Plinio Sales
Os estudantes são sempre os mais influenciados pela “INA” (Idéias no Ar). Em certo momento, calmaria total: futebol, praia, samba, baladas e as drogas vão andando. De repente um panfleto surge nas mãos de um garoto dIstribuindo pela multidão na praia. Por de trás dele, alguém contratou-o e entregou o panfleto.
Atrás do contratante do garoto tem uma equipe de no mínimo 5 ativista. Esse era o número do Brizola: Brigadas dos Cinco, ficavam contornando o alambrado.
Logicamente que atrás dos cinco existe um partido organizador, que entre várias reuniões de cúpula acionou o sistema autorizando a usar o Fundo Partidário para custear as despesas.
Esse pequeno grupo é que ateia o fogo de um processo revolucionário. Logo, logo temos uma passeata de estudantes clamando por uma causa da qual não sabe nada. São os boinas vermelhas (alguém do grupo vende boinas) ou os camisas pretas (Mussolini).
E assim se derruba o Kadafi, o Lumumba e no futuro o Fidel Castro.
A idéia que está no ar engrossa e vira rapidamente um Tsunami.
E os estudantes são as massas de manobra, porque eles adoram idéias revolucionárias e, depois dos 25 anos, casam e viram burgueses: revolucionários aposentados, ouvintes e telespectadores do Big Brother.
Sigam-me! Selecione suas bandeiras!
Porque as “INA” não pregam escolas para todos. Cristo uni-vos! Exercito da saúde no interior!
Vamos salvar os drogados! E assim por diante!
E tantos outros movimentos, iguais ao da WWF sabem que estes transformaram essa boa idéia numa multinacional, num monopólio aterrorizador, usando atos violentos, sufocando criminalmente a sociedade.
As idéias no ar, tal como a esperteza, pode virar bicho e come o dono, como se diz lá no Vidigal, se não for usada para o bem social.
Rio de Janeiro, 31 de março de 2011.
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