terça-feira, 30 de novembro de 2010

DIREITO DIVINO DE DEVER

Todas as pessoas possuem direitos divinos. O direito à vida, o direito de andar, de falar, de aprender e outros e até o direito à morte. São direitos naturais, concedidos no ato da criação por Deus.

Na região aura dos direitos encontra-se os direitos sociais, estabelecidos pelo consenso humano. São os direitos de ir e vir, o direito à saúde, a moradia, a educação entre outros.

Se irmanam os direitos divinos com os direitos sociais, comportando-se de uma forma dual.

Entre muitos direitos, as pessoas exercem o direito de dever: contrair dívidas por quaisquer razões. Como é um direito que não está catalogado na lista dos direitos sociais, então é um direito divino.

O ilustre poeta brasileiro Olavo Bilac pregava que o “Dever estava acima de tudo”.

O dever obriga o ato social de pagar. Se por circunstância adversa, fora da vontade do devedor, ele não cumpre a obrigação de pagar, se torna inadimplente. E por essa razão, ingressa em cadastro negativo nos serviços de proteção ao crédito. São os indesejáveis SPCs, Serasas e outros do mesmo ramo.

O direito divino de dever se contrapõe ao direito social de ser negativo.

Para defender os menos abençoados , devemos abraçar a causa da anistia geral e irrestrita de todos os devedores negativados nos SPCs da vida, pois “o dever está acima de tudo”. O dever é divino e perdoar também é.

Se essa causa for aceita, retornarão ao mercado os reabilitados, exercendo o direito social de ser um cidadão consumidor.

Os cidadãos com alentado amor próprio, recuperarão o direito social de ser alegre e feliz: perante a família e seus vizinhos.

E os lojistas cristãos serão contemplados por nova corrente de vendas, incorporando outros desejados lucros.

Então o direito divino de dever, se for perdoado, como direito social, será um bem coletivo, agente promotor de emprego e renda.

Essa ação social da anistia deveria ocorrer periodicamente, pelo menos de 5 em 5 anos, cujo custo estaria embutido nos preços de venda.

Convoco todos os comerciantes para que apaguem suas listas negras, e reabram os créditos, praticando uma elogiada proposta para ingressar no reino do céu.

Retorno à paródia do poeta ao declarar que “o dever acima de tudo” e também à liberdade de se alistar novamente no exercito da impecável maré mansa.

O dever é um direito divino.

Escrito em 30 de outubro de 2010

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