quinta-feira, 7 de abril de 2011

A PERSONALIDADE DEPOIS DO PONTO D

Plinio Sales

Ontem foi um dia top, exceto um desencontro alcoolico que tive com uma pessoa muito querida. Dessas que depois de um ponto certo, começa a falar em excesso e perde o controle da segurança mental e, então joga pra fora tudo que está retido no sub-consciente doa a quem doer, falando barbaridades, mesmo que atinja pessoas fora do alvo, mas que estão na frente. Esse sintoma é o princípio da alcoolatra. Se comporta normal até determinada hora e, depois de 4 cervejas, se transforma em outra pessoa endemoniada. Destemida, ousada, falante, quando o normal é sobria e prestativa.

O meu irmão também se comporta do mesmo jeito: sóbrio é o cara mais prestativo e sabe conquistar amigos e influenciar pessoas. Depois da bebida, vira um baderneiro, briguento e até, coloca o pinto pra fora, na frente de pessoas que deve respeitar.

O problema é de família. Passo a crer que é genético. O diagnóstico da D. Iolanda é que se trata de falta de trabalho. Também não é. De qualquer maneira é um problema de alguma decepção psicológica: falta de carinho dos pais na infância; divorcio entre os pais; desilução amorosa constante, insegurança profissional e outras derivações. Mas, sem dúvida é psicossomática.

Como curar isso, nem os psiquiatras resolvem.

Estou recorrendo a fé, tentando infiltrar na cabeça dessas pessoas que precisam acreditar nelas mesmas, copiando o Obama: “we can”.

É muito decepcionate ver uma pessoa sair do seu quadrado e passar para o extremo da insensatez. Como dar responsabilidades a essa pessoa que pode, a qualquer momento, te empurrar do precipício, jogar água quente no teu ouvido ou te empurrar na cadeira de rodas pela ladeira abaixo.

Estou encomendando corrente de orações ao Pastor Augusto, militante do combate a droga, ao álcool, do amparo ao aidético e ao morador de rua. Está tratando dois pacientes, a meu pedido e do Vitor. Um do Vidigal, neto da minha jornaleira, outro do Rio Grande, sobrinha do meu parceiro Vitor.

Agora vou propor mais 3 nomes dos meus conhecidos pra ver o que acontece.

Se o paciente não tiver consciência de que tem esse defeito, não reconhecendo o mal do seu comportamento, fica longe da cura.

Quem tem que ter fé é o paciente, o espírito das orações não o toca e não converte o chip do neurôneo que faz mudar a pilha do “além ponto”.

Sempre pedirei a Deus por eles e torcendo que se tornem felizes, que é o objetivo principal de todos.

No AA o paciente, quando entra tem que falar, alto é bom som. “Sou alcoolatra, e não mais passarei do ponto D”.

Que Deus proteja os alcoolatras, antes que destruam a própria família.

Rio de Janeiro, 07 de abril de 2011.

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