quarta-feira, 6 de julho de 2011

TUCA ADJETIVO OU ADVÉRBIO

Plinio Sales

Tem certas palavras que se bastam por si só. São auto explicativas. Ao dizermos belo, dizemos tudo, só podemos graduar mais belo, menos belo, super belo, o belo é o núcleo, é imutável.

Do mesmo modo temos o mesmo conceito ao falar Tuca. Quem conhece sabe que Tuca é a Tuca. A neta nº3 do Plinio, o escritor do Vidigal. A Tuca esta nos poemas, qualificada como girafa. Esta nos artigos, dando bronca nas madrugadas. Está de saida para encontrar-se com as melhores amigas de todos os tempos das baladas.

A Tuca estuda misteriosamente na PUC. É a mais alta de todas. Também desaforada, brigona, mas estuda cada livro imenso e caros. São livros pra toda a vida, porque pão dura como é, jamais doará seus livros usados. Tem armários cheios, inúteis, encostados, guardando a história dos ensinos no circuito das séries já superadas.

Caminha em direção a um diploma para assumir o cargo de Presidente da Holding das empresas do avô. Os nojentos ela esconde, quando algum aparece ela já guarda na sala do escritório, porque o coitadinho está sem dinheiro pra voltar pra casa, dado o horário tardio e os perigos do caminho. Ela tem bom coração.

A Tuca é adjetivo e, as vezes muda o verbo: torna-se advérbio.

Salva e se preocupa com a instabilidade do andar do avô. É a sua bengala e planeja a cadeira de rodas tipo playmobil com chip.

Essa é a Tuca que está de férias das amigas, mas atormentando os familiares, a partir do meio-dia, quando acorda até as três da madrugada quando desliga a Tv e vai dormir feito uma pedra.

A Tuca é um adjetivo porque muda tudo até o substantivo e o advérbio porque muda a forma de fazer ou dizer: muda o verbo.

Assim é a Tuca.


Rio de Janeiro, 06 de julho de 2011

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