segunda-feira, 4 de abril de 2011

O CUSTO DAS LEIS BRASILEIRAS


Plinio Sales

Falar do custo do parlamentar brasileiro é apenas uma falácia.

Devemos dar um passo à frente como faz o Dr. Raul Velloso. A pergunta correta é: quanto custa a lei brasileira que pega? Ou melhor, aquela lei aprovada e que o cidadão brasileiro, o passivo da questão aceita e admite sofrer seus efeitos.

Tem lei pra tudo, apesar dos filtros até o veto do Presidente, para muita merda. Lei para remover uma montanha que atrapalha a curva de uma estrada.

Tem lei que estimula a apresentação de leis, com bonificações para o bem feitor da lei. Todos esses parlamentares, seja senador, deputado federal, deputado estadual ou vereador, com a retaguarda de centenas de assessores no gabinete, têm a menor produtividade do mundo. Sabe quem paga, o otário do povo e os trabalhadores do PT.

Já propus que se fizessem poucas leis, no máximo uma por mês, ou 12 por ano para cada parlamentar. Cada uma custaria o salário de um mês. Uma lei custaria R$ 50.000,00(cinqüenta mil reais), isto é 100 vezes o salário mínimo, ou 500 vezes se custar o resto do custo do congresso.

O povo sem Congresso ficaria mais feliz! Bem mais! Mas como chegar ao Congresso Zero, talvez não por muito tempo, pelo menos por 5 anos. Que economia que nada, eles dariam o “jeitinho” para manter os ganhos no período de recesso anual.

Oh! Deus, qual a solução. Porque isso tudo começou e tomou essa fatídica direção.

Os humoristas do CQC estão vendendo CDs com gafes e saias curtas dos parlamentares, até o Eduardo Suplicy- Senador do PT já entrou nessa, sobrepondo a cueca sobre a calça comprida. Por menos disso deputados foram cassados no passado por vergonhosa exposição.

Onde estão as leis para garantir realmente o direito de ir e vir do cidadão, sem que a política ou outra autoridade de fachada, não exponha o cidadão a constrangimento, inclusive suplementando o salário por meios constrangedores.

Onde estão as leis que contrariem o Rui Barbosa na sua assertiva que começava assim: “De tanto ver grassar essas vergonhas, recuso ser brasileiro”. Ora já se vão mais de 50 anos e o bonde continua com os mesmos passageiros e parando nas mesmas estações, agora chamada de metrô que custa U$ 150,0 milhões de dólares por Km.

Muda tudo e nós sempre levando na tarraqueta. É por isso que eu sou Flamengo e moro no Vidigal.

Rio de Janeiro, 28 de março de 2011

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