segunda-feira, 18 de abril de 2011

A FUNDAÇÃO DA BALA

Artigo "Fundação da Bala" foi publicado, hoje, dia 9 de junho de 2011 no sitecarlosguto@hotmail.com, na página http://www.torres-rs.tv/site/pags/nac_int2.php?id=1758.

Plinio Sales

Através dos tempos recentes estamos na maior guerra quente atomizada provocada por balas de todos os tipos em todos os lugares.

No Congo, na África do Sul, nos EUA e outros paises mais nobres e menos nobres.

Porquê matam, para quê e como matam, se o dedo de Deus não está no gatilho.

Pra quê e por quê, fogem do meu senso. Mas o como matam posso tentar: são as armas e as balas ou os projetis atirados pelos canos ou tubos das armas ou são jogadas sobre as vítimas.

Ninguém tem autorização divina para matar, nem dar à luz, a não ser por outorga da natureza.

Desse modo, há que identificar o autor das mortes na sua origem. Aí estará o criminoso, perguntem ao Sherlock Holmes. Esta é a “Femme” do Mistério.

Os criminosos legalmente autorizados são:

1 – Fabricas de Armas de todo mundo, e

2 – As balas e outros tipos de projetis.

Excluo o autor direto, o que puxa o gatilho, porque êle é o menos culpado. É o simples agente do diabo das armas.

Para combater esse mal gigantesco vamos criar a Fundação da Bala.

Antes pensei em chamá-la de “Fundação Sergio Bandeira de Mello”, em homenagem ao brilhante diplomata brasileiro, morto no Iraque à serviço da ONU. Quem se lembra dêle ? Cortaram uma das mais brilhantes carreiras promissoras do Brasil: seria o Presidente da ONU em 2020. E os culpados novamente foram os fabricantes de armas.

A Fundação da Bala seria estruturada com advogados do mundo inteiro, guerreiros como o lendário Ralf Nader, e uma boa equipe de peritos, como o da Renata Castro, além dos demais departamentos de uma boa administração coorporativa.

Os fundos seriam oriundos de recursos da ONU, com aporte inicial de US$ 200,0 milhões, acrescido da contribuição de 3% do faturamento de todos os fabricantes e comerciantes de armas do mundo inteiro, fiscalizados por agentes do WWF.

O objetivo seria identificar a origem da bala ou similar que feriu ou matou alguém. Esse seria o trabalho dos peritos: identificar o produtor, subsidiária do diabo.

A partir daí, construir o processo de criminalização contra o fabricante, com a melhor argumentação de defesa dos direitos humanos, previstos em todas as leis, desde a ONU até as constituições do países e todos os códigos dos direitos civis, desde Roma, passando pelos Livros Sagrados.

A primeira vitória será ardua, mas se fôr decidida pela Suprema Corte Americada ou pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, com parecer favorável do Ministro Marco Aurélio de Mello, a história vai mudar.

Às polícias é que só usem armas não letais e procedimentos parapsicológicos.

Aos militares às favas: abaixo as Guerras.

Com sucessivas indenizações poderosas de milhões de dólares, multas por armas e balas serão zeradas em no máximo 10 anos.

Esse chamaremos de milagre da Fundação da Bala ou “In Memoriam” da fundação Sergio Bandeira de Mello.


Rio de Janeiro, 18 de abril de 2011.

A LUA É O OLHO!

Plinio Sales

Falei longamente com o Jan, nosso novo pintor (é bom) de infância. Abordamos vários assuntos. O Jan tem a pretensão de mudar o curso da humanidade para melhor. O problema é saber quê melhor, quer conquistar a consciência universal da sociedade. É difícil ser puro filósofo, no sentido de “só pensar” e indagar porquê. Não é comum pensar reto e direto, sem esconder os pensamentos.

Disse-lhe que se alguém descobriu a água, com certeza esse alguém não foi o peixe. Por essa razão, se você está dentro e faz parte do processo, você não enxerga os movimentos sociais se você é parte. Você está perdido no processo, conforme diria KAFKA.

Falamos de diversos temas filosóficos e como modificar o modo de agir das pessoas e por fim da sociedade. Chegamos a conclusão que estamos sonhando, mas que vale a pena sonhar.

Mas se trata de sonho, é melhor ser poeta, fazer poesia com a natureza, pois essa é uma boa forma de arte.

No alto, nesta linda noite de abril no Rio de Janeiro, mais propriamente no Vidigal, ficamos tímidos diante do olho cheio e gordo da Lua cheia. Parece que o imenso céu, ligou a luz e projetou sobre nós pela bola da lua. O Jan inspira-se para fazer poesia para nova e apaixonante namorada.

Eu vejo com olhares científicos: penso nas marés, vivendo as lambidas do mar sôbre os seios da amada do Vinícius na praia do Sheraton.

Em ambos o fim justifica os meios, é sem dúvida a prática das artes do amor.

Defende-se as “artes da guerra”, mas porque não tentarmos as artes do amor, inspirando-nos nas mensagens da Lua Cheia deste abril.

Jan em suas pinturas pode por uma bela lua, projetando-a pelas janelas, telhados e ruas, banhando os seus personagens sensuais e fugazes.

Podemos ser o Binóculo do olho do céu enluarado!

Jan, vá ser “gauche” na vida.

Rio de Janeiro, 18 de abril de 2011.

A NOVA ÁRVORE DA ENERGIA

Plinio Sales

No trajeto do desenvolvimento de novas tecnologias ou do melhor aproveitamento das existentes surgem inovações desse setor, cabe inovar para renovar, ou fazer “up grade” de tecnologias. Possivelmente podemos juntar uma ou mais tecnologias existentes e formular um invento útil. Esse é o caso da Árvore Artificial, desenhada pelos tecnicos do BrainBank.

Essa Árvore, dotada de 5 funções pretende ser superior à sua co-irmã: a árvore natural, insubstituível na sua função.

A Árvore Artificial se apresentará como integradora de tecnologias.

· procedimento de fotossíntese, resgatando CO2 da atmosfera,

· captação de energia solar,

· geração de energia eólica, com nanotecnologia

· captação de água do ar, tecnologia Watermaker, com o uso de ultra violeta (UV)

· Despreendimento de oxigênio,

Essas técnologias reunidas num único equipamento, se denomina de Árvore Ariticial BrainBank. A sua arquitetura poderá apresentar-se em diversas formas:

· Torre

· Fachada de Edifícios

· Embarcação

· Container

· Terraço de Edifícios

· Enerdutos

· Outras

Não substitui a Árvore Natural, mas por ser mais dinâmica, podem ser instaladas em qualquer lugar, sem a necessidade de áreas especiais.

Por exemplo, com a função de captar água do ar, pode ser instalada com sucesso nas plataformas de exploração em alto mar, produzindo sustancial economia na logística do transporte de água do continente até a plataforma.

Nesse mesmo lugar, pode exercer as demais funções, pois se relaciona com o Sol.

Por sua vida mecânica, rapidamente se habilita a ser instalada em fileira, em ruas de uma cidade.

O complexo da Árvore, preocupa-se em gerar energia para fins menores, dentro da idéia de que “small is beautiful”.

A nova Árvore da Energia se revelará o invento do século 21.


Rio de Janeiro, 18 de abril de 2011.

A RECEPÇÃO CANORA

Plinio Sales

Precisam prestar atenção aos detalhes maravilhosos da vida, principalemtne porque Deus está nos pequenos detalhes. Aprendi ao pesquisar tecnologias para construir hidrelétricas que o “Small is beautiful” – o pequeno é maravilhoso. E procuro observar com cuidado esse ensinamento.

É certo que não se deve pensar pequeno. Os americanos estão sempre pregando: “Think Big”.

É o lema da IBM, uma grande casa de criadores com brilhantes novas idéias. Como o Brainbank a IBM, MIT paga para pensar. Eles não tem compromisso com nada, apenas pensar. Não importa o quando absurdo seja. O penso, logo existo, promove a base filosófica do progresso social. Só é preciso haver um controle de qualidade nessa produção dos doutores fantastico, porque tudo que você é capaz de pensar e capaz. Vale tanto pro bem, como pro mal.

Já temos o combustível para mover carro, a partir da eletrólise da água. Já temos carros anfíbios e carros aéreos. Já temos telefonia sem fio, via transmissão eletrônica de pensamentos. As formas de se alimentar, ainda é a mesma: pela boca, mas vai mudar. Não há limites para o “Penso, Logo existo”, nem para “tudo que se pensa, pode-se fazer.”

Com base nisso podemos afirmar que tudo que está funcionando, tambem esta obsoleto: já foi inventada a lâmpada fria que não acaba, dura a vida inteira. E é da GE. Vi com o Viegas o cigarro eletrônico: Acende, joga fumaça suave e não produz cinzas e não fede. A fábrica e órgãos humanos já existe: troque a sua bunda velha por uma nova tipo super-homem ou da Juliana Paes.

É a revolução dos bichos. Ok!

Que saudades do meu cachoeiro, onde se andava descalço, beirando o Rio, banhando-me do Sol da nossa Galáxia.

Chego ao lugar de escritor no Hotel Sheraton do Vidigal, sou recebido pelo cantar de inúmeros pássaros.

Parece que estou chegando no Céu.

É uma recepção Canora!

Rio de Janeiro, 13 de abril de 2011.

AS DOENÇAS MARAVILHOSAS

Plinio Sales

Defendo a tese de que não existem problemas, existem soluções ocultas que precisamos encontrar. É um pouco do provérbio chinês: “se tem solução o problema está resolvido; se não tem, também está!”.

Citemos as doenças do cancer. São bastante diversificadas no seus efeitos: dos seios, do pancreas, do figado, do sangue e tantos outros. Embora aja ramificações diversas, estamos (os cientistas) propondo que existe uma causa comum que é um distúrbio genético. Têm feito experiências para mudar o código genético da célula e anular a má formação do soft do DNA. Com isso, evita-se a formação do efeito degenerativo das células, eliminando o cancer. São tratamentos nada invasivo, sem corte ou furo. No caso da prostata (meu caso), esta em observação em laboratório a aplicação de uma pílula de 12 em 12 horas e, em três meses, normaliza o PSA e adeus cancer. Entrei no programa: sou cobaia da próstata.

O mundo das descobertas é muito grande totalmente incapaz de imaginar a nossa vâ filosofia. Há uns 20 anos atrás, o Jabour preconizava que acabariam as tranfusões de sangue. Estava surgindo o sangue artificial! De melhor qualidade, sem impurezas e aplicável a toda hora. Se reduzirá apenas em uma questão logística para trazer os pacientes de qualquer lugar.

No campo dos embriões a Dra. Katz é a sub-arquiteta de Deus, manipulando as séries experiências, já tendo controles de tecnologias que podem replicar seres de qualquer espécie: decifraram a senha dos códigos genéticos.

É assombroso imaginar o mundo, sem doenças. As doenças serão os agentes maravilhas para promover a cura.

Rio de Janeira, 18 de abril de 2011.

BIG BROTHER DO AVATAR POLÍTICO

Plinio Sales

O teatro político de Brasilia se apresenta com atores vindos do Brasil inteiro, cada um com a sua representação política. Se cada um se apresentasse com a sua cara verdadeira, aquela que vê no espelho de manhã, na intimidade olho-no-espelho, então tudo seria diferente.

Os políticos usam a tática de que as palavras são feitas para esconder os pensamentos.

Junte-se aos políticos de diferentes matizes, retire deles as mascaras políticas, fiquem lisos e carecas, ponha-os juntos a conversas: boa coisa não vai sair.

Na campanha para sua eleição, ele monta uma plataforma desvinculada do partido. Promete tudo e mais alguma coisa. Se eleito, vira outro animal político. Rosto escaneado, cabelo escovado e a maior dentadura do mundo. É o político de plantão. Tem acesso legal a um volume de recursos financeiros excessivamente indefensável. Vem das economias do povo. E eles os políticos nem estão ai.

Um bom exercícios show televisivo seria clonar certa quantidade de político e criar o avatar de cada um. O avatar é o personagem virtual do cidadão que só vive dentro da televisão. O avatar do Sarney caracterizado teria acentuado o bigode. Outro político o que acentuasse a sua fisionomia. O Chico Caruso sabe fazer isso muito bem.

Seleciona-se uma dezena de avatares políticos e os confinamos num circo de Big Brother, sob comando do Boninho, e vamos ver no que dá. Te garanto que, depois de todas as provas até a final eliminação vai sobrar o Senhor, ex-Presidente da República, José Sarney.

Não tem concorrente. É o primeiro e único. E o Maranhão, como vai? Deixa pra lá, não é hora de cobrar nada de político.

Nunca param, alegando falta de recursos. Nesse caso ele é um perfeito avatar.

Rio de Janeiro, 14 de abril de 2011.

ENGANAR AS CONTAS

Plinio Sales

Sempre acontece isso. A soma das despesas é maior do que a receita. Por mais que estico não dá. Ainda falta incluir tanta coisa: o dentista, alguma roupa, o IPVA atrazado, o cabelo nem se fala e a viagem das meninas vai, como sempre, ficar pra depois. Elas já me chama, a boca pequena, o “Sr. Tomorrow”.

Tento com a aritimética dos algarismos arábicos, confiro com os romanos, tiro a prova dos nove, resta nada. As vezes me pego a perguntar: porque enfrentar tal problema, pois o tempo perdido poderia ser investido na procura da felicidade.

Gasta-se muito tempo e talento em organizar bobagens, coisas fúteis e sem utilidades.

Não há lógica em manter arquivos de coisas inservíveis ao uso ou ao uso das coisas. As coisas tem vida, origem e interesses. As coisas são obras de alguém que, ao fazê-las, empregou tempo e talento. Houve transferência de personalidades. Veja o que acontece com animais de estimação, eles se tornam a cara, os hábitos e o jeitão dos donos.

Ao economizar tempo no que devemos passar por cima, podemos separar tempo para fazer coisas que gerem receitas, como fazer bolos e doces para vender na vizinhança ou usar outra habilidade inata.

Com isso deixa também de gastar, por falta de tempo. Aumenta a receita e reduz a despesa, alterando sua relação custo/benefício para melhor.

Enganar contas é o mesmo que enganar-se a si mesmo. Vai pra debaixo do tapete, mas de repente volta pra cima da gente.

Contas não se engana, reduz-se ou elimina-se as despesas que lhe deram origem.

Bilac Vatcinava que o “dever acima de tudo”, mas o dever dele era patriótico, o nosso dever as Casar Bahia é rasteiro e mortal.

O nosso dever de casa é controlar as contas. Deixando-as abaixo da linha das receitas.

Rio de Janeiro, 15 de abril de 2011.

FINAIS SEM FIM

Plinio Sales

Entramos num final, sem fim. Revisamos toada a trajetória desde o momento da criação, passando por várias etapas de várias temperaturas e tonalidades, as quais vão nos moldando e nos transformando neste ser inseguro, difícil de firmar uma posição clara diante das grandes questões. Fica desorientado, apaga a luz, quando deveria acender.

Nada tem fim, como também falta o começo. O bebê não começa ao nascer, antes foi a união do espermatozoide (entre bilhões) e um óvulo. Puro acidente que, por um sopro, poderia ser o outro. Onde está o princípio e o fim.

O Stephen propaga que o Universo começou com um grande “Big Bang”, como se isso fosse um postulado, uma lei canônica ou um decreto divino. Se o Stephen não sabe a cor dos seus olhos, nem quantos cabelos tem na cabeça, como achar que o universo começou com o “Big Bang”. Faz-me lembrar aquela questão que constou nos exames da OAB-Rio onde se indaga:

· O boi come capim e o cabrito também, certo ?

· O boi faz cocô grande e o cabrito em bolinhas. Porquê isso ?

· Ora ! Se você não entende de merda, porque razão quer ser advogado !

Se não sabe o menor, fuja de maiores considerações.

Começa que não é o universo: são 7 bilhões de universos, cada um com 7 bilhões de galáxias, cada galáxia com 7 bilhões de estrelas, cada universo com mais de 7 bilhões de astros: entre planetas, satélites, cometas, meteoritos e outros invisíveis a olho com binóculo. Nesta imensa vastidão do complexo divino, vem o Stephen falar de Big Bang. Está completamente fora de órbita, adernando no espaço. O quê não faz um uisque batizado.

Se não tem fim, nem princípio é simplemente eterno.

É a eternidade do côrno !

Rio de Janeiro, 15 de abril de 2011.

O NADA INSPIRA O NADA

Plinio Sales

Como todo escritor que se preza, tem momentos que dá o branco do Alzheymer e não se consegue partir num assunto. São pensamentos que vem, idéias que chegam e, ao mesmo tempo, partem, como a canção do Milton Nascimento na estação de Minas, vendo o povo partir nos trens e outros tantos a chegar. Com eles permeiam as esperanças, as alegrias e as apreensões que fazem as calçadas da vida.

No campo do cérebro, o mesmo fenômeno acontece. De repente pega-se uma idéia fugaz pelo rabo espermatozoico. Examina-se e descarta, pois não é ideal para começar.

A propósito o que é ideal para começar.

O papel e a canetinha a Bianca me deu. Só falta uma idéia. Lembro de ter visto nos jornais da véspera um rosário de crimes de toda espécie, fruto da trinca: drogas, armas e pobreza. Começo a imaginar como é que a Dilma vai acabar com a miséria. É o mesmo que jogar fora a criança com a água da bacia. Acaba a miséria, matando os “miserables” do Victor Hugo.

Miserável é uma casta. Como na Índia. Está lá, não pode desaparecer e talvez não queira. Se fosse fácil, Deus já tinha acabado. Você pode diminuir a miséria relativa: passar de 7% para 2,5%. E aí cessa o Fundo Pétreo. Será que não há felicidade no estado da lógica que existe o miserável feliz, dizia Nelson Rodrigues. Só não é feliz quem não ri, como a história do côrno. Essa nossa pretensão de colocar iso na miséria e, de certa forma, ma espécie de racismo.

Ser ou não ser miserável, eis uma bela questão !

Para vencer a tentação da misérie é preciso ceder ao estado da miséria. Todo miserável é uma resultante do processo, é uma dívida da sociedade da qual faz parte.

O miserável não chega a ser um nada, mas inspira certas políticas.

Sugiro criar o kit-miséria, composto de: escova de dente, creme dental, pão, um copo de mocotó e uma revista de receita de doces.

Esses kits, patrocinados pelo sindicato das padarias, bares e restaurantes, poderia ser distribuidos ecumênicamente pelas igrejas, com apoio do Bispo-Senador-Crivella.

O nada inspira o nada, e como dizia Fernando Pessoa: “Há muita metafísica em não se fazer nada.”

Esta na hora de saltar na estação metrô Vidigal.

Rio de Janeiro, 8 de abril de 2011.

ORDEM DE PARAR: PARE!

Plinio Sales

Apesar do Newton é impossível ficar em repouso o tempo todo. Basta um leve sopro da vida para girar o mundo, como o bater das asas da borboleta no Brasil provocando o Tsunami no Japão.

Terminei a primeira série de artigos para fechar o livro. A minha parte está feita. Foram muitas horas de esforço mental para gerar idéias e transforma-los em palavras organizadas entre si.

Pertgunto-me: quero parar de escrever? Sigo pra outro livro? Parar é impossível e é uma questão de instinto: o escritor escreve sobre tudo. Ver a nuvem e la ele viajando em cima dela para regar o deserto, fazendo transbordar os rios, de uma simples nuvem sai a tempestade catastrófica de Teresópolis. O escritor não fez a nuvem, nem a catástrofe, apenas descreveu. Podia ser o raio de Sol, penetrando na flor do abacate e formando o seu verde. Nesse caso não vê o processo da fotossíntese, mas imagina.

O escritor escreve, sem compromisso com a verdade real, mas acredita na verdade dele. Cada um tem a sua verdade. Pra mim o mar é a fonte primária da vida. Pro Caimmy é uma fonte de inspiração: “Oh mar, que empurra a jangada, traga de volta o meu amor! Oh mar! Salgado das minhas lágrimas que correm pro mar!”

Verdades e Verdades!

O escritor descança a pena, mas não para de pensar. Logo surge outra visão: “A do elefante ao caminho do cemitério.” Solta a imaginação e constroe uma lista de perguntas:

1. O elefante conhece o caminho?

2. Porque tem este destino?

3. Quem colocou esse “chip” nele?

4. Como sabe que está na hora de morrer?

5. O que pensa no caminho?

6. O que fazer com o seu dono?

E assim vai construindo mais um capitulo da história, por causa de uma simples procissão de um elefante.

Como podemos obedecer a uma ordem de parar. Só a Wanderlea pode pedir ao Luiz para parar o casamento.

Rio de Janeiro, 14 de abril de 2011.

SABER ESPERAR VALE TUDO

Plinio Sales
O viver a vida é um constante saber esperar, é administrar a angustia e prevenir o “stress”.
A única vez que você conscientemente não espera é nascer. Quem espera são os outros. Você é apenas um mero coadjuvante.
A partir dos 10 anos, começa o caminho do “saber esperar”.
Saber esperar a chegada do Papai Noel. Saber esperar as notas escolares. Saber esperar a hora do encontro com a primeira namorada.
Noutro estágio “saber esperar” a convocação para os serviços militares e depois a baixa para iniciar nova vida civil, ingressando na massa de trabalhadores.
Nesse processo acontece o casamento e em seguida “saber esperar” o primeiro filho, com seguidas idas ao médico, acompanhando o pré-natal.
Saber esperar o primeiro boletim escolar do filho e acompanhar esse andamento pelos anos seguidos.
Saber esperar nas portas das baladas, sem nenhum sentido, porque o grande segurança é Deus.
E com as expectativas dos trabalhos em processo, diante de obstáculos burocráticos sempre surpreendendo-nos a todo instante: falta sempre o papel de última hora, fazendo atrasar as decisões e,  você, que está dentro se controla, mas os parceiros externos se impacientam, cobram sem razão e não sabe esperar.
O “saber esperar” pode ficar mais leve e, nada inconveniente, se você joga ele pro colo de Deus. E aí esqueça, faça apenas o seu trabalho para montar o quadro, o resto é suave e tranquilo com paciência e esperança.
Vale a pena “saber esperar”, pois aumenta o seu tempo de vida, sem sobressaltos.
Saber esperar vale tudo.
Rio de Janeiro, 11 de abril de 2011.

SER IGNORANTE TECNICO

Plinio Sales

Falta de habilidades para consertar coisas, botar aparelhos para funcionar novamente. As vezes só precisa apertar um botão, ou apertar um parafuso meio solto, e de que adianta se não sabemos qual ou onde fica apesar de ter estudado milhares de livros, participado de centenas de seminários, escrevido alguns livros e muitas páginas de histórias, não fiz o curso de consertador de coisas defeituosas. Deu um croc na tv, ou um resh no interruptor da luz, ou entortou o aplique na tomada, vai continuar “onoff” o resto do tempo. Não sei nada disso. Vale perguntar, porque tanto estudo, tantas horas mal durmidas, tantos desencontros e vários apagões prejudicando os estudos, se não sei serrar uma tábua, nem apertar um isolado parafuso. Estudar pra ser doutor é pouco, mas na NASA se não soubermos apertar parafusos a nave não vai ao espaço.

Chego a conclusão que no currículo no curso para formar doutores precisa-se integrar as artes manuais elementares.

Esse negócio ignorante tecnico, coloca a gente na maior saia justa, veja algumas dificuldades:

· Abrir determinadas roscas de garrafas: quebra-me os dedos.

· Rasgar certos saquinhos de tira-gosto: nunca quebra no picotado.

· Para algumas coisas: chame-o mecânico.

Nessa do nunca quebra no picotado, lembro-me de uma genial do engenheiro portugues.

Já que vocês ficaram curiosos la vai:

Estavam reunidos vários engenheiros de vários paises para descobrir porque as asas de um avião supersônico quebrava no mesmo lugar, quando ultrapassava a barreira do som.

Era um mistério tecnico e até aquele momento indecifrável. Milhares testes foram feitos e nada, a asa partia no mesmo lugar.

Foram informado que um engenheiro português, chamado Viegas, revelara ter a solução e queria Hum milhão de dólares para resolver. Já decepcionados e derrotados, concordaram em chamar o Viegas.

Depois de muitas conferências, o Viegas aconselhou a picotar a asa com furos sucessivos no lugar onde quebrava.

Os engenheiros ficaram muito surpresos e descrente da fórmula, mais mandaram fazer e pusaram o avião à prova.

Levanta vôo, ultrapassa a barreira do som e vai a match dois, tres e nada. Não quebra nada! Novo teste, a mesma coisa. Maravilha tudo resolvido.

Depois se reunem e perguntam ao Viegas: ó Viegas em que teoria científica você se baseou para nos dar essa solução?

-- O Viegas solenemente respondeu:

· Na teoria do papel higiênico.

Como assim, replicaram. O Viegas então diz:

· O papel higiênico nunca qubra no picotado! Ora,pois...pois!

Embora a história seja um “joke”, demonstra que se não soubermos aplicar a inteligencia simples, nos resta confessar a nossa ignorância tecnica.

Aqui no Vidigal temos muitos especialistas que nos salvam da nossa ignorancia tecnica. É um celeiro de mão de obra tecnica, desde bombeiro, faxinas, mecanicos, tecnico de TV, pedreiro, marceneiro, jardineiro e todas as outras, ensinadas pelo Senai, Sesc, Fatec, Cufa, e outros orgãos de ensino técnico profissional.

E os preços são chineses com correção brasileira do mantega.

Rio de Janeiro, 12 de abril de 2011.

sábado, 16 de abril de 2011

AMIZADES DE BAR

Plinio Sales

Não existe lugar ideal para se fazer amizades, como ensinava o grande filósofo Martinho da Villa, antes de tomar o primeiro chope.

Penso, se penso logo existo! Que devemos ponderar a força dos enconstros nos bares em todo o Brasil, até em Brasília já tem. Encontramos centenas, milhares de bares que usamos como extensão da nossa casa pra desespero das nossas mulheres e filhos, a não ser quando nos acompanham, tornando a conversa mais ortodoxa: madame pra cá, madame prá, ora que droga de madame nada – Mande um foda – se pelo menos.

Agora, retorno ao bar do Carlinhos e da sua simpática mãe portuguesa. Lá reunimos um grupo de primeira, de todos os times e partidos, várias profissões para falar de tudo, também de nada e algumas fofocas, sem qualquer maldade.

Entra moda, artezanato, futebol naturalmente, e agora chega a Marcella que trabalha com recrutamento de mão-de-obra, diante da Laura do setor de óleo e gás que procura emprego na Petrobrás. É um bom encontro entre a Marcela e a Laura, se não der emprego dará um bom samba, inspirado no Tom Jobim.

Do alto da simpatia do Carlinhos e da sua mãe, a roda toca a conversa, sempre acrescida de tira gosto ofertados pela vizinhança: até bacalhau do bom e camarão aparecem na jogada. É uma turma social e sociabilizada, longe do pedantismo dos paulistas de Higienópolis.

Aqui é bem melhor é o Vidigal dos Dois Irmãos, onde mora toda mão-de-obra da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Em bares conto inúmeras amizades do primeiro time. Parece casamento duram a vida inteira. É melhor que clubes fechados, esnobes, elitizados, nos colarinhos brancos escondidos, sem o remelexo do grupo do Aleluia, meu colega do Bar do Mero.

Existe revistas que classificam os melhores bares da cidade, mas não falam dos bares das comunidades de todos os lugares do Brasil.

Vale acrescentar quantas amizade, quantos casamentos e também quantas traições, registrando nas notícias do Jornal do Bar.

Olá, como vai meu amigo de bar, abraços Carlinhos.

Rio de Janeiro, 13 de abril de 2011.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DEUS NOS PEQUENOS DETALHES

Plinio Sales

Estão discutindo intensamente nos meios científicos a tecnologia nano. A tecnologia do super micro pequeno, denominado de nano, é a espessura de um fio 36 vezes mais fino que um fio de cabelo.

O tema é tão importante que trata de produzir energia a baixo custo. Por exemplo: Através de nano-folhas de árvores, você filtra o vento e os raios solares, podendo produzir energia eólica e solar.

Classificaríamos de milagre. Nada disso é simplesmesmente a obra de Deus. Essa mesma tecnologia está no olho da abelha, na do besouro, na do olho da mosca, os quais olham em 360 graus. No caso das folhas, é aplicar a tecnologia do olho da abelha e transformar as folhas em olhos para filtrar os raios solares e a pressão dos ventos.

São os pequenos detalhes, onde Deus se encontra.

Ao estudar o cérebro, o que é impossível no detalhes, se percebe a sua importância para os seres vivos. Uns mais avançado do que outros, na sua estrutura interna. A quantidade de neurônios e as suas ligações nas sinapses, são tão nano que só um supermicroscópio poderia acompanhar os seus movementos. A ligação da sinapse 512 com sua co-irmã 678, produz determinado efeito nanoeletromagnetico que é uma onda de pensamento que poder significar: uma flor! Essa mesma onda casada com o circuito 317 com o 10.103 pode ser um jardin de rosas. Essas harmonizações miríades se ampliadas 100.000 vezes nós veríamos o emaranhado de transito de Shangai, sem nenhum final para controlar o tráfego do trânsito de idéias.

São coisas extraordinárias só explicaveis pela presença de Deus nos pequenos detalhes.

É como ter que descobrir a tecnologia do beija-flor e aplica-la na aviação, permitindo que as aeronaves voem pra frente e pra traz, com a maior velocidade, sem risco de quebrar a fuselagem.

Realmente Ele é a ciência, o milagre é o nosso cérebro.

Rio de Janeiro, 08 de abril de 2011.

A HORA DE ACERTAR CONTAS

Plinio Sales

Certa vez falei com um Escosses sobre a importância e a pressão psicológica do imposto de renda ao nos preparar para apresentar ao governo as nossas contas e receber de volta ou pagar o imposto do ajuste anual.

Ele me disse, que a coisa mais importante e patriótica que faz é pagar seu imposto com muita alegria, pois é um cidadão cumpridor dos seus deveres, em contrapartida o estado cumpre o seu dever com os cidadãos com sua cobertura social e previdencia básica. Ninguém lá, preocupa-se com o futuro. É o estado que já atingiu seu ponto alto de maturidade. É o estado do cidadão, ao contrario de quem defende a tese de que o estado é do PT.

E olha que lá a alquota do imposto máxima é de 90%!

As culturas de cada pais, varia em função da maturidade, principalmente com relação às suas obrigações tributárias. Há o cidadão sonegador: o famoso “senhor caixa 2”. Não esta nem pra i, liga o “foda-se” da sociedade. Mas essa atitude é amenizada pela tese do Getúlio Vargas de que o “dinheiro não vai pro céu.” Ele entra no fluxo do caixa nacional para os cofres públicos indiretamente.

Nesta época ouvimos cidadões, da classe média pra cima, sôbre como fazer sua declaração de renda, de modo certo, sem pagar mais do que deve, para se acertar com fisco, como bom cidadão.

Neste processo, as vezes, comete pequenos enganos até de soma, candidatando-se a ingressar na “malha-fina”, tão tediosa de atender.

Foi anunciado pela Receira que neste exercício de 2011, ninguém mais precisaria se incomodar em fazer a declaração de renda, porque pelos modernos e gigantescos controles do Imposto de Renda, eles teriam sua vida financeira na mão. Só mandaria o recido do a pagar ou creditaria a devolução no seu banco indicado. Isso me parece inconstitucional, pois fere a privacidade do cidadão. Como fazer diferente?

Em certa ocasião, numa exposição na minha saudosa loja mecânica da Mariz e Barros, em sessão ordinária, propuz que todo cidadão deveria declarar o que desejasse pagar voluntáriamente, obrigando-se a um piso de 10% da sua renda, oficial ou não. Te garanto que a arrecadação total seria maior do que essa do tipo obrigatório, sob as penas da lei. Esse sistema voluntário pegaria as transasões invisíveis, estimadas em 40% do PIB nacional.

Nessa proposição fui vaiado, como acreditar na boa fé dos brasileiros. E quem me vaiava era brasileiros de má fé.

Recentemente, mudei de posição, desencantado com a compreensão dos meus pares. Advogo agora, isentar as pessoas jurídicas(todas) de pagar os tributos federais. Essa obrigação de pegar seria somente das pessoas físicas. Que pagariam a alíquota única de 15% no primeiro ano, 10% no segundo ano e assim por diante, à vista da arrecadação contabilizada. Essa arrecadação seria distribuida para as unidades da Federação do seguinte modo.

1. União --------20%

2. Estados------30%

3. Municípios---50%

Os créditos de cada segmento seriam feitos “on-line” no ato do pagamento, em qualquer lugar do Brasil.

Aposto o meu cérebro, meu patrimônio, que o Estado ficaria mais contente, economizando milhões de reais na coordenação, controle e fiscalização de toda a população de contribuintes brasileiros.

Pra completar o “saco de bondades” decretaria que todos os contribuintes em débito com a união de qualquer espécie, bastaria pagar 10% do seu débito para ficar quites, limpo e saneado.

Acabar com a necessidade de CND, pois, por princípio, ninguém estaria em débito. Todos os bons cidadãos, competindo de igual para igual sem ter que provar isso.

Nonguem precisa provar nada: Todos somos cidadãos. O estado é nosso, não é de nenhuma categoria.

É essa minha tese meu amigo Larry e meus concidadãos do Vidigal.

Rio de Janeiro, 08 de abril de 2011.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A PERIFERIA DOS HOTEIS

Plinio Sales

O hotel torna-se a sua casa principalmente se você está viajando a lazer ou à trabalho, não importa. Se você é habituê do hotel, se hospeda sempre no mesmo, no meu caso o Sheraton, passa a conhecer os nomes dos servidores e, alguns casos, os seus familiares e suas vidas fora do serviço.

Em San Diego – no Sheraton – conhecemos o Mario, maitre do restaurante, super educado mexicano, falante pelos cotovelos e, acima de tudo auxiliar para todos os serviços fora da hotelaria. O delegado Raul, do nosso grupo, consultou-o como comprar armas legal, de imediato o Mario prontificou-se a levá-lo a um armeiro, seu conhecido, com bons preços e mercadorias de qualidade. O problema era passar pela polícia do aeroporto. Nessa o Mário estava fora. No mesmo hotel, a solicitude dos funcionários da recepeção, chefiados pela Dolores, nos intimam a voltar.

No Rio, você encontra no Sheraton Vidigal, a assistencia permanete e cordial do Marcelo Moretti, passeando com o seu cachorrinho pela periferia da sua casa de trabalho. Em todos os hoteis tem um Moretti para ajudar, cumprindo suas obrigações com eficiência e cordialidade.

Mas, as periferias dos hotéis são muito diversificadas, dependendo do pais e cultura onde se situam. De qualquer forma há mais uma população comum em todos.

Citemos as personnal do sexo, os traficantes, os vendedores de tudo e os taxis. Também, encontramos, em profusão, bares, restaurantes, boates e casas noturnas.

Os hoteis deveriam ser classificados com nota por sua periferia, por exemplo Hotel 5=5, querendo dizer que tem 5 estrelas com periferia 5.

Se esqueço de comprar alguma coisa e que o hotel não tem, corro pra periferia e lá se encontra a bom preço, o que quizer, não é Diogo, podendo fumar um cigarrinho e ligar para a Karen.

Eu, por exemplo, moro na periferia do hotel, quase na subida do Vidigal. É meu ponto de referência pra quem me visitar ou ao meu escritório na Av. Niemeyer.

A periferia dos Hoteis deveria entrar na conta.

Rio de Janeiro, 11 de abril de 2011.

A GAIA VAI REAGIR

Plinio Sales

Tenho a convicção de que a terra é um ser vivo que pulsa e se move.

Está se espalhando que a Terra é uma coleção de sistemas delicadamente interdependentes. Os oceanos e a atmosfera, a radiação do sol, processos geofísicos, as atividades das formas vivas – tudo isto constitue um sistema de grande complexibilidade em que as mudanças em uma parte podem ter efeitos que nem sempre são fáceis de predizer.

Assim, uma queda de temperatura global pode fazer com que porções significativas dos oceanos sejam adicionadas às calotas de gelo polares.

Isto resultaria em um abaixamento do nível dos oceanos que, por seu turno, diminuiria a pressão sobre o leito marinho, especialmente ao longo das costas dos continentes.

Isto tornaria mais fácil as rochas subterrâneas derretidas extravasarem, de modo que menores temperaturas globais poderiam ser correlacionadas com atividades vulcânicas aumentadas.

Por outro lado, atividade vulcânica aumentada lança mais pó aos céus, se este pó contiver grandes proporções de gases sulfurosos, isso resultará na formação de minusculas gotas (aerosois) de ácido sulfúrico na atmosfera superior. Estas favorecem o espalhamento e a absorção da luz solar, contribuindo assim, para o resfriamento da Terra.

Com a descrição desse fenômeno, a Terra se apresenta como um organismo vivo, só que não se reproduz em condições normais de temperatura e pressão.

O ataque constante de causas que provocam o aquecimento global e o aumento do buraco do Ozônio, a meu ver, está chegando ao seu limite de exaustão. Quando estiver neste ponto a Terra-Gaia vai reagir para se defender. Pode reagir, atirando gazes anti-gases do efeito estufa, tornando nulo os seus efeitos danos. A atmosfera limpa, deixando os raios solares passarem livremente, vão provocar o aquecimento global.

Por isso essa reação da Terra, como organismo vivo, precisa ser harmônico e equilibrado, senão as consequências seriam incontroláveis, com maior evaporação da água do mar, provocando o desequilíbrio das chuvas, enchendo os rios e os mares, induzindo a novas correntes marítimas que inundariam as Terras costeiras, destruindo culturas e cidades. É como o efeito do animal que se sacode para se livrar da água do banho ou dos mosquitos chatos, azucrinando a pele da Terra.

Se a Terra do seu interior reage às agressões externas, o psicopata ecológico vai viver para ver a retomada do processo de recuperação da Terra se defendendo para sobreviver.

Eu acredito que a Gaia vai reagir, semelhantemente como a Lei de Malthus que foi contrariada pelas próprias forças do desenvolvimento tecnológico.

Essas coisas não são instantâneas, aos olhos dos nossos relógios, mas rápidas demais em relação à velocidade da luz: num momento existe, em outro instante desaparece na nano do tempo.

Podes crer, esses movimentos já estão se movendo, abaixo da linha do Vidigal.

Rio de Janeiro, 08 de abril de 2011.