O nosso estado, comparado com outros do Brasil, é um dos menores. Ostenta com orgulho uma costa marítima com 635 km de extensão. Esta costa, cheia de belas e famosas praias, circunda uma área terrestre com 43.696,054 km2, espaço onde convivem milhões de habitantes, exercendo suas cidadanias, morando, trabalhando, praticando lazer, estudando e preenchendo diversas atividades, realizando trabalho e gerando renda. Contabilizam a maior renda per capita do Brasil.
Se pensarmos num processo de expansão dessa área de 44 mil km2, podemos pensar no mar salgado e frontal à costa do Rio de Janeiro. A planície marítima se oferece, com todas as suas riquezas, numa grande prancheta de trabalho, cujo tamanho se estende da costa de 635km por 200 milhas mar a dentro, projetando uma área marítima de 235.204,00 km2 que é 5,4 vezes maior que a área terrestre.
Uma equipe de trabalho, bem assessorada por arquitetos, engenheiros, urbanistas, ecologistas, sociólogos, economistas e outros estudiosos da integração social humana, com a retaguarda da UFRJ poderia desenhar um belo plano diretor de ocupação do mar salgado do Rio de Janeiro, complementando as atividades exercidas na área terrestre numa escala 5 vezes maior.
Numa grande matriz de transporte e de circulação de pessoas, contornaria com praças, jardins e áreas de lazer, pontificando por atividades de apoio de embarque e desembarque. Em setores da matriz planejaria:
· Setor de geração de energia;
· Setor de potalização da água e recuperação do sal marinho;
· Setor da agricultura marinha;
· Setor de produção industrial com matérias-primas do mar;
· Setor habitacional de hotelaria e marinas;
· Setor de esporte náutico;
· Setor de pesca e fazendas marinhas;
· Setor das entidades de ensino das profissões do mar e de pesquisas de recursos bio marinhos, inclusive farmacêuticos;
· Setor de mineração e exploração de riquezas submarinas;
· Setor de processamento do dióxido de carbono para gerar créditos de carbono, tanto pela absorção do CO2 como pela evaporação da água para gerar chuvas, equivalente a 23,5 milhões de toneladas de créditos gerados, cotados a US$ 15,00/ton, resulta num potencial, por ano, de US$ 352,8 milhões de dólares/ano.
Essa potencial receita seria suficiente para remunerar a Secretaria de Desenvolvimento da ocupação ordenada do mar salgado do Rio de Janeiro.
Além das atividades resumidamente mencionadas nesse exercício mental, a equipe responsável estruturaria um Plano Diretor harmonicamente equilibrado e sustentável, respeitando os condicionamentos ecobiológicos e os ditames da segurança marítima.
Propomos o debate proativo dessas considerações ao Professor Galante em suas elucubrações sobre planos diretores socialmente sustentáveis.
Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2010.
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