terça-feira, 5 de julho de 2011

O ALTRUISMO SEM CULPA

Plinio Sales

Advogo a tese de que aquilo que está esquecido no armário, no guarda-roupa, no estoque, no arquivo morto ou na memória está sem uso, inservível e portanto é resíduo reciclável.

Na outra face, nós encontramos centenas de milhares de pessoas, carentes de tudo: do alimento, do vestuário, do tratamento dentário, da falta de brinquedos, de livros e outras quinquilharias que nós esquecemos nos arquivos, ocupando espaço.

Podemos decidir ser altruistas, sem culpa, sem custo e afinados na onda do bem. Sem pensar egoisticamente em crédito na chegada ao céu. Podemos fazer só pela contabilidade na terra.

Esse tipo de ação ou doação obedece também a Lei de Newton “a toda boa ação, resulta numa reação contrária em razão direta da boa vontade e na razão inversa do egoísmo”.

Se eu faço a minha parte, você a sua, o Lula a dele, o Bill Gates a dele, com outros copiando só por copiar, então teremos um Tsunami de altruismos sem culpa.

Vale a pena, lógico que vale a pena se a alma é grande! Um pouco de Fernando Pessoa, quando também poderia ser a frase bíblica do Naval: “O graças a Deus é desculpa de malandro!”

Jamais pergunte o que Deus pode fazer por mim. Pergunte o que posso fazer em nome de Deus!

Seja altruista, sem culpa: libere o seu brechó!


Rio de Janeiro, 05 de julho de 2011

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