segunda-feira, 11 de abril de 2011

DOUTORES DE OBRAS FEITAS

Plinio Sales

Sempre que acontece um fenômeno catastrófico e comove a imprensa escrita, falada e televisiva, surgem uma quantidade infinita de analistas que comentam as causas e as consequências provocadas pelo fenômeno.

São tantos doutores de obras feitas. Cabe perguntar onde esses magos estavam antes de acontecer o fenômeno, já que sabiam que poderia acontecer e, assim, criar um movimento que evitasse o fenômeno.

É impressionante como esses analistas sabem porque tudo acontece, mas não sabem planejar um plano preventivo. É a mesma coisa com as previsões dos analistas econômicos, projetam todos os índices de comportamento da economia, mas jamais comprovam ter acertado. São os magos das bolas de cristal no canal errado.

Todos os fenômenos de causas sócio-econômicas são quase previsíveis, contudo depende do movimento e direção das massas sociais. De repente, um fato novo que pode fazer mudar a direção e sentido do movimento, e aí babau para as previsões. As autoridades estão procedendo com cautela ao projetar metas em intervalos de máximas e mínimas, assim minimiza a possibilidade de errar, porque basta mover o plano das metas para o valor que efetivamente aconteceu.

Todos sabem que Deus não joga dados. Ele sabe o que vai acontecer, age para a probabilidade, sem intervalos e erro zero.

É dramatico ver e ouvir toda hora, em cada minuto, repetir os acontecimentos que realizaram e porque em outras condições não aconteceriam.

Então se a analise for sobre comportamentos psicossomáticos, nem Freud escapa dos seus prognosticos errados: “Se ele tivesse mãe e pai ou uma família regular o transtorno não teria acontecido, se o pai não se embriagasse a educação do filho teria mais qualidade e seria um engenheiro ou Presidente da República.

Esses analistas refletem a própria personalidade num PPS e analise os erros dos outros. É ele e não o autor do crime, o qual não pode analisar, porque ele não conta o que pensa.

É assim que se pós-graduam os doutores de obras feitas, sem o menor compromisso com a razão.

Rio de Janeiro,11 de abril de 2011.

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