Plinio Sales
Se comparado ao Pelé posso dizer que já li mais de um milhão de livros nessas 7 décadas de vida. Nesse pacote todos os tipos de leitura, até poesia e piadas de português.
Penso que é uma boa marca. Tenho livros em todos os lugares onde paro ou sento. Minhas filhas colaboram dando-me de presente livros que posso gostar.
O último que ganhei da Barbara, minha filha tecnóloga da TI, foi o Universo Elegante que hoje começo a ler, pois ganhei ontem. Já no começo do livro descubro que o tradutor chama-se José Viegas Filho, que me parece português. Apresso-me a mandar email para o José Viegas, meu veterano parceiro de negócios, que há mais de 40 anos explora a RDC- República Democrática do Congo, como se fôsse o Marco Polo na África.
Ainda não sei se o tradutor é filho do Viegas ou se é pura coincidência. Como o Carlos Alberto diz que não existe coincidências: São encontros e desencontros de Deus! E se for será mais uma virtude do luso Viegas.
Quase não guardo livros, repasso porque a minha filosofia é de que livros tem que ser lidos. A prateleira, os arquivos e a biblioteca não são lugares pra livro. O livro tem que estar nas mãos, na cabeceira, na bolsa, nas proximidades dos leitores.
Os livros choram se forem esquecidos, é uma questão de instinto: o livro precisa ser lido.
Alguns livros são “levados” por empréstimo e não voltam mais. Não me importo, nem reclamo como o Chico Buarque na canção, cantada pela Gal – “Devolve o meu Neruda que você levou...!”
Hoje você baixa livros da internet, lê livros nos IPADs e até nos celulares. Essa contaminação é muito salutar.
Conclamo, dê seus livros inserviveis. Tem alguem querendo lê-los, porque estão muito caros. Precisamos revolucionar e pedir o MST para defender a campanha Livro Custo Zero.
Assim teremos livros à toa.
Vamos fundar a biblioteca do Vidigal, com o apoio do Viva Rio na ONG Dois Irmãos.
Rio de Janeiro, 11 de abril de 2011.
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