segunda-feira, 4 de julho de 2011

O FAMIGERADO PLANO “B”

Plinio Sales

É básico hoje em dia, os casos complexos que exige a técnica do planejamento estratégico, acoplar-se ao plano principal (meta) um outro plano substitutivo, apelidade de plano B.

Todo autodidata pergunta logo, tens um Plano B? Como se fosse a camisinha do processo.

Sou contra o Plano B, como sou contra a teoria do Stephen Walking de que o Universo começou no Big Bang. Deus é muito inteligente para riscar um fósforo e provocar um Big Bang para fazer nascer o Universo. Desculpe-me Stephen, inventa outra!

Ter um Plano B é uma forma de aceitar erros, cumplicidade aberta com o Murphy, é procurar desculpas por falhas ou incompetências. É pouco defeso admitir erros em um planejamento corretamente bem feito. Para isso existe pesquisas, testes, modelos virtuais, maquetes e, por último, orações e macumbeiros.

A existência de um Plano B afrouxa os controles. Só se justifica se houver muitas variáveis incontroláveis, como ter metas de inflação ou centro da meta, para a qual o Banco Central mira seus controles e a Mirian Leitão e Flavia Tavares, justificam seus salários.

Para contornar o preparo dos famosos Planos Bs se recorre as margens de variações, dosadas de 5% de aproximação, criando campos de acontecimentos, tipo -5% a 5%, como aceitável como performance.

Ter plano B já dizia Miguel S. Taylor, é introduzir no subconsciente que irá errar. É uma questão estudada na neurolinguística. Já pensou vou casar com a Marcella, mas a Laura será meu plano B! O padre irá recusar essa proposta e a classificará de heresia. Mas, como a sociedade e o Supremo Tribunal Federal tem aceito e proposto novas formas heterodoxas de comportamento contrariando o Tim Maia, ao proclamar que vale tudo, menos homem com homem e mulher com mulher. Agora vale por lei. Isto já é um plano Z de zebra.

Em resumo o plano é o aprovado e devemos atingi-lo a todo custo. Se vencermos teremos prêmios. Se errarmos joguem-nos às baratas.

Esqueçam o famigerado Plano B de burro.


Rio de Janeiro, 29 de junho de 2011

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