Acordei sobressaltado, pulando do fim de um sonho. Ainda indeciso sobre o que fazer, procurei reconstituir a mensagem do subconsciente. Não tive sucesso. Lembrei raios de imagens, pouco nítidos, impossível de ver o filme completo do sonho. Ouço muitas pessoas contar que sonhou com o cachorro e age para jogar no jogo do bicho, acreditando no palpite recebido. Depois ficamos sem saber onde o cachorro foi parar. Poucos conseguem ter a lembrança completa de um sonho.
Como explicar a origem do sonho.
Freud, Jung e outros, cientificamente gastaram muitas palavras para explicar. As videntes olham nas cartas e garantem trazer os amados em três dias. Ainda não encontrei essas senhoras mães prometerem o trabalho em 12 horas. Tantos os cientistas como as videntes falham ao tentar transformar os ditos em certeza.
Se assim fosse, acabariam com as experiências e as leis das probabilidades. Todos ganharíamos ou perderíamos. Mandavam as incertezas para pastar.
Nas cabeças funcionam o “Hard” que é o nosso cérebro. Nele o Grande Arquiteto implantou “chips” nos quais se instalam os softs do conhecimento, da experiência e, muito mais: da capacidade genética-hereditária de aprender sobre as coisas. Nesse supermercado mental existe a prateleira dos sonhos. Nela os sonhos são guardados, empilhados, à frente, no consciente e, mais atrás, o inconsciente. Então os pensamentos livres se transformam em idéias, vestindo o modelo das coisas como a gente quer que elas se comportem.
Já os pensamentos inoportunos, inconvenientes, amorais ou censuráveis são guardados na prateleira dos sonhos. Uns no consciente, que podem ser chamados a qualquer momento, como o sonho com o cachorro. Outros mais reprimidos vão para o inconsciente, como o amor pela professora de infância ou o desejo sexual pelo cunhado, no dizer do Freud.
O potencial do cérebro humano é vasto e a maioria das pessoas nunca chega a utilizar senão uma fração desse potencial. Uma das grandes questões muito debatida é a forma integrada como o consciente e o inconsciente funcionam para produzir os nossos afetos, pensamentos, ações e o que estocar na prateleira.
Nada é mais complexo do que o funcionamento do cérebro humano. O melhor e maior dos computadores da IBM é pinto se comparado com essa magnífica máquina de pensar e, apesar disso, a Lucia sonha com cachorros, vacas, borboletas e, por acreditar, faz a sua aposta no bicho. E às vezes ganha, apesar de saber que os banqueiros do jogo do bicho estão ricos.
Os sonhos são autônomos, aparecem como querem e quando querem, geralmente na passagem do final do sono, em momentos de relax do corpo.
Apesar desse comportamento errático, os engenheiros do sono, já defende que os sonhos podem ser planejados, com certo treinamento continuado. Fenômeno esse reproduzido nas palavras do D. Quixote de Miguel de Cervantes, ao cantar “... Sonhar mais um sonho impossível, lutar quando é fácil ceder, vencer o inimigo invencível, Negar quando a regra é vender, sofrer a tortura implacável, romper a incabível prisão, voar num limite improvável, trocar o inacessível chão, Essa é minha lei, minha questão ..... !”; em seu combate imaginário contra os moinhos de vento.
Podemos praticar o sonho planejado, internados nos “spas” dos sonhos: “ ... o sonho passa, mas os sonhos ficam“.
Quero ser o Presidente do meu país. Repito e estoco no meu consciente, empurro para o meu inconsciente esse desejo. Procuro alcançar metas que me orientem para atingir esse plano.
Esse desejo vira um sonho e depois, com esperança, perseverança e disciplina, se torna realidade.
Devemos por na cabeça o projeto de um sonho. Por mais impossível que pareça, a força da vontade o torna realidade.
A realidade de hoje foi o sonho de ontem e também o sonho de hoje é que fará a realidade de amanhã.
Há sonhos negativos e sonhos positivos, mas todos podem, se planejados, vencer o impossível.
É preciso sonhar !
e publicado em 8 de novembro de 2010.
Gostei muito deste texto,sonharei e eles se tornarão realidade.Tenha certeza disso!
ResponderExcluir