segunda-feira, 15 de novembro de 2010

VAMOS PENSAR UM POUCO

O ato de pensar é praticado em todos os momentos por cada um de nós. Rico ou pobre, de qualquer cor ou raça, religioso ou torcedor do Flamengo, quer seja trabalhador, empregado ou patrão de si mesmo.

Dentro da cabeça, Deus implantou, cuidadosamente, trilhões de minúsculos parafusos e engrenagens para produzir pensamentos do bem ou do mal, ou de nada.

Como se cria os pensamentos ainda é um dos mistérios indevassados de Deus. Ainda não se conseguiu fazer nascer um robô que diga merda sorrindo, ao reagir a uma provocação.

No fundo, no fundo é um mecanismo que funciona com energia, movimentando-se pelos parafusos (sinapses) nas ondas eletromagnéticas. Popularmente se diz que alguém tem um parafuso a menos ou a mais quando se comporta de maneira fora do normal.

Os pensamentos são formados com base na experiência, apreendida através do tempo, desde a infância até a maturidade. Com os pais, na família, na escola com os amigos e, na sociedade em geral, operando os ensinamentos propagados pelos diversos meios de comunicação. É o viver a vida através dos tempos, que é o Senhor da Razão.

Os pensamentos são os pais dos sonhos e das idéias, que por sua vez desenham a realidade, os inventos, as receitas culinárias e as demais atitudes que nada mais são do que as ações, visíveis ou invisíveis, dos pensamentos.

A cabeça é a sede dos pensamentos, de onde todos os comportamentos partem para configurar os indivíduos. Podem ser inteligentes, ter bom senso, anormais, desse ou daquele time, mau caráter, profetas e até traficantes. Tudo dependendo dos conceitos praticados pela sociedade no decorrer da história sócio-cultural. É o fato de que as coisas são o que são, porque nós achamos que são. São os três lados da moeda: o seu, o dele e o certo.

Os românticos consideram o coração como a fonte de todos os sentimentos: do amor, do perdão, da paixão, da caridade, mas não é. É a cabeça, onde está o cérebro, gerando a energia dos pensamentos.

Por isso nunca perca a cabeça.

Um feiticeiro da tribo do Vidigal abriu a cabeça de um cara-pálida para comer seus miolos, pensando apoderar-se da sua força, coragem e inteligência. Não deu certo, virou apenas um feiticeiro do INSS, aposentado pela Linda.

Apesar do processo da ciência, os pesquisadores ainda não descobriram a arte que Deus usou para construir o cérebro dos seres de qualquer espécie. Corações, fígados e rins já são trocados, como se fosse uma peça do organismo, com excelente sucesso.

Mas, comer miolos do cara-pálida, como queria o feiticeiro ainda não dá. E parece que vai demorar muito tempo para funcionar.

Quando a vida material acaba, no momento em que todos os orgãos param de executar as suas funções, como foi projetado pelo Grande Arquiteto Chefe, as ondas eletromagnéticas do cérebro que se transformam em pensamentos, vão para o espaço espiritual, sem matéria, sob a forma de energia.

É a comprovação da observação analítica e inteligente de Lavoisier que ensina que neste mundo “nada se cria, nada se destrói, nada morre, tudo se transforma”, como as quentinhas da Lucia. A vida material se transforma em energia, e os ossos a longo prazo viram energia fóssil que é o petróleo.

Os Kardecistas nos seus centros de reflexão, conseguem que ondas espirituais energéticas, interferiram nos pensamentos dos “Mediuns” e se comunicam por escrito e até por áudio-visual: vide o fenômeno do Chico Xavier. Do mesmo modo, nos centros das religiões católicas e de afrodescendentes em suas liturgias.

Os pensamentos são ondas energéticas que circulam no espaço-universos, transmitindo idéias e conhecimentos que saem do seu divino laboratório.

Os seres terrestres que pensam são apenas estações de recepção e de transmissão dessas mensagens divinas. Depois as estações se acabam, mudando de forma, deixando estabelecidos tudo o que foi transmitido. É assim que se desenvolve o progresso através dos tempos.

O gênio do Edson ao inventar a lâmpada aconteceu desse modo: de repente, uma onda eletromagnética que estava no espaço se conectou com a onda do cérebro dele, e eis que surge a lâmpada. Deu-se a luz!. E assim aconteceu com a vacina Sabin, com as ondas de rádio e outros incontáveis exemplos. Só falta explicar, porquê tudo não acontece ao mesmo tempo. É porque o Chefe está na sua oficina trabalhando e observando quem será o próximo a descobrir alguma coisa que Ele criou e que, está no estoque ou que está criando.

Um exemplo simples desse tipo de propagação do pensamento divino está na música do Cartola que conhecemos como Rosas: ... “As rosas não falam, simplesmente exalam o perfuma que roubam de ti.... Podias vir para ver os meus olhos tristonhos...” Inspiração divina: ninguém ensinou ao Cartola, que mal tinha o curso primário, a juntar dois verbos (podias vir) numa mesma frase de forma tão poética.

Vamos pensar um pouco, porque se penso, logo existo.

Escrito em 27/09/2010 Dia de São Cosme e São Damião
Publicado em 18 de outubro de 2010

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