terça-feira, 5 de abril de 2011

REPAGINAR OS JORNAIS

Plinio Sales

A massa de leitores que não é massa, estão preferindo não ler e não gostar das notícias.

Havia no passado a expressão jornal de sangue que ao espremê-lo jorrava sangue.

Eram poucos, planejados para vender nas classe E a Z. Hoje não temos excessão. Só lemos merda. A melhor notícia é a da mãe que roubou leite no supermercado para amamentar a filha recém-nascida, foi presa, condenada a 5 anos, sem sursis. Por outro lado, o nosso parlamento se locupleta e gasta milhões do povo brasileiro, consumindo bilhões de litros de leite e ninguém vai preso.

Acho que Deus vai jogar um tsunami ou um furacão em Brasília para dar uma arrumada nesse bonde vergonhoso da história.

Mas as notícias do jornais se pudessem se materializar e virar pólvora, pediriamos que as sérias fossem lançadas no ar e Deus pegasse e as outras virassem fogueiras. As más notícias virariam Joanas D’Arc do jornalismo marrom. No fim, quantos jornais sobrariam: nenhum. E ninguém notaria.

As manchetes parecem novelas, durando anos. “ Mensalão: PF revela novos envolvidos.” Essa já tem pelo menos 5 anos e vai durar mais 20 anos. E pra quê? Do que vale isso? O mensalão vai virar enterro de anão!

Outra notícia: “ Rio tem mais 424 mil carros nas ruas.” Sabe o que vai acontecer, no mínimo piorar o trânsito; no máximo, expelir mais 42.400 toneladas de CO2 na atmosfera, aumentando o efeito. Pra quê...Pra nada!

E vou pra outro jornal é a mesma qualidade de notícias.

E assim meus leitores caminha a humanidade para o grande precipicio.

Deus está se omitindo. Está dando mole pro primo Diabo.

Rio de Janeiro, 05 de abril de 2011.

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