Plinio Sales
Tem certas palavras que se bastam por si só. São auto explicativas. Ao dizermos belo, dizemos tudo, só podemos graduar mais belo, menos belo, super belo, o belo é o núcleo, é imutável.
Do mesmo modo temos o mesmo conceito ao falar Tuca. Quem conhece sabe que Tuca é a Tuca. A neta nº3 do Plinio, o escritor do Vidigal. A Tuca esta nos poemas, qualificada como girafa. Esta nos artigos, dando bronca nas madrugadas. Está de saida para encontrar-se com as melhores amigas de todos os tempos das baladas.
A Tuca estuda misteriosamente na PUC. É a mais alta de todas. Também desaforada, brigona, mas estuda cada livro imenso e caros. São livros pra toda a vida, porque pão dura como é, jamais doará seus livros usados. Tem armários cheios, inúteis, encostados, guardando a história dos ensinos no circuito das séries já superadas.
Caminha em direção a um diploma para assumir o cargo de Presidente da Holding das empresas do avô. Os nojentos ela esconde, quando algum aparece ela já guarda na sala do escritório, porque o coitadinho está sem dinheiro pra voltar pra casa, dado o horário tardio e os perigos do caminho. Ela tem bom coração.
A Tuca é adjetivo e, as vezes muda o verbo: torna-se advérbio.
Salva e se preocupa com a instabilidade do andar do avô. É a sua bengala e planeja a cadeira de rodas tipo playmobil com chip.
Essa é a Tuca que está de férias das amigas, mas atormentando os familiares, a partir do meio-dia, quando acorda até as três da madrugada quando desliga a Tv e vai dormir feito uma pedra.
A Tuca é um adjetivo porque muda tudo até o substantivo e o advérbio porque muda a forma de fazer ou dizer: muda o verbo.
Assim é a Tuca.
Rio de Janeiro, 06 de julho de 2011
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