Plinio Sales
Entramos num final, sem fim. Revisamos toada a trajetória desde o momento da criação, passando por várias etapas de várias temperaturas e tonalidades, as quais vão nos moldando e nos transformando neste ser inseguro, difícil de firmar uma posição clara diante das grandes questões. Fica desorientado, apaga a luz, quando deveria acender.
Nada tem fim, como também falta o começo. O bebê não começa ao nascer, antes foi a união do espermatozoide (entre bilhões) e um óvulo. Puro acidente que, por um sopro, poderia ser o outro. Onde está o princípio e o fim.
O Stephen propaga que o Universo começou com um grande “Big Bang”, como se isso fosse um postulado, uma lei canônica ou um decreto divino. Se o Stephen não sabe a cor dos seus olhos, nem quantos cabelos tem na cabeça, como achar que o universo começou com o “Big Bang”. Faz-me lembrar aquela questão que constou nos exames da OAB-Rio onde se indaga:
· O boi come capim e o cabrito também, certo ?
· O boi faz cocô grande e o cabrito em bolinhas. Porquê isso ?
· Ora ! Se você não entende de merda, porque razão quer ser advogado !
Se não sabe o menor, fuja de maiores considerações.
Começa que não é o universo: são 7 bilhões de universos, cada um com 7 bilhões de galáxias, cada galáxia com 7 bilhões de estrelas, cada universo com mais de 7 bilhões de astros: entre planetas, satélites, cometas, meteoritos e outros invisíveis a olho com binóculo. Nesta imensa vastidão do complexo divino, vem o Stephen falar de Big Bang. Está completamente fora de órbita, adernando no espaço. O quê não faz um uisque batizado.
Se não tem fim, nem princípio é simplemente eterno.
É a eternidade do côrno !
Rio de Janeiro, 15 de abril de 2011.
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