Plinio Sales
Há 4 milhões de anos o Homo sapiens levantou-se e começou a andar nos pés. Levou outros tantos milhões para descer das árvores e se tornarem superiores. De lá pra cá passou por inúmeros processos de evolução cultural, construindo uma sociedade com preconceitos, normas, regras e leis.
Da comunicação pela nuvem de fumaça ou o som dos tambores, estamos escravizados ao celular, a internet e a outros trecos digitalizados que nos coloca “on real time” em qualquer lugar ou time.
Mas dos 7 bilhões de seres humanos sobre a terra, falta muitos séculos para que todos sejam igualmente consumidores dessas novidades da cultura que caminha.
Nas óticas dos fora dessa onda moderna, eles estão felizes e negam a necessidade de um PC ou de fazer parte de uma comunidade internetiana. Isso porque “se alguém descobriu a água, esse alguém vive fora d’água.”
Ao nascer, nos primordios da civilização, sabíamos zero, até porque inexistia ancertrais para transmitir geneticamente os conhecimentos acumulados. As bactérias, desconhecem sociologia ou filosofia, nem de direitos homofóbicos.
Isso vem com o passar de tempos seculares, e também se distribuem desigualmente entre as diversas camadas sociais. O povo de baixo desconhece o que seu irmão de cima e melhores estão fazendo. A própria diversidade de línguas faladas e escritas se constituem num grande fator de retardo. Nesse campo de análise, vale as deduções de Darwin, na seleção das espécies, só os que melhor se adaptam e absorvem os conhecimentos vão puxar as culturas, formando a tonalidade das novas civilizações.
Esse processo é muito lento na nossa noção de tempo e, muito mais ainda na expectativa do Criador. Estimem em quantos anos, depois de ter ficado em pé, os Homo Sapiens, vão falar uma única língua para se comunicarem no tempo e no espaço.
Museus, Operas, Ciências, Espaço, Biotecnologia, Artes fazem parte do coletivo da cultura. Contudo tem tonalidades e conjuntos diferentes nos diversos estratos sociais. Esses valores nas castas inferiores, são totalmente diferentes para os europeus, e mais ainda nas Terras coloradas do México, embora as redes de televisão estejam revolucionando esses comportamentos sociais.
É assim que caminha a cultura, só um milagre divino poderia acelerar o processo ou uma colisão de astros com a terra, mudaria ou destruiria essa rota cultural.
Rio de Janeiro, 04 de julho de 2011
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