Todas as pessoas possuem direitos divinos. O direito à vida, o direito de andar, de falar, de aprender e outros e até o direito à morte. São direitos naturais, concedidos no ato da criação por Deus.
Na região aura dos direitos encontra-se os direitos sociais, estabelecidos pelo consenso humano. São os direitos de ir e vir, o direito à saúde, a moradia, a educação entre outros.
Se irmanam os direitos divinos com os direitos sociais, comportando-se de uma forma dual.
Entre muitos direitos, as pessoas exercem o direito de dever: contrair dívidas por quaisquer razões. Como é um direito que não está catalogado na lista dos direitos sociais, então é um direito divino.
O ilustre poeta brasileiro Olavo Bilac pregava que o “Dever estava acima de tudo”.
O dever obriga o ato social de pagar. Se por circunstância adversa, fora da vontade do devedor, ele não cumpre a obrigação de pagar, se torna inadimplente. E por essa razão, ingressa em cadastro negativo nos serviços de proteção ao crédito. São os indesejáveis SPCs, Serasas e outros do mesmo ramo.
O direito divino de dever se contrapõe ao direito social de ser negativo.
Para defender os menos abençoados , devemos abraçar a causa da anistia geral e irrestrita de todos os devedores negativados nos SPCs da vida, pois “o dever está acima de tudo”. O dever é divino e perdoar também é.
Se essa causa for aceita, retornarão ao mercado os reabilitados, exercendo o direito social de ser um cidadão consumidor.
Os cidadãos com alentado amor próprio, recuperarão o direito social de ser alegre e feliz: perante a família e seus vizinhos.
E os lojistas cristãos serão contemplados por nova corrente de vendas, incorporando outros desejados lucros.
Então o direito divino de dever, se for perdoado, como direito social, será um bem coletivo, agente promotor de emprego e renda.
Essa ação social da anistia deveria ocorrer periodicamente, pelo menos de 5 em 5 anos, cujo custo estaria embutido nos preços de venda.
Convoco todos os comerciantes para que apaguem suas listas negras, e reabram os créditos, praticando uma elogiada proposta para ingressar no reino do céu.
Retorno à paródia do poeta ao declarar que “o dever acima de tudo” e também à liberdade de se alistar novamente no exercito da impecável maré mansa.
O dever é um direito divino.
Escrito em 30 de outubro de 2010