Plinio Sales
Viver a vida com intensidade e algum proposito pro futuro, na expectativa de chegar a algum lugar no alto da montanha, como uma corrida de fundista tem que correr, correr, sem cansar e no fim chegar, nem que seja no último lugar.
Ela, minha neta, ouviu em conversas soltas, no fim de semana, que a PUC (Universidade Católica do Rio) era recomendada pela qualidade do ensino e do grupo social que a frequentava. É que seus melhores alunos se projetavam em suas profissões e eram os mais procurados no mercado de trabalho.
Foi a partir desse sonho que colocou esse painel na sua frente como espelho. Serei PUC, essa é minha neta.
Já a vejo em sua formatura no ano 2014, recebendo seu diploma para orgulho da mãe e choro dos avós. Será a administradora das empresas e patrimônio da família.
Temos duas óticas pra olhar essa trajetória: 1)da PUC para o Stella Maris e olhar pra traz. Você vê os passos da saudade, dos esforços diários, dos livros empilhados(caros!), dos estudo em grupo, dos cochilos e do esforço para não largar tudo e ir pra balada, e 2) da PUC para o futuro: negociar contratos com empresas, com futuros patrões, abrir ou não abrir uma micro-empresa ou seja, como caminhar para o futuro. Achar a renda mínima necessária para ter um padrão de vida melhor do que tinha com seus pais e avós.
Saiu-se da vida pré-profissional para entrar num processo de concorrência leonino, salve-se quem puder. Seremos mais um num coletivo de n+1 competidores. A vida continua sendo a mesma corrida de fundo. Como e quando largar esse bastão, com o olhar do vencedor.
E no fundo no fundo, o que correr, porque correr, pra quem correr e se não correr, onde chegaremos nesta Via Lactea.
Nada é impossível nesta corrida, sem fôlego, a PUC muito menos:
A PUC é possível. Veja o diploma da Tuquinha.
Rio de Janeiro, 11 de abril de 2011.
Nenhum comentário:
Postar um comentário