocação, paterna e materna, de pastorar almas emergentes para enviá-las para o bom caminho.

Ninguém age por maldade pro-ativa, institiva, exceto o escorpião que pica por instinto.

O rebanho, sob qualquer conceito, forma a sua cabeça. Se for cancer, você fará de um modo. Se é para promover conhecimentos fará de outro. E ajustará como se você fosse um camaleão.

Como podemos fugir de um rebanho, se foi Deus que nos “dedurou”, se é que Deus tem dedos. Precisa ter ?

Somos obrigados a ser “Pastor de Rebanhos” e, ao sê-lo, temos que fazê-lo bem.

Sempre seremos julgados primeiro pelo rebanho e depois pelo seu Deus protetor.

Mas não há o risco do mal funcionamento, porque Deus acerta sempre, não pelas linhas tortas, mas pelas linhas sinuosas dos espíritos.

Vá ser Pastor na vida !

Rio de Janeiro, 21 de março de 2011.

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