Plinio Sales
As pessoas preocupadas com o bem estar social se perguntam com quantas UPPS podemos vencer a guerra do tráfico.
Não vencerá, nem com um exercito de UPPs, não temos recursos suficiente e o tempo está ao lado do inimigo.
É melhor seguir os conselhos do Charles Tang, nas Artes de Vencer uma Guerra. Para começar o ataque, enfraqueça o inimigo. E nesse caso temos três providências básicas:
1 – Liberar a venda e uso da droga de todos os tipos, como o cigarro e o alcool. Implante normas médicas do seu uso.
2 – Convoque militarmente todos os menores de 14 a 21 anos para sevir no Exército Social, qual por sua vez, aplicaria um programa severo de reeducação.
Em dois anos teria esvasiado a força de trabalho do tráfico.
3 – Crie, pelo Ministério do Trabalho, uma força tarefa para capacitar a mão-de-obra das comunidades faveladas, habilitando-as para o mercado de trabalho.
Nesta fase ainda não atacaria as finanças, nem o patrimônio, porque eles partiriam para outros crimes, na tentativa de superar essa fraqueza de finanças.
Depois das providências 1 e 2, poderia planejar uma ocupação das UPPs com certeza da plena vitória. Como ensina o chines: “quem tem que estar acuado é o inimigo.”
Suplementaria essas providências, oficializando as milícias como força militar paralela, reconhecendo seu valor social, como meio controlador do crime.
Quando se combate o crime com forças gigantes, ele não reage, simplesmente se desloca para lugares menos protegidos. É impossível cercar todos militarmente. Devemos acabar com as causas do crime, inclusive convocando as Igrejas para ajudar de forma ecumênica.
Transferir 50% do custo do Congresso para constituir um Fundo Social, com recursos destinados a reambientar os drogados, os viciados, os delinquentes e os mendigos de toda classe.
Poderia dar certo, conduzido por uma boa política, sob inspiração das igrejas. Nada de funcionários públicos para a função. Só piorariam a droga, sob forma dolosa.
O trabalho das UPPs e sua Guerra contra o tráfico é como enxugar gelo.
Rio de Janeiro, 6 de abril de 2011.
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