segunda-feira, 4 de julho de 2011

IDÉIAS REVOLUCIONÁRIAS, SEM REVOLUÇÃO

Plinio Sales

Tenho me posicionado diante de várias questões econômicas e sociais de formas consideradas revolucionárias pelo “stablissement”.

Começamos pela relação cambial que se tenta organizar via taxa de juros e imposto sobre operações financeiras. É pura falacia, apenas atua na formação do preço da oferta, sem fazer cócegas, porque a força é externa, foge ao nosso controle.

A solução é fazer o clássico, ditado por Keynes, Eugênio Gudin, Otavio Gouveia Bulhões, Mario Henrique Simonsen e outros do livre mercado. O Clássico é criar um mercado livre, onde se movimentem as ofertas e demandas das moedas externas. Isolar esse mercado do mercado de transações normais, cobrindo as importações e exportações de bens e serviços. Evitar que o mercado de moedas e de especulação contamine o de transações.

Continuando vou para os presos, adotando a filosofia do cangaceiro famoso, conhecido como Lampião. Ao cercar uma cadeia clamou: “Sr. Delegado sorte os presos, porque o mundo já é uma prisão”. Por esse caminho, proponho que se liberte todos os presos, liberando as prisões para escola. Quem deve cuidar dos presos é a família deles. Se o estado gasta 9.675,00 reais por preso, pode perfeitamente pagar as famílias 10 salários mínimos para cuidar e monitorar os seus condenados e, se cuidar mal, cancela-se o benefício. Esse efeito é fulminante, pois ataca o bolso do paciente. Em contra-partida o estado faz uma tremenda economia em benefício da sociedade. Os casos extremos coloque-os em ilhas isoladas, cercadas de tubarões.

Vamos ao uso da energia. Como arquiteto de Deus, fico indignado ao ver a matriz energética do Brasil, que é uma das melhores do mundo.

Contudo predomina a energia fóssil poluente do petróleo. Se Deus colocou o óleo negro no fundo da terra é porque tinha alguma razão: proteger o meio ambiente. E, ao mesmo tempo, nos deus livre acesso ao Sol, ao Mar, e ao Vento e as Geleiras, querendo dizer que essas são as fontes energéticas limpas. Por quê insistir no pré-sal e outras danosas ao meio ambiente.

Defendo a distribuição do patrimônio brasileiro a quem lhe tem direito: ao povo brasileiro. Criar o Fundo do Patrimônio Brasileiro (FPB), incorporando nele todo o patrimônio do território brasileiro, mais as riquezas aéreas e as marítimas, as quais podem isentamente valer milhões de trilhões de dólares. Divida-se por 180 milhões de brasileiros e chegaremos a riqueza de cada um. Pelos meus cálculos estimo que cada um terá direito a cota no valor de 10 milhões de dólares. Essas cotas poderiam ser negociadas numa grande Bolsa de Valores, fornecendo liquidez ao povo brasileiro. Cada indivíduo com esse valor poderá ter sua casa própria, seu carro, seu negócio e outros bens, sustentando um processo educacional, sem deixar de receber dividendos de suas aplicações. Acaba a miséria, a pobreza e o desemprego.

Descarto a tese do Stephen de que o Universo surgiu no Big Bang, como uma bonita falácia. O Universo, além de ser 7 bilhões de universos, nunca nasceu, sempre existiu e está em expansão.

Participo da teoria do Lavoisier ao disciplinar que nada se cria, tudo se transforma. Com este princípio, declaro que a morte é um ponto de transição da matéria se transformando em pura energia.

No fórum da vida, sublinho outras teses importantes, contrariando o “status quo” existente.

Concordo com o Caetano Veloso, quando diz que “de perto ninguém é normal.”


Rio de Janeiro, 29 de junho de 2011

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