quarta-feira, 6 de abril de 2011

A VIDA SUBTERRÂNEA DO MEDO

Plinio Sales

Para escrever meus artigos tenho que andar, sem medo, e acima de tudo saber ouvir as palavras amargas, fundas no decorrer da vida.

Em cada ambiente social, as coleções são diferentes. Se estou no Monte Libano, vou ouvir lamúrias de fracassos na bolsa de valores e também muitos conselhos para fracassar. E como estou nesse ambiente-shallom, ouço estórias de sucessos imobiliários da ZKR e outras siglas inexplicáveis. Porque não pôr o nome direto, como Casa Bancária Moreira Salles, mas se esconder atraz de siglas é vergonhoso. Até o George Soros entrou nessa. Será que está com medo da polícia ou da Receita Federal.

Nas minhas andanças, ontem fui cortar as unhas no salão da Vera e da Luciana que me atendem muito bem. Fica logo ali na subida do Vidigal, lado esquerdo da João Goulard, logo ao lado do bar, que tenho como alternativa para o chopp por ter um razoável banheiro 0800 sem fila. Pra mim, diabético, é um ótimo conforto.

A Luciana foi rápida e eficiente, nem deu tempo de ficar olhando-lhe os belos joelhos, vigiados pela censura da Vera.

Eu estava sorvendo uma gostosa cerveja, servida pela Marili do bar do lado, quando entra no salão para também fazer as unhas, mas no caso dele, das mãos.

Comecei abrir conversas, pois identifiquei nele, não sei porque, a fonte deste artigo.

Vamos chama-lo de Rodrigo, porque é o nome de todos revolucionários que eu conheço, tipo Rodrigo Rendon Velasques, bom colombiano, que a vários anos atraz me pos numa sociedade comercial de tráfico de esmeraldas de primeira que ele transformou em cheque que voltou com uma anotação decepicionante, dizia: “Cuenta Cerrada”. E lá se foram nossos míseros 3.500,00 dólares e que me fizeram tanta falta.

O bom do Rodrigo, é que a Marcia, minha secretária, na época, por tanto admirá-lo colocou o nome do primeiro filho dela orgulhosamente de Rodrigo, mas não pode por o resto, porque o Jorge Mello o pai não deixou.

São os revolucionários, tipo Zapata e Che Guevara, que constroem esses símbolos românticos de aventura, que no final acabam pendurados nas tetas dos governos ex-revoluciánios, vivendo às custas do povo, com gordas aposentadorias, enquanto o povo recebe esmolas sociais, escralizando-os ainda mais.

Mas, voltemos ao Rodrigo do salão da Vera. Só de Vidigal já tem mais de trinta anos, passados por várias gestões das autoridades do poder paralelo das sucessivas administrações desastradas das Associações Comunitárias. Hoje sob direção do Deley que possue bons programas sociais para implantar em benefício da comunidade do Vidigal.

Alguns deles pretendo ajudar por exemplo:

1 – Farmácia com remédios gratis.

2 – Cartório com registro de imóveis,

3 – Programa de saúde para atender deficientes auditivos, fornecendo aparelhos gratuitamente, com apoio da Cruz Vermelha.

4 – Centro do CDI para formação de jovens e seniores em informática, melhorando sua capacitação profissional.

5 – Cursos de Comportamento social, para saber falar, atender ao turista, dizer bom dia, boa noite e outras formas que elimine os porras, puta que pariu, vá tomar no cú e outras inadequadas, fora do lar.

Nessas ações sociais, teremos o apoio do Betinho, brilhante e ativo, agente social dos governos Sergio Cabral e Eduardo Paes.

Mas o Rodrigo, meu revolucionário de salão, não quer saber mais de praticar ações sociais, por que de tantas vezes humilhado, oprimido, contrariado, desistiu temendo a morte pela lei dos homens maus.

Hoje trabalha a serviço de pessoas idosas.

Tem cultura excepcional, parece viciado em leitura, abordando todos os assuntos com muita propriedade e conhecimento de causa.

Rodrigo, precisamos que você se realiste na tropa-bonde do bem. As suas palavras são fortes e lembre-se: “ Transmita a palavra Dele e leve a verdade que no fim triunfarás”. É como sabes: “Sonhar um sonho impossível, lutar quando é fácil ceder....” nas palavras de Cervantes na boca de Dom Quixote é uma boa bandeira de revolucionário.

Rodrigo, você está convocado. Vamos lutar juntos com tantos outros como a D. Zilda Arns, Padre Helder Câmara, Senador Eduardo Suplicy e o Senador Crivella com tantas vitórias sociais.

Venha Rodrigo ser “Gauche” na vida, emergindo da vida subterrânea do medo.

Rio de Janeiro, 1 de abril de 2001.

Nota do Autor:

Rodrigo é nome fictício para evitar alguma reação negativa do poder paralelo que, já já, vai acabar.

Um comentário:

  1. de carlos tudônibus
    responder a carlos tudônibus

    para Plinio Sales

    cc Carlos Alberto Alves dos Santos

    data 2 de abril de 2011 10:27
    assunto Artigo A Vida Subterrânea do Medo
    assinado por yahoo.com.br

    ocultar detalhes 2 abr (4 dias atrás)
    Caro Místico Paladino.

    Minha interpretação do que lí e ao viver alguns momentos com o Paladino.

    A Sutileza e as comparações como fora escrita que facilita o entendimento do leitor.

    "Contrastes de quem Conhece os Personagens Aristocráticos e Singelos.

    Incansável homem do povo que procura dar o máximo de sí às Sociedades, no sentido de:

    "Equilibrar o que está Desequilibrado".

    Este artigo mereceu mais um prêmio da minha parte para o Paladino. E, como estou algum tempo ao seu lado, posso agora saber, por que vives, buscando, fazer cada vez mais amizades, para poder conhecer como vivem as pessoas e como conseguir parceiros para as suas obras.

    Mais tarde se permitires Irei repassar para amigos e etc. Aguardo autorização.

    Parabéns!

    Carlos.

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