segunda-feira, 25 de julho de 2011

O RETORNO DE JEDY DAS BOAS NOTÍCIAS

Plinio Sales

É lugar comum ver as notícias dos jornais, nas primeiras páginas, abordando o mais horrendo dos crimes, das fraudes, dos piores fatos e decrescendo de periculosidade até as últimas páginas, passando pelos anúncios fúnebres e os classificados, depois de dar uma passada nos esportes.

Vamos pegar emprestado um pouco do poder divino da criação, já que todos somos semelhantes a Deus. Juntemos um pouco da técnica de teatro do inimitável Procópio Ferreira, ousando fazer um retorno de Jedy das boas notícias.

Primeiro preparamos a Primeira Página com manchetes só de boas notícias. As páginas internas com os mesmos articulistas, mas todos proibidos de publicar matérias negativas e utilizar a amarga palavra não. Só vitórias, sortes, nada de divorcios, levantar taças, Rubens Barrichello de ponta a ponta e o Lula na ONU, pregando o combate às fábricas de armas e a eliminação da fome e da miséria no mundo.

Na página de economia a Miriam Leitão, dizendo o novo salário mínimo será de 3.000 dólares e as cotas do Patrimônio Público Brasileiro, foram precificadas pelo mercado em 20 milhões de dólares, isentas do imposto de renda.

Com esse pano de fundo, contrata-se os atores para apresentar nos palcos das televisões brasileiras. Novamente pautando o Presidente José Sarney, o Eduardo Suplicy e o FHC.

Todos esses fenômenos num dia só, que não fosse o Primeiro de abril. Poderia ser o 7 de setembro, o 15 de novembro ou o dia 12 de outubro que é o dia do meu aniversário.

Um dia só é povo, já que estamos com a varinha do homem vamos aproveitar e dar o famoso jeitinho brasileiro e estender tudo pelo ano inteiro, harmonizando no ritmo do carnaval.

O sono acaba, mas os sonhos continuam. A mente permite fazer o retorno de Jedy das boas notícias.


Rio de Janeiro, 25 de julho de 2011

REPETIR, REPETIR ATÉ VIRAR VERDADE!

Plinio Sales

As distorções na distribuição das riquesas possuídas pelos 500 mais ricos do mundo precisam ser repensadas na ótica da sustentabilidade da qualidade de vida social.

A política fiscal já não é suficiente para equalizar o poder de compra dos mais pobres com o poder de compra dos mais ricos. Esse gap não fecha, porque as resistências são fortes e anti-sociais. Esquecem que o bicho pode crescer e comer o dono. E aí será tarde. Podemos discutir novamente um grande contrato social, constituido pela vontade política das elites e dos governantes. Chama-se de revolução social reversa. Nós da maçonaria pregamos muito disso no campo da fraternidade, liberdade e igualdade social. Se já há uma acumulação de riquezas para um lado ou segmento social, vamos por o dedo de Deus para dar uma arrumada, antes que essa placa tectônica social vire um tsunami-revolucionista.

Outra providência que pode ajudar fortemente o encontro da paz e a redução das injustiças sociais é fechar as fábricas de armas do mundo inteiro. Transfira-se os recursos financeiros, tecnológicos e organizacionais, em direção ao combate a fome e a miséria do mundo. Em pouco tempo, pegaríamos o trem das onze e voltaríamos felizes pra casa.

Outra revolucionária decisão política seria unificar as línguas faladas por todos os povos da Terra, facilitando a vida dos cidadãos. Me Tarzam, you Jane!’

Em muitas dessas idéias, deveremos adotar o princípio de Goebells que ensinava ter que repetir mil vezes até virar verdade. E, mais moderno, “we can”!


Rio de Janeiro, 25 de julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

RECADO AOS PRIMAS: ALCOOTORÁ

Plinio Sales

A grande sociedade subterrânea e invisível está construida pelos judeus históricamente, pelos árabes por causa do petróleo e, recentemente, pelas super reservas chinesas que hoje detêm 50% da dívida pública americana.

Há um forte jogo sendo jogado por esses players, usando a moeda como arma de ataque e reforço de poder em razão do crescimento da pilha de ganhos nesse covarde jogo de poquer financeiro. Se procurar e investigar iremos encontrar uma grande gama de crimes financeiros. Quem perde nessa guerra, apenas os mais fracos, os sem dinheiro, os que acreditam em Deus e no seu filho amado Jesus. Enquanto isso os Georges Soros e semelhantes estão nadando de braçadas nesse mar revolto financeiro.

É impatriótico ver os lementos da Grécia, Portugal, Espanha, Itália e até a França está indo no mesmo caminho. Mais de 500 milhões de pessoas estão sendo atacados por uma quadrilha de 10 a 20 banqueiros credores, que são sempre os mesmos a séculos, sucessores dos Rostschilds e outros.

Onde vai parar isso: no Apocalipse das finanças mundiais. Quem será o vencedor no final. Sem dúvida será o Diabo.

Porque não fazemos uma fusão do Alcoorão com o Torá e colocamos ordem nessa suruba internacional. É preciso que os árabes do petróleo, associem-se com os judeus banqueiros, criem um Fundo Internacional de Resseguro do FMI. Comece com a prática da matemática, somando as dividas internacionais da Europa, dos Estados Unidos e de outros países que se interessam, chegando a um grande total. Imediatamente, depositem esse total a disposição do FMI para que ele renegocie as dívidas de todos os países para pagamento em 100 anos. Essa fase consolidada, o mercado estabiliza e as economias andando normalmente, então se constitui o Comitê de Acertos Internacountries, acerta-se a matriz dos débitos e créditos, emitindo-se títulos de resseguro, pelos saldos devedores e os negociando no mercado internacional. Consultar o Gerry Rocos e o Armínio Fraga para fazer essa engenharia.

Precisamos fundir o Alcoorão com o Torá e fazer um Consórcio com a China, senão ninguém sobrará para ver o sol no horizonte.


Rio de Janeiro, 18 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

SERÁ QUE EU POSSO FAZER ALGUMA COISA PELA HUMANIDADE ?

Plinio Sales

A minha primeira bandeira é lutar contra as fábricas de armas, matam mais que o câncer, único caminho de chegar perto da paz.

Outra segunda bandeira nova é acabar com o mercado mundial de moedas. Voltemos ao David Ricardo. Esse sistema está todo errado, vamos reler Keynes. É impossível viver de crise cambial todo dia tornando os Georges Soros multimilionários por conta da desgraça mundial. Preocupemos com o nordeste brasileiro, olhem pra África.

Terceira bandeira – Soltar todos os presos. Quem deve tratar de preso é a família apoiada pela sociedade.

Quarta bandeira – Criar no Brasil o contribuinte voluntário de impostos. Tornando-se o cidadão.

Quinta bandeira – Isentar todas as empresas do pagamento de impostos, seja qual for. Só pessoa natural existe. Só ela deve pagar impostos.

Sexta – Reformular toda matriz energética mundial – A energia predominante é a do sol, seguida do mar e depois dos ventos, sem falar na geotérmica.

Sétima – Pedir ao Bruno para financiar as pesquisas que transformam a água do mar em água potável. Será que Deus é burro?

Bandeira Mãe – Tornar a comunicação universal através de uma única língua. Todos falam com todos pelos celulares do FHC ou pela comunicação sensorial do Geraldo Moreira/Franco/Josue/Joais.

São esses os meus sete mandamentos fundamentais. Tenho mais 21 secundários. Alguns importantes no campo da educação onde admiro o senador Christovam Buarque sucessor do Paulo Renato de Souza.

Outro campo da pastoral solidária que funciona pregada por Dona Zilda Arns – Meu prêmio Nobel de todos os tempos.

Outro da democratização da informática do Rodrigo Baggio outro candidato meu ao prêmio Nobel.

Penso que é melhor acender uma vela do que ficar reclamando da escuridão e sempre perguntar todo o dia ao acordar o que posso fazer para melhorar a vida do meu semelhantes. Perguntem ao pastor Augusto.

Leia a tese do equilíbrio universal do Carlos Alberto Santos.


Rio de Janeiro, 14 de julho de 2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

TEMPOS ABSURDOS E NOVAS IDÉIAS MALUCAS

Plinio Sales

O meu mestre Roberto Campos, brilhante pensador, homem avançado no seu tempo, ensinava-me que existem idéias cujo tempo já passou, outras cujo tempo ainda não chegou, mas há idéias que devem ser executadas agora.

O problema é que a massa fora da prática de pensar, vive descansando na maré da vida, está sempre fora do tempo. Se lançamos uma idéia revolucionária para este momento do tempo, logo seremos tachados de visionários, quando não de louco!

Estou engrossando a campanha de combate às fábricas de armas, pois matam mais do que o câncer. Nesta campanha apelo aos amigos das comunidades sociais, a maçonaria e a todas sociedades humanas que procuram a paz, a exemplo da guerreira “Green Peace”, a quem estou convocando também. Se metade dos que contribuem com verbas para combater o câncer, aderissem a essa campanha, muito mais mortes deixariam de existir se parassem de frabricar armas. Alguns cínicos defendem o uso militar das armas por razões de segurança nacional: pura falácia de covardes adormecidos e preguiçosos.

A arma é a matéria prima da morte. Deus se recusa a dar ao Diabo o poder de matar, porque daria esse poder aos fabricantes de armas. É muito mais ético transferir todos os recursos financeiros empregados em armas para combater a fome e a miséria no mundo. Precisamos de líderes carismáticos para empurrar essa campanha para cima e para frente, porque o tempo dessa idéia é agora. O nosso grande Obama poderia retirar todos os seus soldados das áreas conflituosas, treinados para matar, e transferí-los para outra guerra de combate a fome e a miséria em todo o mundo. Enquanto esse tempo não chega, por falta de força política, lanço a convocação especial do Lula para desfraldar essa bandeira. E aí sim, será o “Cara” prometido.

Muitos consideram que essa idéia é enxugar gelo ou engarrafar fumaça. Penso como o Dr. Ralf Nader que transformou os principios éticos da indústria automobilística mundial. Graças a ele existem os famosos “Recall”, reduzindo a quase zero os acidentes provocados por defeito de fabricação em carros. Não, não é, como os sonhos realizados do Martin Luther King, do Ghandi e do Mandela.

Estou propondo outra idéia revolucionária para harmonizar o mercado cambial do mercado que está indo pro brejo, independente da mudança do mercado real dos países europeus, com a sua inteligência, sua tecnologia e seu povo com avançada cultura. A crise que toma muito tempo dos seus líderes é inacabável e vai contaminar o mundo todo. Sabe porquê? É que a moeda é invenção do Diabo para atormentar Deus, foge da base partidária do governo.

A solução total passa por várias etapas, mas não consultem os economistas vivos, nem a Miriam Leitão.

Temos que penetrar no mundo do absurdo com idéias malucas. Podemos começar, constituindo um consórcio de países produtores de petróleo, os quais com suas reservas de petróleo, gás e poupanças, se proponham a comprar as dívidas externas dos países devedores do mundo e, ao mesmo tempo, reformulem a totalidade dessa dívida e alongue o prazo de pagamento para 100 anos, renovável pra mais 100 anos. A amertização seria paga com a importação de produtos dos países patrocinadores, equivalente a 10% do total das importações de cada um, durante o período dessa repactuação. Oferecerá como garantia as suas riquezas minerais e monetárias.

O acerto com os países credores será feito, caso a caso, sem estresses e nada de traumas, com prazos variáveis.

Esse seria o primeiro passo para uma solução talentosa, onde todos ganham. Poderíamos denominar de Plano Gaona.

O passo seguinte seria acabar com o mercado cambial de troca de moedas entre os países. Deveria rearrumar as relações de troca, com base no antigo escambo. A relação entre países, poderia ser enquadrada na Lei de Newton, em que a relação de troca estaria na razão direta da utilidade do bem e na razão inversa do conteúdo da sua força de trabalho. Ao trabalho os arquitetos de Deus para montar a matriz da solução, chamando David Ricardo para ajuda. Fuja da moeda, com ou sem lastro, pois é uma corda no pescoço que aperta mais naqueles que o tem mais fino.

Essa é uma idéia, cujo tempo já passou, mas precisa voltar para rearrumar a casa.

Abracemos os tempos absurdos e as idéias malucas.


Rio de Janeiro, 13 de julho de 2011

O MOMENTO DA VIRADA AO RENASCER

Plinio Sales

Me impressiona os testemunhos daqueles que passaram por uma cirúrgia que lhe salvou a vida. É aquela visão de que tudo passa na sua frente com uma rapidez única, fazendo uma revisão de todos erros e acertos e, principalmente, de tudo que deixou de ser feito.

Neste acidente fatal ocorrido com o avião da Air France, indo do Brasil para Paris, meu amigo Joais, um dos selecionados por Deus para reviver, contou-me que a partir da notícia do comandante do avião ao dizer, pelo microfone: “Preparem-se para o impacto.” Daquele instante em diante durou poucos segundos, muitos pensamentos rolaram por sua cabeça. As brigas bobas com sua mulher, uma convivência mais estreita com os filhos (faltou a vários eventos no colégio e foi tomar cerveja), as brigas desnecessárias no trânsito, como poderia ter sido mais feliz com pequenos e foi desfilando tantas coisas que deixou de fazer, por si, por sua família e por seus amigos, pois estava muito preocupado em comprar um carro novo e outros bens de consumo inúteis. E no caminho do impacto desejou morrer logo, sem despedaçar seu corpo, achando que a morte era mais suportável do que imaginava. Percorreu-lhe pelos olhos da mente, sua bela mulher, seus filhos e seus amigos, brincando de roda e pulando amarelinha. Por traz, vinha um figura com barba branca de braços abertos e sorrindo, chamando-o para uma alameda florida, com o barulhar das águas do rio, batendo contra as pedras, era lindo.

Ao abraçar-me senti o momento da virada ao renascer.

Ao ser salvo, transformou-se no mais novo amigo de infância de Cristo. Estava vivo com uma família maravilhosa e os melhores amigos do mundo.

Ele é um novo homem, chega a ser chato de tanta felicidade.

Será que é preciso ver a morte para ser feliz? Vamos tentar, sem viajar pela webjet.


Rio de Janeiro, 12 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A LONGEVIDADE DA MORTE

Plinio Sales

Pra começo de conversa pra mim a morte é algo falacioso. Sou do time do Lavoisier que disserta sobre a transformação da matéria, continuando o cíclo vida e energia. Todos, ao acabar a vida, pela passagem e desgaste do tempo, se transformam em energia, se incorporando na onda energética que flutua no espaço e baixando nas mesas brancas dos kardecistas.

A idade média de vida do ser humano vem aumentando em cada século, por 15 anos em cada um. No século XVI a vida média estava em torno de 30 a 40 anos. Hoje, quatro séculos depois, essa idade está chegando aos 80 a 90 anos. A participação de pessoas com mais de 40 anos, começa a ter relevante participação na sociedade de consumo, mudando as óticas de marketing ao lançar novos produtos ou residencias, formas de turismo e demanda de medicina.

Há notícias de que lá para 2.100 o ser humano poderá chegar a 1.000 anos. O autor-cientista dessa premonição estará morto para comprovar sua tese.

Excluindo os exageros, podemos estimar que a idade média em 2050, certamente será maior que 120 anos. Esse fenômeno provocará razoáveis mudanças no comportamento social da parte superior da pirâmide etária.

A medicina ortomolecular vem contribuindo para esse alongamento, afastando para mais longe as comemorações dos velórios.

Como estamos juntos neste grande barco da vida, seremos parte dessa população com mais de 100 anos nos próximos 20 anos. Temos que nos preparar e planejarmos como nos adaptaremos ao processo.

Terei libido com 93 anos? Como administrar a minha diabete e a possível osteoporose, apoiada numa forte bengala.

As minhas netas serão avós e nós seremos tataravós. Que tipo de lazer, além de andar, vamos praticar. A mim, se o mal do alemão passar longe, continuarei como pensador: pensando, criando estórias e escrevendo.

É muito importante alertar que a longevidade da morte está se alongando cada vez mais. A nossa imagem no espelho está desaparecendo, levando a nossa alma. Cada vez mais o Lavoisier está certo, seremos pura energia e, como tal, vamos nos comunicar por ondas eletromagnéticas-sensoriais.

Vou fundar meu centro kardecista para fazer reuniões com os meus amigos da 7ª geração.


Rio de Janeiro, 07 de julho de 2011

A SERIEDADE DAS OFERTAS IMPERDÍVEIS

Plinio Sales

Diariamente recebemos ofertas imperdíveis por todos os lados. São dezenas de empresas, oferecendo pela internet, almoço, viagens, tratamentos de beleza, Tvs telas planas, ipad, ipod tudo por descontos de 85% off. E vem junto anúncios de brindes sorteados, onde você é um grande felizardo. Esta faltando a loteria da Caixa oferecer a mega sena com belo desconto.

Suponhamos que tudo seja absoluta verdade e devemos ir correndo aproveitar tais ofertas. Contrataríamos todas as ofertas de créditos consignados, fazendo um grande bolo para comprar ofertas do Groupon, do Peixe Vivo, Bar do Mero e outros, formando um império de coisas e abrir um brechó na garagem, com um acréscimo de preço, matando a concorrência, pela entrega imediata, e a facilidade de poder pegar na mercadoria. As ofertas, referidas a comida em restaurantes, as manobras são menores. Temos que enfrentar filas se nos interessar as maravilhosas ofertas.

O consumidor tem que ter muito cuidado, pois existe grupos incapacitados de cumprir o que prometem, são coisas enganosas, sem menor cuidado e prudência.

Esse tipo de oferta, as vezes, só são válidas para grupos mínimos e para aquele determinado dia. É, sem dúvida, uma esperança por loteria, onde nada vale nada. Esse marketing virtual está crescendo, a alta taxa de natalidade.

Há que avaliar a seriedade das ofertas, verificando a seriedade das ofertas nos meios de comunicação.

A seriedade das ofertas imperdíveis pode se tornar um conto do vigário, um tremendo 171.

Tenhamos cuidado!


Rio de Janeiro, 07 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

FALAR BEM OU MAL DE ALGUÉM

Plinio Sales

O escritor para falar corretamente, sem ficção, precisa saber as raízes e trajetórias sobre quem escreve. Falar ou escrever sobre a Tuca pra mim é fácil: vi nascer, sua formação, a personalidade adquirida, da mesma forma, como a Renatinha da qual farei o casamento “simulated” para permitir que, legalmente (a lei é minha) durman juntos, na mesma edificação onde moro. Aceitei alianças de madeira compradas no brechó da Praça XV. É melhor isso do que ficar bancando o corno cego dos finais de semana. E o cara representa as forças armadas. Forças essas que pretendo acabar com a reforma da administração pública que aconselho ao Presidente (ver meu blog) “seja submetida e aprovada por uma assembléia geral do povo, como raiz mandatário da nação brasileira: todo poder emana do povo e por ele, com as graças de Deus, será exercido. O povo contra o Cedae.

Veja e só começar que já se começa a falar de alguém. Se sou instado a falar de alguém, vou buscar o seu retrato, pelo menos vou colocá-lo na moldura certa. Se não me contarem nada parto pra ficção. Coloco logo chifres nele ou nela e reafirmo que tal enfeito é indolor, porque pai é aquele que cria. Me orgulho disso, sem chifre!

Vou ter que falar de muitos personagens do Vidigal, meu bairro querido, mas pra isso vou ganhar da Leize um pequeno gravador, pois o que eu tinha o Naval levou. Estou organizando com o Wanderley da Rádio Estilo Livre, para convocar cidadãos a contar estórias de pessoas da comunidade que por, ação ou omissão, fizeram a história do bairro. Desde a instalação do primeiro telefone com o prefixo 32 da Telerj até hoje com as “lanhouses” do bairro. São aproximadamente 70 mil habitantes, predominando a classe média.

Já temos mais de 30 estórias, deverá chegar a centenas. Vai ser difícil colocar no Livro Estórias, História e Personagens do Vidigal, que será lançado no começo do Carnaval do ano que vem, no 2012 na volta do Papa e visita do Obama reeleito.

A história do Sarrafo vai abrir o livro. Eu mesmo vou em caravana com o Josias e o Mãozinha entrevistá-lo em Saquarema, onde está vivendo bem seus dias majestosos de encerramento do seu desfile, classificado por mim como velho malandro, companheiro do Zé Pilantra da Lapa e do temido Madame Satã.

E assim vamos escrever e falar bem ou mal de alguém: É a nossa profissão. Como diz o velho Monte: “se os fatos discordam de mim, pior para os fatos.”


Rio de Janeiro, 06 de julho de 2011

TUCA ADJETIVO OU ADVÉRBIO

Plinio Sales

Tem certas palavras que se bastam por si só. São auto explicativas. Ao dizermos belo, dizemos tudo, só podemos graduar mais belo, menos belo, super belo, o belo é o núcleo, é imutável.

Do mesmo modo temos o mesmo conceito ao falar Tuca. Quem conhece sabe que Tuca é a Tuca. A neta nº3 do Plinio, o escritor do Vidigal. A Tuca esta nos poemas, qualificada como girafa. Esta nos artigos, dando bronca nas madrugadas. Está de saida para encontrar-se com as melhores amigas de todos os tempos das baladas.

A Tuca estuda misteriosamente na PUC. É a mais alta de todas. Também desaforada, brigona, mas estuda cada livro imenso e caros. São livros pra toda a vida, porque pão dura como é, jamais doará seus livros usados. Tem armários cheios, inúteis, encostados, guardando a história dos ensinos no circuito das séries já superadas.

Caminha em direção a um diploma para assumir o cargo de Presidente da Holding das empresas do avô. Os nojentos ela esconde, quando algum aparece ela já guarda na sala do escritório, porque o coitadinho está sem dinheiro pra voltar pra casa, dado o horário tardio e os perigos do caminho. Ela tem bom coração.

A Tuca é adjetivo e, as vezes muda o verbo: torna-se advérbio.

Salva e se preocupa com a instabilidade do andar do avô. É a sua bengala e planeja a cadeira de rodas tipo playmobil com chip.

Essa é a Tuca que está de férias das amigas, mas atormentando os familiares, a partir do meio-dia, quando acorda até as três da madrugada quando desliga a Tv e vai dormir feito uma pedra.

A Tuca é um adjetivo porque muda tudo até o substantivo e o advérbio porque muda a forma de fazer ou dizer: muda o verbo.

Assim é a Tuca.


Rio de Janeiro, 06 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

O ALTRUISMO SEM CULPA

Plinio Sales

Advogo a tese de que aquilo que está esquecido no armário, no guarda-roupa, no estoque, no arquivo morto ou na memória está sem uso, inservível e portanto é resíduo reciclável.

Na outra face, nós encontramos centenas de milhares de pessoas, carentes de tudo: do alimento, do vestuário, do tratamento dentário, da falta de brinquedos, de livros e outras quinquilharias que nós esquecemos nos arquivos, ocupando espaço.

Podemos decidir ser altruistas, sem culpa, sem custo e afinados na onda do bem. Sem pensar egoisticamente em crédito na chegada ao céu. Podemos fazer só pela contabilidade na terra.

Esse tipo de ação ou doação obedece também a Lei de Newton “a toda boa ação, resulta numa reação contrária em razão direta da boa vontade e na razão inversa do egoísmo”.

Se eu faço a minha parte, você a sua, o Lula a dele, o Bill Gates a dele, com outros copiando só por copiar, então teremos um Tsunami de altruismos sem culpa.

Vale a pena, lógico que vale a pena se a alma é grande! Um pouco de Fernando Pessoa, quando também poderia ser a frase bíblica do Naval: “O graças a Deus é desculpa de malandro!”

Jamais pergunte o que Deus pode fazer por mim. Pergunte o que posso fazer em nome de Deus!

Seja altruista, sem culpa: libere o seu brechó!


Rio de Janeiro, 05 de julho de 2011

O MELHOR ANTÍDOTO É A FORÇA DA FÉ E BEBER ÁGUA

Plinio Sales

Nesse marzão de gente, é facil encontrar alguém com dor de cabeça, a tireóide fora de ordem, portar uma bateria de remédios e outras tantas circustâncias desconfortáveis, principalmente depois dos 40, embora jovens estejam nesse clube.

O curandeiro da tribo dos ancestrais do meu pai, sempre recomendava, talvez por desconhecer remédios, que deveríamos beber muita água e ter fé no grande chefe.

Vejo que até hoje está valendo esse conselho milenar. Beber água é um nobre preventivo para qualquer doença.

Tem gente que só acredita em remédios pra tudo. Se sente dor, logo toma um dorsol e a dor passa, mas a causa permanece.

Se está de TPM (horrível!) liga pra farmácia e pede o genérico do “sexless” e transfere a TPM pra noite e aporrinhar o marido.

O pior de todos os males é a sistite do diabético. Traz-lhe desconforto e incoveniências. Muitas vezes perde a corrida, a tampa do vaso está abaixada e se molha todo. É desagradável ser avisado que você está todo mijado!

Chico Xavier receitava tenha fé, esperança, esperança e disciplina e a sua vida será sadia e cheia de felicidade. Todos os ensinamentos bebendo 24 copos de água por dia, começando ao levantar-se com o primeiro dosado com 6 dentes de alho. O Maluf copiou dele. O Chico morreu de velho, o Maluf está aí pra contar muitas estórias e fazer história.

O recado, desde o batizado de João no Rio Jordão: Tenha fé, forte fé, firme fé e beba água pura (sem cloro), naturalmente longe dos vícios desregado, amando a você mesmo, antes de amar o próximo. Dessa forma a doença passará longe da sua tenda.

O melhor antídoto é a força da fé e beber água, com esperança, perseverança e disciplina.


Rio de Janeiro, 02 de julho de 2011

CASAR FAZ SENTIDO?

Plinio Sales

As estatísticas, bem feitas, indicam que dos casamentos 1 em 1.000 chega aos 50 anos hoje em dia. Poucos duram até a morte e, se isso ocorrer, os dois morrem quase ao mesmo tempo. Fica a profunda saudade ou ausêcia do outro, nem os filhos ou netos, suprimem esta saudosa ausência.

Tudo é maravilha, esperançoso e felicioso nos planos do casamento. A festa no dia do casamento, as palavras do Pastor e seus bíblicos recados. Só esquecem de dizer que além do respeito mútuo, diálogo, ternura, carinho, projeto comum, fidelidade e tesão deve acrescentar dormir em quartos separados, como a fórmula básica do longo e eterno amor.

Após a festa, solidariedade dos amigos mais chegados e parentes, fotografias, bebidas, comidas e doces, vem a esperada lua de mel, com a surpresa da virgindade ou a confirmação que ela já era. O próprio ou alguém chegou antes, sempre deixando aquele cravo de saudade.

Passados os primeiros dois anos, o calor esfria e a intimidade acaba com a relação. Daí pra frente, é como se fosse um sacerdócio: eu te amo, porque você me ama! Repetir todos os dias até acabar.

Quando o contrato acaba, num amistoso divórcio ou troca de insultos, jogando coisas pelas janelas, vai-se pensar noutra oportunidade, agora testando o caminho da internet. É a vitória da esperança sobre a experiência. E as vezes esse processo se repete mais de uma, duas e três vezes. Falta introduzir na receita os filhos resultantes. O planejamento estratégico do casamento esquece o depois: o que fazer com os filhos se nada der certo. A relação pais e filhos separados é por demais penosa para os filhos: é melhor ter pais “gays” cuja durabilidade é mais perene.

As reflexões sobre as virtudes do casamento, como união estável entre duas pessoas, ainda é muito frágil. A sociedade futura com os mais de 50% descasados e milhões de filhos separados vai ser estimulante às drogas, como muito fértil para os psicólogos e psiquiatras.

O representante da sociedade no Congresso, já pode apresentar projetos de leis para criar o Instituto de Proteção da Família Desestabilizada para proteger essa nova classe.

Com tudo isso, vale perguntar: Casar faz sentido?


Rio de Janeiro, 02 de julho de 2011

HOTEL 7 ESTRELAS

Plinio Sales

O grande hoteleiro Sergio Machado, discursava que o hotel de hoje, em sua maioria no mundo inteiro, está envelhecido e fora do seu futuro.

O foco principal é centenas de serviços, onde a hospedagem ou resort, ocupa apenas 10% da receita total.

O Hotel-Shopping Services é uma central de prestação de serviços: hotelaria, restaurante, livraria, café-shopp., centro de estética, heliporto, terminal de aeroporto, centro de medicinas avançadas, escritórios de passagens, centrais de fornecimento de mão-de-obra, praça de comunicação, central de repartição pública, centros jurídicos, serviços de lazer, sexoterapia e lazer.

Esta é uma pequena amostra do que deve ser um hotel 7 estrelas. Acrescentamos ainda um setor confortável para uso de estudantes e escritores, apoiado por bibliotecas virtuais de consultas, servido por secretárias eficientes como a Bianca, o Francisco e o Diogo do Sheraton-Vidigal.

Do mesmo modo, como uma estação rodoviária, onde pegar ônibus ou trem é a primeira e última coisa a fazer. O que está dentro é o que se precisa fazer.

Se tiver vista para o mar fica um pouco mais caro, mais oferecer mais conforto, porque permite o lazer adicional da família.

Alerta hoteleiros, o Sergio Machado tem razão o hotel tem que ter 7 estrelas.


Rio de Janeiro, 03 de julho de 2011

ASSIM CAMINHA A CULTURA

Plinio Sales

Há 4 milhões de anos o Homo sapiens levantou-se e começou a andar nos pés. Levou outros tantos milhões para descer das árvores e se tornarem superiores. De lá pra cá passou por inúmeros processos de evolução cultural, construindo uma sociedade com preconceitos, normas, regras e leis.

Da comunicação pela nuvem de fumaça ou o som dos tambores, estamos escravizados ao celular, a internet e a outros trecos digitalizados que nos coloca “on real time” em qualquer lugar ou time.

Mas dos 7 bilhões de seres humanos sobre a terra, falta muitos séculos para que todos sejam igualmente consumidores dessas novidades da cultura que caminha.

Nas óticas dos fora dessa onda moderna, eles estão felizes e negam a necessidade de um PC ou de fazer parte de uma comunidade internetiana. Isso porque “se alguém descobriu a água, esse alguém vive fora d’água.”

Ao nascer, nos primordios da civilização, sabíamos zero, até porque inexistia ancertrais para transmitir geneticamente os conhecimentos acumulados. As bactérias, desconhecem sociologia ou filosofia, nem de direitos homofóbicos.

Isso vem com o passar de tempos seculares, e também se distribuem desigualmente entre as diversas camadas sociais. O povo de baixo desconhece o que seu irmão de cima e melhores estão fazendo. A própria diversidade de línguas faladas e escritas se constituem num grande fator de retardo. Nesse campo de análise, vale as deduções de Darwin, na seleção das espécies, só os que melhor se adaptam e absorvem os conhecimentos vão puxar as culturas, formando a tonalidade das novas civilizações.

Esse processo é muito lento na nossa noção de tempo e, muito mais ainda na expectativa do Criador. Estimem em quantos anos, depois de ter ficado em pé, os Homo Sapiens, vão falar uma única língua para se comunicarem no tempo e no espaço.

Museus, Operas, Ciências, Espaço, Biotecnologia, Artes fazem parte do coletivo da cultura. Contudo tem tonalidades e conjuntos diferentes nos diversos estratos sociais. Esses valores nas castas inferiores, são totalmente diferentes para os europeus, e mais ainda nas Terras coloradas do México, embora as redes de televisão estejam revolucionando esses comportamentos sociais.

É assim que caminha a cultura, só um milagre divino poderia acelerar o processo ou uma colisão de astros com a terra, mudaria ou destruiria essa rota cultural.


Rio de Janeiro, 04 de julho de 2011

O TRENZÃO DO BNDES

Plinio Sales

Os jornais noticiam a mega operação da fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour, onde o Bndes irá por bilhões do povo brasileiro. É uma associação de lebres brasileiros com tigres franceses, amalgamados por poupanças dos brasileiros.

Cabe perguntar quantos empregos essa aplicação vai gerar e qual é o retorno esperado nesse investimento. afinal a pergunta deveria ser feita por representantes do povo, caso o lobista parlamentar esteja fora do processo.

Olho pro outro lado, vejo nanos empresarios, menos que micro, fazendo contas para poupar 250 reais pra comprar uma churrasqueira e criar um emprego que irá gerar a renda de pouco mais de um salário mínimo.

Cabe perguntar novamente, qual os dois é melhor investimento social. Os 4 bilhões que gera contados empregos, 100 no máximo, ou talvez desemprego, por ser uma fusão de estrutaras operacionais que, ao serem nacionalizadas por alguns “Experts” de reorganização, provocam, na primeira hora, desemprego de pelo menos 10% da massa empregada.

Em resumo o Bndes põe dinheiro do povo, em geral do FAT, para desempregar trabalhador! E o nano empresário, o Chiquinho, com 250,00 de recurso próprio cria, pelo menos, um emprego. Se o bom matemático Jânio dividisse o valor aplicado pelo Bndes na megafusão por 250 poderia ter uma idéia de quanto emprego poderia gerar: seria o Chico-efeito no emprego.

Pelos números já mencionados, na casa do bilhão, então teríamos no mínimo 4 milhões de emprego.

Se fosse feito um mapa ilustrado de todos os nanos-empresários, somados aos micros e médios, teríamos uma população, em torno de 50 milhões de cidadãos brasileiros, os quais fornecem poupança para investir nos bilionários franco-brasileiros.

O nome do Bndes deveria mudar para Gigolópolis de Investimento do Povo Brasileiro= GIPbras S/A.

É muito maior do que o trem do Milton Nascimento que chega na estação de Formiga: o trenzão do Bndes!


Rio de Janeiro, 30 de junho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A BRONCA DA MADRUGADA: BOM DIA PORQUÊ?

Plinio Sales

De médico e louco todo mundo tem um pouco diz o velho ditado do meu avô índio. Com ele aprendi a tradição de dar presentes, quando a primeira vez você recebe uma visita ou vai fazer uma visita. A preferência é das senhoras ou dos mais idosos. Com respeito a isso, estou acabando com o meu estoque de gravatas e com os vidros de perfume Avon da minha mulher, recebidos do encalhe da filha Sandra que está em Dallas, cuidando do neto dela.

Até aí, nada de bronca. A bronca aparece quando de madrugada encontro a Tuquinha vendo os filmes que varam a noite, dia seguinte até o sol chegar. Ao encontrá-la na minha ida para o meu trabalho matinal, começam as broncas: fecha a porta; porque dá bom dia ao sol as 2 horas da madruga; cuspir na pia é feio e vai embora. Dar bom dia, nem falar. Sou do time do Einstein que disse que toda a ciência dele terminava, quando ouve o cumprimento da neta dele, chamada Renata, ela começa: “Bom dia velho, vai inventar alguma maluquice hoje?”. É assim a vida de um veterano pensador.

Começo a refletir sobre a eficácia da bronca. Consta nos meios da mídia que, a forte Presidenta, deu uma bronca no Presidente da Petrobrás, porque ele insistia em contrariá-la em certo ponto de vista, em que provavelmente ele estava certo, por melhor conhecer a causa do petróleo e do gás. Em consequência da bronca, saiu chorando da sala. Esta cena é um prato feito para o cartunista Chico Caruso, se realmente for comprovado a consequência política é que pode prejudicar a campanha dele para Governador da Bahia nas próximas eleições. O adversário pode adotar o slogan: “Jamais levo bronca da minha mulher, adotamos respeito mútuo”. Vai ser uma paulada só, como me disse o Cel. Belcorígenes Sampaio, um bom amigo de Porto Seguro que conhece o quintal da política baiana.

O efeito bronca pode ser devastador, dependendo de que dá, quem recebe e as circunstâncias como isso acontece. O Gen. Geisel era firme nas suas posições. Já vi rasgar processos na cara dos postulantes, por contrariar os interesses nacionais. O Delfim Neto é outro arrazador nas suas réplicas: respondeu certa vez a um parlamentar que o criticava, por deixar de adaptar o milagre econômico aos novos preços altos do petróleo, respondeu dizendo: “Se ele tinha o segredo do aumentos dos preços da OPEP, porque não avisou a ninguém”, com isso matou a crítica do parlamentar, presunçoso economista.

O famoso professor de neurolinguística baiano, José Casali Filho, adota a bronca como ênfase jurídica. “Esse FDP desse juiz nem leu o processo, como pode dar essa decisão!” E vai argumentando sobre jurisprudencia, recursos e outras firândulas dos tribunais.

O mais sensato é usar a bronca positiva, virá-la ao contrário e transformá-la em elogio. Por exemplo: “Sérgio essa solução, que você nega, é realmente a sua melhor sugestão. “E o homem sairia rindo em vez de chorar.”

Vamos apostar no Dale Carnegie nos seus ensinamentos de “Fazer amigos e consquistar pessoas”, prática constante do Juscelino como conta a Vera Brant la em sua dacha de Brasília.

Ouça a bronca da madruga, dê Bom dia ao Sol e deixe a Tuquinha passar.


Rio de Janeiro, 30 de junho de 2011

IDÉIAS REVOLUCIONÁRIAS, SEM REVOLUÇÃO

Plinio Sales

Tenho me posicionado diante de várias questões econômicas e sociais de formas consideradas revolucionárias pelo “stablissement”.

Começamos pela relação cambial que se tenta organizar via taxa de juros e imposto sobre operações financeiras. É pura falacia, apenas atua na formação do preço da oferta, sem fazer cócegas, porque a força é externa, foge ao nosso controle.

A solução é fazer o clássico, ditado por Keynes, Eugênio Gudin, Otavio Gouveia Bulhões, Mario Henrique Simonsen e outros do livre mercado. O Clássico é criar um mercado livre, onde se movimentem as ofertas e demandas das moedas externas. Isolar esse mercado do mercado de transações normais, cobrindo as importações e exportações de bens e serviços. Evitar que o mercado de moedas e de especulação contamine o de transações.

Continuando vou para os presos, adotando a filosofia do cangaceiro famoso, conhecido como Lampião. Ao cercar uma cadeia clamou: “Sr. Delegado sorte os presos, porque o mundo já é uma prisão”. Por esse caminho, proponho que se liberte todos os presos, liberando as prisões para escola. Quem deve cuidar dos presos é a família deles. Se o estado gasta 9.675,00 reais por preso, pode perfeitamente pagar as famílias 10 salários mínimos para cuidar e monitorar os seus condenados e, se cuidar mal, cancela-se o benefício. Esse efeito é fulminante, pois ataca o bolso do paciente. Em contra-partida o estado faz uma tremenda economia em benefício da sociedade. Os casos extremos coloque-os em ilhas isoladas, cercadas de tubarões.

Vamos ao uso da energia. Como arquiteto de Deus, fico indignado ao ver a matriz energética do Brasil, que é uma das melhores do mundo.

Contudo predomina a energia fóssil poluente do petróleo. Se Deus colocou o óleo negro no fundo da terra é porque tinha alguma razão: proteger o meio ambiente. E, ao mesmo tempo, nos deus livre acesso ao Sol, ao Mar, e ao Vento e as Geleiras, querendo dizer que essas são as fontes energéticas limpas. Por quê insistir no pré-sal e outras danosas ao meio ambiente.

Defendo a distribuição do patrimônio brasileiro a quem lhe tem direito: ao povo brasileiro. Criar o Fundo do Patrimônio Brasileiro (FPB), incorporando nele todo o patrimônio do território brasileiro, mais as riquezas aéreas e as marítimas, as quais podem isentamente valer milhões de trilhões de dólares. Divida-se por 180 milhões de brasileiros e chegaremos a riqueza de cada um. Pelos meus cálculos estimo que cada um terá direito a cota no valor de 10 milhões de dólares. Essas cotas poderiam ser negociadas numa grande Bolsa de Valores, fornecendo liquidez ao povo brasileiro. Cada indivíduo com esse valor poderá ter sua casa própria, seu carro, seu negócio e outros bens, sustentando um processo educacional, sem deixar de receber dividendos de suas aplicações. Acaba a miséria, a pobreza e o desemprego.

Descarto a tese do Stephen de que o Universo surgiu no Big Bang, como uma bonita falácia. O Universo, além de ser 7 bilhões de universos, nunca nasceu, sempre existiu e está em expansão.

Participo da teoria do Lavoisier ao disciplinar que nada se cria, tudo se transforma. Com este princípio, declaro que a morte é um ponto de transição da matéria se transformando em pura energia.

No fórum da vida, sublinho outras teses importantes, contrariando o “status quo” existente.

Concordo com o Caetano Veloso, quando diz que “de perto ninguém é normal.”


Rio de Janeiro, 29 de junho de 2011

O FAMIGERADO PLANO “B”

Plinio Sales

É básico hoje em dia, os casos complexos que exige a técnica do planejamento estratégico, acoplar-se ao plano principal (meta) um outro plano substitutivo, apelidade de plano B.

Todo autodidata pergunta logo, tens um Plano B? Como se fosse a camisinha do processo.

Sou contra o Plano B, como sou contra a teoria do Stephen Walking de que o Universo começou no Big Bang. Deus é muito inteligente para riscar um fósforo e provocar um Big Bang para fazer nascer o Universo. Desculpe-me Stephen, inventa outra!

Ter um Plano B é uma forma de aceitar erros, cumplicidade aberta com o Murphy, é procurar desculpas por falhas ou incompetências. É pouco defeso admitir erros em um planejamento corretamente bem feito. Para isso existe pesquisas, testes, modelos virtuais, maquetes e, por último, orações e macumbeiros.

A existência de um Plano B afrouxa os controles. Só se justifica se houver muitas variáveis incontroláveis, como ter metas de inflação ou centro da meta, para a qual o Banco Central mira seus controles e a Mirian Leitão e Flavia Tavares, justificam seus salários.

Para contornar o preparo dos famosos Planos Bs se recorre as margens de variações, dosadas de 5% de aproximação, criando campos de acontecimentos, tipo -5% a 5%, como aceitável como performance.

Ter plano B já dizia Miguel S. Taylor, é introduzir no subconsciente que irá errar. É uma questão estudada na neurolinguística. Já pensou vou casar com a Marcella, mas a Laura será meu plano B! O padre irá recusar essa proposta e a classificará de heresia. Mas, como a sociedade e o Supremo Tribunal Federal tem aceito e proposto novas formas heterodoxas de comportamento contrariando o Tim Maia, ao proclamar que vale tudo, menos homem com homem e mulher com mulher. Agora vale por lei. Isto já é um plano Z de zebra.

Em resumo o plano é o aprovado e devemos atingi-lo a todo custo. Se vencermos teremos prêmios. Se errarmos joguem-nos às baratas.

Esqueçam o famigerado Plano B de burro.


Rio de Janeiro, 29 de junho de 2011

NAPOLEÃO LEU O VELHO CHINÊS

Plinio Sales

O sábio chinês Catang Zu, há 5.000 anos atrás disse que em qualquer tribo tem que ter o que manda: o Líder. E cada líder só pode ter, no máximo, 10 subordinados. Estes, por sua vez, também só podem chefiar 10 soldados. E os soldados cuidam dos seus cachorros.

Napoleão leu e seguiu todos os ensinamentos do Catang Zu. Acrescentou ainda que, entre dois, igualmente competentes, escolha aquele que tiver sorte!

O mesmo procedimento deveria ser adotado por todos os governantes brasileiros. Aqueles pedidos de empregos que politicamente fosse obrigado a atender, poderia segregar num Instituto da Doce Vontade Política – “IDVP”

Esse Instituto teria seu orçamento formado pela contribuição de 10% de todos os orçamentos federais, estaduais e Municipais. Desse modo contaria com uma soma fabulosa de recursos financeiros, podendo sustentar o IDVP por 10 longos anos. A política do IDVP seria a de capacitar os funcionários públicos assistidos pelo instituto, com cursos especiais, administrados pelo Sebrae, Senai, Sesc e similares.

Desse modo enxugaria a máquina pública, se tornaria eficiente retirando de circulação os que só quizerem comparecer pra pôr o paletó na cadeira.

Essa arquitetura piramidal de 10 sobre 10, liderado por alguém forte na frente, puxando o carro, levaria todo o sistema a resultados para dinamitar os parasitas do progresso.

Se dosar todas as lideranças com o fator sorte, o Brasil em breve seria o 3º colocado no Ranking Mundial.

Mais uma vez o Gen. Catang Zu teria demonstrado a sua razão que o coração dos governos desconhecem.


Rio de Janeiro, 29 de junho de 2011

TER A MENTE ABERTA E APRENDER

Plinio Sales

A arte de aprender é um estado de espírito constante. Tudo e todos podem nos ensinar alguma coisa. O professor é um profundo desconhecedor da cartilha da vida. Ele sabe as páginas que interessa e o que precisa para ensinar, muito pouco em relação ao total. Na verdade, todos somos ignorantes de carteirinha. É impossível saber tudo, como ensina o sábio Sócrates: “Só sei que nada sei.”

Ao observar os detalhes se aprende da mesma forma como se aprende com os grandes eventos. O bater das asas das borboletas processa as leis de Newton e podem provocar um furacão se for batida numa fresta certa e na hora certa. Os físicos observam esses micromovimentos para explicar porque a Terra gira.

O Stephey Walking, do assento da sua cadeira ergonâmica, bolou a teoria que carece de provação de que o Universo começou com um Big Bang. Tudo muito discutível para relatar um fenômeno que nunca aconteceu, porque o Universo nunca nasceu, sempre existiu e está em expansão.

Galileu Galilei tinha a mente aberta e observou e matutou muito para criar um caso com a igreja ao revisar a teoria geocentrica, ao afirmar quem girava era a Terra em torno do Sol. Foi difícil vender essa idéia, descoberta só no pensamento, pois na sua época ninguém tinha telescópio. Foi fruto de muito pensar em cima de observações permanentes, debaixo das críticas da sogra que o recriminava por ficar olhando demais para o firmamento.

Qualquer coisa pode ser mãe do conhecimento. É só prestar atenção. O vendedor de utensílios domésticos que passa apregoando os seus produtos tem marketing próprio e inato. Aprendeu observando com é que os outros faziam, modulando a voz para anunciar: “Madame estou aqui, sou todo seu!”

Observo a fila de formiguinha se preparando para hibernar. Vão carregando alimentos para estocar e enfrentar o longo inverno. Ela copiou de nós? Acho que foi de outro modo. Elas tem senhas de comunicação e usam suas antenas, mais eficientes do que as nossas artificiais e que toda hora saem do ar.

Há muita ordem em tudo que se vê. É natural ouvirmos constantemente o barulho das ondas do mar. É duvidoso dizer que Moysés parou o mar vermelho para fazer a passagem dos judeus. O que aconteceu foi outro fenômeno e demorou longo tempo para acontecer.

É sempre importante ter a mente aberta, poder de observação e querer aprender. Tem gente que despreza o ensinamento. Alega já ter o suficiente, o resto é superfluo. É o sábio do botequim, só olha pras mulheres que passam.

Vale repetir que todos precisam ter a mente aberta e um coração generoso porque “há muita coisa entre o céu e a Terra do que supõe nossa vã filosofia” de Shakespeare em Hamlet.


Rio de Janeiro, 28 de junho de 2011