terça-feira, 27 de setembro de 2011

O QUE É UMA FAMÍLIA?

Plinio Sales

Estudos sociológicos estão demonstrando muitos exemplos de desagregação da unidade familiar, igual aquela em que os filhos pediam a benção aos mais velhos quando os encontravam: Benção, pai! Deus te abençoe, meu filho!
Havia muitas demonstrações de integração familiar, grandes projetos comuns, troca e uso comum de roupas e calçados; confidências silenciosas com a mãe, a grande orientadora da família.
Está difícil fazer o replay desses exemplos. Soube que na América, os adolescentes ao atingir 18 anos, é praticamente expulso do lar familiar e se obriga a se virar sozinho, é a razão dos grandes blocos de jovens em movimentos tipo “Woodstock”, ou “Rock in Rio” e baladas das madrugas, recorrendo ao uso de drogas, seguindo o caminho do “nihilismo” e zerando a visão do horizonte.
Embora esse retrato esteja crescendo, contaminando a sociedade familiar, podemos apreciar uma família bem constituída que dominicalmente vão juntos: pai, mãe, filhos, genros, noras assistirem a missa ou ao culto da sua religião.
É muito importante preservar esses atos simples e familiares, como faz a Darcy que, em todo domingo, se arruma toda, passa um batom, joga uma bolsa a tiracolo, e cheia de razão, vai rezar por todos nós preguiçosos fiéis. É um exemplo de motivo familiar.
Temos visto notícias de acidentes com jovens drogados, embriagados, violentos e visitando delegacias, na mesma hora em que os galos estão cantando para o sol nascer.
Nas novelas ajudam a piorar esse quadro, estimulando relações espúrias em horários nobres, assistidos por uma grande população televisiva. Os rádios são menos delinqüentes, pois trabalham mais com a imaginação dos ouvintes, longe das figuras do “Kama-Sutra” das novelas brasileiras.
Seria salutar, introduzir nos currículos escolares os exemplos e noções de família, como célula importante da sociedade.
Vamos discutir no berço o que é uma família e a sua importância no nosso crescimento.

Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A LÍNGUA ELETRÔNICA UNIVERSAL

Plinio Sales

Há uma grande meta no planejamento estratégico para chegar à paz com a união dos povos.
Desde os primórdios estamos tentando a língua universal, depois do desastre da Torre de Babel. Esse castigo já está superado, pois a comunicação entre os povos está melhorando com o tradutor do Google para os internautas.
Nenhum sucesso se conseguiu com a tentativa de convencer o povo a ter uma língua comum, pois o fracasso do esperanto ainda está na nossa memória.
No momento atual temos a predominância do inglês, como língua de negócios, bastante divulgada, sendo utilizado por mais de hum bilhão de seres humanos de classe média superior. Entretanto, o objetivo é fazer com que 8 bilhões falem a mesma língua e se comuniquem sem nenhum entrave. Enfrentamos outras línguas praticadas pelos chineses, indianos, árabes e outras minorias que são o grande desafio da comunicação.
Num futuro mais distante vamos poder contar com a comunicação automática da psicosensorial, por onde ondas eletromagnéticas dos pensamentos se comunicam com velocidade superior a da luz.
Enquanto esse tempo não chega, proponho uma solução preparatória para o tempo sensorial.
Essa forma seria a linguagem eletrônica que de certo modo se aplica via internet com grande facilidade de apreensão. A juventude em geral, sem distinção de nacionalidade, adere rapidamente. Então o inteligente seria aproveitar esse meio e lançar a linguagem eletrônica universal, que seria ensinada em todos os cursos básicos do mundo inteiro, mesclando expressões resumidas, juntando-se sinais diferenciados, absorvendo sinais críticos de todas as línguas.
No fim de um período dos próximos 50 anos, em uma geração, 90% da população mundial estaria incorporada na linguagem eletrônica universal e o passo seguinte, nos 50 anos seguintes, então chegaríamos à comunicação psicotransensorial com ondas eletromagnéticas, geradas nas sinapses do cérebro e transmitidos via ondas aéreas.

Rio de Janeiro, 16 de setembro de 2011

A PIADA CAMBIAL – MONETÁRIA

EURO – BRIC
Plinio Sales

Há um novo movimento atraindo os países emergentes para salvar a crise fiscal européia, abrangendo a Grécia podre.
Isso só pode ser piada. A Grécia tem um currículo milenar, desde Roma a Grécia, com os seus filósofos.
Os emergentes estão sendo chamados para ajudarmos os europeus com a sua magra caixa de reservas. Que se apresente a China até ai tudo bem, porém totalmente injusto. A China tem forte estoque de reservas cambiais, originadas do comércio predatório dos últimos 20 anos. E quem forneceu essas reservas foram os BRICs e os demais parceiros principalmente os Estados Unidos.
Não há nenhuma lógica, produto da Grécia, que os pobres BRICs imobilizem parte das suas reservas estratégicas para investir em “Junker Bonds”, que são os títulos soberanos europeus. Países que com seus incentivos fiscais aos ineficientes produtores europeus em prejuízo das exportações dos BRICs.
Ajudamos aos ricos produtores europeus a viverem a tripa forra, em detrimento da pobreza dos BRICs, e agora somos chamados pra pagar a conta, criada pelo desgoverno orçamentário.
A solução correta é todos aumentarem as suas cotas no FMI, até no máximo 20% das suas reservas, e o FMI faça o ajuste que for necessário, mesmo que seja necessária uma deflação forçada e obrigatória, como foi feita pela Argentina e ninguém quebrou.
Essa falácia de dizer que a Grécia vai quebrar é conversa pra boi dormir. A economia real não quebra, se ajusta as necessidades do seu povo.
É preciso desmistificar os arautos das crises e mandar pra casa os governantes amadores.

Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2011

A ÁGUA VENCERÁ O PETRÓLEO

Plinio Sales

É fácil ver e avaliar, basta calcular quantos peixes tem no mar e a quantidade de bacias d’água que podemos tirar sem esgotar o estoque de água. Já o petróleo estão falando que só dura mais 50 anos e de repente se descobre outras jazidas e estende o prazo por mais 50 anos.
Por mais que essa agonia do petróleo dure, a água vai durar muito mais. O importante é dessalinizar a água ao custo do sal. Os israelitas já estão fazendo isso. O engenheiro Requena, de boa memória, já demonstra um meio eficiente de separar a água do sal, mediante o uso da criogenia, gerada por energia da própria onda do mar. Com a própria energia do mar, dessaliniza a água do mar, fazendo água potável com custo quase zero.
Conversando certa vez com um veterano geólogo da SUDENE, velha e boa SUDENE do Celso Furtado, revelou-me que por debaixo do solo do árido nordeste corria muitos rios caudalosos, com grande quantidade de água. A descoberta desses rios, pelo uso de sensores baratos, poderia inundar o nordeste de água.
Não sei se a Anáguas está tratando disso ou ira tratar. Se fizer gastará menos do que a transposição do Rio São Francisco, com resultados bem mais produtivos e menos lesivo ao meio-ambiente.
Essa tese do velho geólogo está comprovada como verdadeiro, em função da notícia recente que debaixo do Amazonas, existe outro caudaloso rio pré-petróleo. Ora, se tem no Amazonas, fatalmente terá na faixa do nordeste é só procurar esse ouro do nordeste.
Com a água potável do mar, com a água dos rios subterrâneos, certamente não faltará peixe no futuro.
A água vencerá o petróleo.

Rio de Janeiro, 13 de setembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

REPENSAR UM POUCO AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS DO BRASIL

Plinio Sales

De 1500 até hoje 2011, e se pensarmos com visão telescópica para 2.100, estamos convictos da necessidade de reformular a política de relações internacionais do Brasil. Não se ouve falar nada relevante da diplomacia brasileiro no mundo. É o mesmo lugar comum de diplomatas, esperando a aposentadoria logo para ser contratado como relações lobistas de uma multinacional.
Mostrem-me se estão em algum fórum internacional defendendo:
1.    Acabar com as fábricas de armas no mundo e transferir os recursos para terminar com a fome e a miséria do mundo.
2.    Criar o Fundo Patrimonial da Humanidade, incorporando o patrimônio físico e virtual da terra, num grande fundo ou em fundos setoriais, e distribuir cotas para os 8 bilhões de pessoas que constituem a humanidade atual, eliminando a fome e a miséria.
3.    Criar o Instituto Mundial de Capacitação Profissional dos Desempregados, com recursos da ONU, reduzindo o desemprego a zero. É uma questão de mudar a fonte e custeio, mas que no fundo quem paga é a própria humanidade.
4.    Defender a Universalização da língua, onde em qualquer parte do mundo se fale a mesma língua, fazendo avançar a comunicação entre os povos.
5.    Defender a criação de Zonas Especiais de Tecnologia, estimulando a criação e a transferência livre de tecnologias e de educação, sem restrições e sem barreiras, acessível a todos os estudantes do mundo.
6.    Instituir Centros de Pesquisas para planejar a mudança do povo da Terra para o Espaço, antecipando-se a destruição ambiental da Terra.
7.    Estimular a ciência para descobrir formas da comunicação psicosensorial, eliminando os meios de comunicação atual via conexões, reduzindo a simples comunicação mental.

Esses são apenas 7 pontos para repensar as nossas relações internacionais, pensando para humanizar o povo da Terra a um custo social, sustentável em benefício dos futuros terráqueos.
Para isso não é necessário essa quantidade de diplomatas brasileiros, dispersos e confusos, no mundo, apresentando taxa de produtividade social, bem próximo de zero, com grande custo social pesado aos cofres do povo.
Numa primeira fase entupir o mercado sul-americano de diplomatas brasileiros, todos dedicados a fortalecer o Livre Mercado Sul-Americano, sem barreiras, com moeda comum, logística integrada, criando um mercado comum de 300/400 milhões de pessoas. Os outros, sobrantes, transforme-os em professores de diplomacia e distribua-os nas universidades brasileiras e no Ministério do Turismo, propagando as virtudes das riquezas brasileiras.
Seria um bom serviço prestado ao Brasil pelos diplomatas pró-ativos do Itamaraty.

Rio de Janeiro, 12 de setembro de 2011

O INDIVÍDUO E A MASSA

Plinio Sales

Como justificar a diferença de comportamento do indivíduo e o da massa da qual faz parte. São duas entidades diferentes, cada uma com a sua personalidade própria. Freud explicou: porque a soma das personalidades dos indivíduos, conduz a uma personalidade coletiva tão diferente, variando do pacífico para o revolucionário. É indissociável o indivíduo da sua massa. É como se fosse o átomo da massa. Pela física e pela química se explica que ao juntar-se átomos iguais, o elemento resultante pode ser diferente, dependendo da arrumação arquitetônica dos átomos. O gás vira líquido e o líquido vira sólido.
Com os indivíduos acontecerá a mesma coisa: a massa será diferente da soma dos indivíduos, por causa da sua arrumação arquitetônica e, mas ainda, devemos compor o ajuste dos embutidos nos conscientes e nos inconscientes de cada um. Desse modo, o arranjo final é incontrolável, a não ser como queria Gobels, utilizando-se métodos apoiados em controles artificiais, por meios químicos, mecânicos ou retro-conscientização.
Nos últimos anos, a evolução das massas é fato preocupante e motivo fomentador das reações para o indivíduo se proteger contra a barbárie das massas.
É possível controlar as massas ou colocá-las sobre controles dentro dos limites da segurança individual. Só os sociólogos-políticos poder responder. E que faça rápido. A Hidra das massas está crescendo e pode ficar incontrolável, porque nós fazemos parte da Hidra.

Rio de Janeiro, 09 de setembro de 2011

UNIDADES PACIFICADORAS SEM PAZ

Plinio Sales
Em recente conferência na Universidade da Vida Real, projetada pelo inesquecível Gênio Darcy Ribeiro, afirmamos que a única maneira de pacificar as comunidades dominadas pelo tráfico, deve obedecer as seguintes prévias providências.
1.    Liberar a compra e venda das drogas.
2.    Fundar cursos de treinamento do uso de armas e de defesa pessoal de moradores da comunidade.
3.    Instituir Centros de Defesa Jurídica de habitantes da comunidade.
4.    Regulamentar grupos de segurança policial para proteger cidadãos ameaçados por qualquer fonte.
5.    Promover ações de auto-estima de moradores para que eles se sintam capazes de se auto-sustentar, sem tutela do tráfico.
6.    Regularizar os títulos de propriedade de moradores, para fortalecer o sentimento de propriedade dos seus imóveis.
7.    Convocar militarmente todos os maiores de 14 anos, treinando-os, sem armas, para se tornarem cidadãos empresários.
Com apenas essas providências o tráfico irá se isolando paulatinamente até se conseguir que a própria comunidade eleja o seu sub-prefeito para atuar em conjunto com as autoridades superiores.
O custo de implantar esse sistema será socialmente mais barato e de melhor resultado a curto e médio prazo.
O conceito é dotar a comunidade do sentimento de auto-defesa-familiar, dando-lhes retaguarda de apoio.

Rio de Janeiro, 08 de setembro de 2011

SERÁ QUE É A SAÚDE?

Plinio Sales

É recorrente o tema saúde, quando não se tem bandeira melhor para carregar.
É preciso medir a opinião do povo sobre esse tema, pois parece não dar bola, porque sabe que se trata de uma forma de distrair a atenção do foco principal: aumentar o imposto.
Para melhorar a saúde, basta organizar o atendimento ao público, oferecendo serviços de qualidade. Não precisa de muito dinheiro. Basta selecionar com bons salários, os servidores, acabar com as filas e atender em hora marcada. Com mais 5% do orçamento esse trabalho pode ser feito por qualquer empresa de administração de saúde. Para arranjar esse 5% basta fazer uma campanha contra o desperdício, oferecendo prêmios às sugestões e implementações dos próprios servidores e usuários.
Essa longa e cansativa discussão sobre a necessidade de novas fontes de recursos financeiros para custear a saúde pública é pura falácia.
O foro certo é reorganizar o orçamento, proposto pelo executivo e aprovado pelo legislativo. Nada mais é preciso, o orçamento certo é preciso.
O pagador final é o povo, como sempre. Porque pensar em novos impostos, se o percentual de arrecadação já está na estratosfera.
A tese certa é diminuir a arrecadação, permitindo que o povo contrate serviços de saúde livremente, fugindo do mau atendimento do SUS.
Se for o caso, tribute-se os planos de saúde com um adicional de 10% sobre o valor arrecadado pelo sistema, transferindo esses recursos para o sistema do SUS.
Vamos pensar um pouco!

Rio de Janeiro, 06 de setembro de 2011

O ENCONTRO DO POVO E O MACRO ECONOMICO

Plinio Sales

As análises macro econômicas são muito esotéricas aos olhos do povo. O mundo dos agregados está nas estrelas o povo que é a unidade atômica dos grandes agregados é invisível e nada vale.
Se somarmos as ações de 100.000 povos então os mágicos falam de agregados. Deixou de ser povo e vira agregado, sem humor e sem espírito.
O agregado dos poupadores indica a tendência disso ou daquilo, variando o cenário do mesmo modo o PIB só cresce 3,5% porque está em desacordo com as previsões dos analistas que indicavam mais. E o Banco Central, que fala pelo Coupon, trabalha com todos os agregados, determinando os seus comportamentos e influindo no comportamento planejado na meta dos cientistas econômicos.
Jamais se viu um agente do coupon visitando uma fábrica, um sindicato, uma universidade para conhecer o que esse povo pensa, o melhor que vemos é esse famoso agente Tombini, tomando chope com os seus pares nos JOBIs do Brasil. É o mundo do peixe que jamais descobrirá a existência da água.
Os agregadores se libertaram da condição humana e agora se transformou num “avatar” e está dizendo com macro-economia tem que se comportar.
É muito surrealismo. O mundo virtual do Coupon, dos agregados, da taxa de Cambio, foco da Meta e tantos outros novos jargões que só a Mirian Leitão conhece e não ensina pra ninguém. O Serra tinha razão e o Lula muito mais.
Se a macroeconomia não se comporta como os “agregados-men” vaticinam, o culpado foi o povo!

Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

É PRECISO REFORMAR A DEMOCRACIA BRASILEIRA
(ELA NÃO EXISTE)
Plinio Sales

As reformas políticas, defendidas por todos menos pelo povo, que foi motivado a participar nas diretas já. A história está ausente em mostrar resultados favoráveis ao povo, por causa de revoltas ou revoluções das quais fez parte. Foi assim com a derrubada dos Faraós, foi assim com Hitler, foi assim na queda da Bastilha. Foi assim na Inconfidência Mineira e outras.
O povo sempre entra como otário, já é uma simples bucha de canhão.
A democracia brasileira tem tudo menos governo (cracia) do povo (demo). Há um congresso que se comporta como uma agência de emprego e balcão de negócios, sem prejuízo das exceções.
As reformas políticas propostas são meros remendos, como o financiamento das eleições. Pergunta-se quem paga? Lógico que é o povo. Pra quê, pra nada. Mudar o sistema de voto para distrital ou candidatos em lista. Pra quê, pra nada. Adotar o processo seletivo da ficha limpa. Pra quê, pra nada.
Como explicar essa tão encantada democracia em que o povo escolhe candidatos dos quais esquece 24 horas depois. Pra quê, pra nada.
Tudo isso reforça a tese de que devemos provocar o efeito-zero:
1.    Democracia Zero
2.    Congresso Zero
3.    Novas leis Zero
4.    Eleições Zero
5.    Partidos Zero
6.    Banco Central Zero
7.    Incentivos Fiscais – Zero
Conduzindo a grande reforma da democracia brasileira, basta copiar a organização de uma grande empresa vencedora; tipo IBM e outras. O organograma da administração brasileira deveria ser construído pelo modelo simples:

Presidente
(Eleito pela Assembléia Anual do Povo)

Vice Presidente --------------------------------------------- Assembléia do Povo

Diretores (10)

Com um máximo de 10 ministros e fiscais em cada estado do Brasil, dirigidas por vice-ministros.
Elimina o Congresso de 650 parlamentares, reduzir para um comitê parlamentar com um representante de cada estado.
O povo votaria de 5 em 5 anos, em Assembléia Geral, pela Internet, na qual escolheria o Presidente e os parlamentares estaduais.
Encontrar uma fórmula constitucional para outorgar ao Supremo Tribunal Federal para revogar as leis inócuas existentes e programas a aprovação de leis nacionais importantes, a serem incluídas na constituição que seria a lei única.
Esse formato seria mais barato e mais flexível como forma coorporativa de governar democraticamente.
Reforma já!

Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2011

ENERGIA TAYLOR MADE

Plinio Sales

É temerário subestimar a natureza. Tudo está lá, além das observações do Darwin para construir a sua teoria da seleção das espécies.
Pra todo lugar onde se olha se vê fontes de energia. Qual a razão lógica para ir ao fundo da terra ou do mar, após o pré-sal a 10.000 mts para buscar petróleo.
Temos o Rei Sol, cobrindo todo o campo terrestre e sua vizinhança, nos banhando de energia, alimentando seus parceiros: o mar, o vento, o ar, as geleiras, a geotérmica e outras derivadas.
O próprio ambiente onde nos locomovemos pode ser a fonte da energia para movimentar veículos, equipamentos e outros acessórios.
Vi uma patente mundial, pela qual o inventor criou um mecanismo simples, move navios com energia do mar. Do mesmo modo aviões, foguetes e similares podem ser movidos a energia solar que existe no ar. É só acoplar sensores no corpo das aeronaves.
Veículos moventes no solo, podem usar, além da energia do próprio solo, a gerada pelo próprio movimento do veículo.
O próprio atleta corredor produz energia que pode ser usada por relógios, laptops e outros gadgets.
A energia existe e é fornecida de acordo com a forma do usuário.
Pergunte aos pássaros, aos cometas, às ondas do mar, às baleias e a outros que se movem na terra e no espaço.
A energia pode ser Taylor-made.

Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2011

ONDE ESTÁ SUA IGREJA?

Plinio Sales

No tempo da minha avó, lá em Alagoas, às margens do Rio São Francisco, pescando piabas, eu ouvia com muita admiração os preparativos para receber seu Bispo, autoridade respeitável da Igreja Católica. Todos os nossos vizinhos, nossas tias Carolas, aguardavam ansiosamente os eventos organizados pelo Senhor Padre, estimulando a fé em Cristo e ordenação dos lazeres, onde os rapazes e as moçoilas se encontravam, para trocar conhecimentos e confidencias. Funcionava como o grande Facebook, ou Orkut de hoje em dia, com mais simplicidade e inocência. “Há! Que saudades dos meus 8 anos, cujo tempo não volta mais.”
Hoje, ao se passear por ruas de qualquer bairro, ou em programas de televisão, descobre-se uma variedade de grandes igrejas: Primeira Igreja Batista do Vidigal, Igreja Renovada Batista do Catumbi, Protestantes, Cristãs Diversas, Universal, Nossa Senhora das Graças e, em cada igreja, encontramos pastores, bispos e reverendos. Criou-se uma nova classe remunerada. Pelo que pude ver, em minhas pesquisas, muitos se sabem ler, interpretam a Bíblia erradamente. O outro lado da moeda é a presença cada vez menor de crentes nas sessões dominicais. A média está em torno de 20 a 30 crentes por oração dominical.
Com crescimento dessas religiões diversificadas, de todas as categorias, o público da igreja católica decresceu 50% nos últimos 10 anos. Está entrando no mercado a missa televisiva e, às vezes quase todos os dias, estão penetrando nos crentes, principalmente aqueles com idade superior a 50 anos.
Aos psicólogos a palavra para explicar esse fenômeno de multiplicação de igrejas, como se fossem pães.
Permeando as atividades dessas igrejas, trabalhando com a fé dos crentes ou descrentes, existe a contribuição financeira, hoje satanizando o dízimo, propiciando piadas como o de jogar arrecadação pro alto e o que Deus pegar é dele.
Não vejo nada negativo em receber contribuições financeiras, pois as igrejas têm custos, como qualquer empresa, e ainda tem os salários dos servidores.
O importante é medir os benefícios levados ao crentes-fregueses. Tem igreja com marketing para curar vícios, casamentos desfeitos, grandes negócios, diabos fora e outras mágicas. Muita propaganda enganosa, mas nem tudo é mal. Há aquelas que tratam bem dos velhinhos, como O Lar de Abraão – Abrigo para Idosos no Catumbi, asilo dirigido pela Pastora Mirzi da Igreja Batista Renovada Independente, com longa lista de serviços prestados aos seus fregueses.
As escolas de marketing, o SEBRAE e outras universidades de ensino de administração, precisam criar a cadeira de Administração de Igrejas. É muito importante, o Josué da Kronex está lançando um IP-comunicador que ligará todos os crentes de uma seita, interligando-os para receber comunicações dos seus pastores, bispos e reverendos, transformando a missa para todos em tempo real a custo quase zero. A missa virá pelo celular. Essa revolução deveremos agradecer ao Collor e ao FHC que modernizaram e privatizaram o setor da telefonia.
Onde está a sua igreja? Você freqüenta e colabora como voluntário, ajudando os velhinhos, os eventos, os bazares. Você paga o seu dízimo ou está no Serasa da IURD.
Com a palavra o Ministro Pedro Capp e a oposição do Carlos Alberto Santos.

Rio de Janeiro, 02 de setembro de 2011

O JÂNIO ESTAVA CERTO!

Plinio Sales

A confusão política brasileira é tão grande que chego a duvidar da capacidade de Deus ajudar. O Jânio talvez tenha jogado a carta errada. Perdeu! O povo perdeu mais e como diz o Marcelo, sobre a virtude do corno, perdeu muito mais e a longo prazo.
O mar revolto das confusões tem muitas ondas, com movimentos diferentes. A todo instante bate nova onda. E o pior é que se delega aos mais incompetentes para surfá-las.
Tem a onda dos royalties do petróleo num confronto de um por todos e todos por um, com 650 parlamentares para chegar ao consenso. Ora se já é difícil chegar ao consenso em nossa casa, preferindo dizer sim senhora sempre. Chega nos dar saudades a ditadura.
É simples a solução: avalie o valor do patrimônio público brasileiro, transforme em LTN e distribua aos 200 milhões de brasileiros. Cada um receberá US$ 12,0 milhões e se acaba com a miséria, a pobreza, a fome e a guerra dos royalties do petróleo.
Tem a onda da taxa de juros, coupon, milhões de analistas pra quê? Pra nada! É a mesmice. É fácil resolver, é só o governo não se meter. Deixe a taxa de juros por conta do povo. O tal mercado vai regular tudo. Se o governo meter a colher não dará certo, é como polícia invadindo favela: só dá bala perdida.
Tem a onda da taxa de cambio, tentando surfá-la com atitudes quixotescas do Mantega, enfrentando moinho de vento. É fácil a solução, basta descolar o real das moedas estrangeiras, deixar a taxa de juros livre e criar uma zona livre de moedas estrangeiras, operada pelo Armínio Fraga.
Tem a onde do salário mínimo, com pelejas, todos os anos, na mesma época com os mesmos pelegos e demagogos. É fácil resolver, mude o foco da questão de salário mínimo para salário máximo. Fixemos o salário máximo em dividir o valor do PIB do ano anterior, pelo número de pessoas (população) do ano seguinte (PIBt-1/Popt+1) e se obtêm o salário máximo. A partir desse número os empregadores, os empregados, os sindicatos e os outros interessados, negociem as reduções por estado, categoria profissional etc. Faz-se uma tabela indicando os descontos por profissão. Por exemplo:
·        Engenheiro – PIB – menos 50%
·        Marceneiros – PIB – menos 80%
E assim por diante. Cada diferencial de desconto se transforma na poupança bruta nacional: na filosofia do que não se gasta, se poupa. (Ver Keynes, folha 374, linha 12)
Então insisto o Jânio tinha razão, neste grande circo eu não quero ser ator. Né seu Shakespeare. Eu posso ser ator, mas não sou palhaço.

Rio de Janeiro, 01 de setembro de 2011

INTERCAMBIOS UNIVERSITÁRIOS

“CONTRA-INCENTIVO AO TURISMO”
Plinio Sales
As propostas de empresas em promover intercâmbios universitários está cada vez mais ativo, carregando milhares de estudantes brasileiros às universidades na Europa, na América do Note, Austrália, na Ásia e em outros países até mesmo na América do Sul. Ainda não se mediu o grau de eficácia desse sistema, sob o ponto de vista do aprimoramento técnico e cultural. Sob o ponto de vista do turismo é bastante alentador. São muitos cursos, até curso de mandarim já estão sendo ofertados.
É possível fazer um contra-ataque para atender essa demanda dos estudantes e melhorar a balança de divisas por causa do êxodo de estudantes-turistas. Sem falar no seqüestro de talentos brasileiros, que se transferem para empregadores do exterior.
Há várias formas de estruturar esse contra-ataque. Vamos especificar dois:
1.    Fazer convênios com as embaixadas e consulados estrangeiros, para instalarem em seus territórios diplomáticos, centros de incubadores de universidades dos seus países para apresentar cursos de aprimoramento aos estudantes brasileiros, de forma que eles estudem no Brasil.
1.1.       A contrapartida seria fazer a mesma coisa nas embaixadas e consulados brasileiros no exterior.
2.    Criar Zonas Especiais de Educação Pós-Universitária -ZEPUS– onde se instalariam sucursais, subsidiárias ou licenciadas por universidades do exterior para oferecer cursos especializados aos estudantes brasileiros no seu próprio país.
Por exemplo, selecionam-se áreas em centros urbanos das capitais do estado, ou cidades importantes universitárias como Campinas ou em Municípios progressistas como por exemplo Belo Horizonte, Ilha do Governador, Guarapari, Fernando de Noronha e outras da mesma qualidade.
Nessas ZEPUS se concederia todas as facilidades, incentivos, regalias especiais a professores e livre remessa dos lucros, sem imposto de renda, para o exterior paralelamente a entrada (importação) de equipamentos e outros bens, físicos ou virtuais, teriam 100% de proteção cambial, sem qualquer imposto.
Equivalente a uma Zona de Livre Comércio.
Com essas duas medidas bem trabalhadas, atenderíamos pelo menos 50% dos estudantes que vão e 100% dos estudantes que gostariam de ir e não vão. Acrescentaria ainda, os estudantes do exterior que passariam a se pós-graduarem no Brasil.
Antes de qualquer crítica vamos fazer uma experiência de 10 anos e, depois, medir os resultados em termos de custo-benefício do país social.

Rio de Janeiro, 31 de agosto de 2011 

O TEMPO E A ECONOMIA BRASILEIRA

(O TEMPO ESTÁ PARADO)
Plinio Sales

Só os orientais tem paciência para comparar dois mosquitos copulando, em camas em diferentes pontos do tempo: um no século XV e outro no século XXI e escrever uma tese de mestrado a respeito e provar que “nada muda secularmente na cópula do mosquito”.
“Mutatis Mutandis” comparem os informes da entrevista do Mantega, no começo da primavera de 2011, e com a entrevista do Tancredo Neves, como ministro do Getúlio Vargas. Peça comentários ao Ministro da Fazenda da época, não lembro se era o Moreira Salles. Parecem com a conclusão do Japona sobre a cópula do mosquito imperial: nada mudou!
Mudou sim. Mudou a economia real. Agora a matriz produtiva é outra, a matriz tecnológica é outra, a matriz consumidora é outra e o conjunto de crimes ambientais são outros. Só as lições e os manuais das escolas de economia não mudaram.
É preciso compreender que as decisões de fazer alguma coisa, parte do agente-átomo, lá nos cafundós dos mapas do Google. O somatório de milhões ou trilhões é que fazem a dança do PIB. Ou o PIB vai de funk ou vai de valsa vienense. Não são os índices das fundações, nem as análises econométricas do Mailson ou do Delfim ou da Conceição que atuam no samba do PIB.
A raiz é a motivação do povo. É o estímulo que ele sente ao chegar em casa e ouve a expressão: “bonito hein?”. É inútil aumentar o IOF, se a taxa de juros permanece alta. A taxa de juros está alta, porque o Coupon decidiu combater a inflação com taxas de juros altas, esquecendo que a taxa de juros joga numa equipe e que existe o efeito garrincha: “já combinou com os homis?”.
Os homis é o povo! Será que ainda não viram isso! Quer menos inflação, precisamos aumentar a produção. É só falar com o povo que ele aumenta o quanto preciso for. Lembro o caso de uma fiscal do Banco do Brasil, lá em Curuangi, pequena cidade de Pernambuco, conversando com o matuto-fazendeiro e com o maior aprendiz do Mantega, comenta: “É nesta terra se plantando tudo dá!” E o sábio e curtido matuto, do alto das suas terras, comenta: “A senhora tem razão, se prantar dá, mas só se prantar!”.
Agora vem os professores, nunca vi tantos dando entrevistas, poucos nas salas de aulas, falando dos movimentos da bolsa do mundo inteiro, das taxas de câmbio; dos superávits nominais e dos reais: ninguém fala? São tantas as falácias que fariam os filósofos gregos dispararem em direção ao sol, gritando eureca!
É melhor perguntar ao caboclo de mãos calejadas, pais de ministros, se pode me ensinar como plantar batatas!

Rio de Janeiro, 30 de agosto de 2011

VENCER SEMPRE FAZ BEM?

Plinio Sales

Todos temos desafios pela vida afora, no fio do tempo. Muitos vencem muitas vezes e poucos vencem poucas vezes. Praticam a experiência que a vida, como uma universidade, ensina a receita do bem viver.
Há casos excepcionais de vencer todas, qualquer que seja o desafio: até cuspe à distância. Essa prática de ser o vencedor sem exceção, produz um relaxamento da libido do desafio. A vitória será sem tesão! E vitória sem tesão é xoxa, fica parecida como transar com camisinha, ou chupar bala com papel.
O sabor de uma derrota, representa um toque de realidade ao derrotado, motivando-o a aperfeiçoar-se, isto é, cria a força do movimento, apoiado na prática da fé, esperança, perseverança e disciplina.
A derrota para um viciado em vitórias, pode arrasar a sua personalidade, o seu ego, que pode até provocar ação de auto-extermínio.
Uma reação normal é a depressão continuada e a tomada do caminho da droga, motivado pelo medo de errar novamente. Funciona, com o mesmo garanhão, atleta sexual, ao falhar, logo na primeira vez com a bela moça de programa. Fica deprimido e brochado, devendo recorrer a Clínica Boston para iniciar um processo de recuperação.
A vitória continuada em todas as fases e desafios, nem sempre faz bem, porque produz uma super auto-suficiência desastrosa a longo prazo.
Vencer é bom, mas perder algumas vezes é salutar e educativo.

Rio de Janeiro, 29 de agosto de 2011
O TRABALHO VOLUNTÁRIO E O SUCESSO A LONGO PRAZO
Plinio Sales

O planejamento de ações continuadas em determinado processo se torna vulnerável, quando se apóia unicamente no trabalho voluntário.
Ser voluntário é trabalhar com o coração, mas não garante fidelidade e uma obrigação contratual. É como amor de cachorro contra outros amores, quando a coisa aperta, a escolha é pelo cachorro, o marido vai pastar. No caso do trabalho voluntário, não remunerado, é a mesma coisa. Se a dedicação aos filhos, aos pais, ao cachorro se tornar necessário o trabalho voluntário vai pastar.
Ele o “TV” é muito aplaudido, mas só devemos aceitá-lo de forma suplementar, nunca em ações estratégicas.
O modelo estrutura quase 100% seguro é moderar assim:
·        Trabalho efetivo com equipe remunerada adequadamente – 80%
·        Trabalho voluntário organizado só em atividades não essenciais–20%
Se o modelo for invertido fatalmente o preço será o fracasso, a descontinuidade. A grande parte das ONGs e das OSCIPS tem vigência transitória e servem, geralmente para enriquecimento pessoal ou fins políticos.
Como política pública se tiver que incentivar alguém a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, faça direto ao beneficiado-alvo na melhor hipótese faça as cooperativas, ligadas a igrejas ou a associações comunitárias, seguindo o modelo de 80/20.
Nada contra ações humanitárias, similar ao Bill Gates, Nobel, Bono Vox, Xuxa, Pelé e outro que administram recursos próprios. Esse trabalho da Globo, conhecido como “Criança Esperança” deveria ser cancelado. A Globo gasta muito tempo de comunicação, sua força de trabalho pode ser dirigida para um Portal Comunicativo, tipo Tele cursos que poderia ser aproveitado numa programação partilhada em benefício de centenas de programas Sociais, tipo Aluno Nota Dez, Aluno Campeão, Mostre o que você sabe fazer, Se fosse pai ou mãe o que fazia, e outros que já existem estocados nos departamentos de criação.
Seria uma grade de comunicação, nas horas de audiência, utilizando o mesmo tempo de custo do Criança Esperança, mas todos vendo a transferência do programa, mostrando de onde vem e pra onde vai.
Sempre respeitando o modelo 80/20 de trabalho voluntário para alcançar sucesso no longo prazo.

Rio de Janeiro, 29 de agosto de 2011

DIZER TUDO SOBRE TUDO

Plinio Sales

Disse o Fernando que falar sobre tudo é dizer tudo, é o mesmo que sintetizar o nada. Neste chego a 300 artigos em 10 meses, mantendo a média de 30 por mês. Ao começar cada artigo, se olha pra todos os lados a procura de um mote. Sobre quase tudo já foi escrito. A visão da amendoeira escoltando o mar e os navios que nele navegam: “navegar é preciso, viver não é preciso...”. Vindo do mar, ouve-se o som em curvas do movimento do mar. Em baixo dele passa um rio invisível, ondulando as curvas de níveis dos morros submersos. É o quadro do meu jardim. Tem árvores, plantas, coqueiros, palmeiras, arbustos, flores e outros parentes, escondendo lagartinhos, formigas, lagartixas, freqüentemente caçados pelo Twister, o vigilante manhoso cão-cachorro da casa.
Temas naturais, com a lua passeando em cima, se vestindo e se despindo de quarto em quarto até ficar cheia. Logo depois é rendida pelo sol crescente, atendendo o bom dia diário. O Naval, nosso pintor amigo, certamente pintaria um belo quadro, mesmo que só tivesse tinta verde, modulando as tonalidades e as sombras.
Num ambiente afetuoso desse pode-se colocar as pessoas que estão, chegam e que vão, no dia a dia, no rodo tempo, fazendo entregas da cesta alimentícia, do bujão de gás, pelo cobrador das pequenas utilidades compradas pela D. Iolanda, vigilante matrona de todos.
Externamente os vizinhos se alinham num quadrilátero: o Sheraton, à esquerda; o mar aos fundos, a Av. Niemeyer, o Vidigal e o Stella Maris nas frentes e, finalmente, a direita teremos o Vip’s e São Conrado, caminhando para a Rocinha, alvo do marketing do PAC.
As pessoas ficantes formam a unidade familiar. São 20 pessoas, incluindo o Naldo, o Argentino e a Marietta. Some-se o Twister, os sagüis, visitantes diários, atrás de comida e os passarinhos, mandando seus recados maviosos.
Essa é a matéria prima direta, está às mãos. As indiretas, vindo dos jornais, programas televisivos, revistas e e-mails de todas as ordens.
Misture-se tudo, apimente com um pouco de imaginação, evitando falar do governo (nem sempre possível) e então faça-me mais um artigo, sem muita perspectiva para o futuro.
Assim, vamos falar de tudo, sobre tudo, chegando ao nada. É difícil ter tanta inspiração, mas o dever do ofício nos dá a palavra de ordem: Vá ser gauche na vida!

Rio de Janeiro, 29 de agosto de 2011

SINAIS LUMINOSOS DO BEM E DO MAL

Plinio Sales

É difícil fugir de uma decisão entre fazer o bem ou fazer o mal. A todo instante temos que enfrentar a questão. Na família, na comunidade ou no país. Modernamente, para atravessar a rua, prestamos atenção aos sinais luminosos, equipados com contemporizador: aqueles onde o verde vai aumentando e o vermelho vai diminuindo, dando tempo a você para acelerar os seus passos, controlando o tempo de travessia.
Na indicação do bem e do mal, também haver um contemporizador, informando menos bem, mais mal, indo do zero ao máximo.
Diante da atitude se olharia ao sinal pra ver se faríamos pouco mal ou muito bem. E, em cima disso, decidir o que fazer.
Com esses sinais indicadores, seria bem mais fácil reduzir a área do mal e aumentar a do bem.
Se atribui a Deus todo o bem do mundo e ao Diabo todo o mal do mundo. Esse raciocínio perde em lógica equilibrada e é muito maniqueísta: é esquerda ou é direita! Onde estão o marrom, o cinza, o bege e outras tonalidades intermediárias.
Porque não inverter a questão, fazendo só o bem, com o apoio de Deus e afastar todos os atos na zona do mal, acendendo velas pretas ao diabo.
Diante de um pedido de esmola, dê a esmola se puder. Porque ficar questionando a razão do pedido da esmola. Em certa ocasião, o grande cantor Francisco Alves, o Rei da voz, na saída da porta da Rádio Nacional, na Praça Mauá, meio contrariado com alguns compositores, negou uma esmola a um pedinte que ali estendia a mão. Andou um pouco, pediu ao filho Iran que esperasse um pouco, voltou ao pedinte e puxou do bolso uma nota de 100,00 e deu ao surpreso e agradecido mendigo. Foi o sinal – mais bem – que funcionou. Evitou ficar amargurado o tempo todo.
Muitos males são psicossomáticos ocasionados por remorsos por bem não praticados na hora certa. Proponho que se adote o princípio de que “quem sabe faz a hora, quem não sabe, espera acontecer”.
Planeje diariamente praticar o bem, nem que seja dar bom dia, doar sangue, atravessar um cego no sinal, bater um papo com as flores ou fazer como o Rurru faz: abraçar a árvore!
Você pode não saber o que está fazendo, mas o afagado sabe, sente e agradece.
Dar bom dia ao sol, toda manhã, pode não ser nada, mas o seu sol interior vai lhe aquecer com absoluta certeza.
Vale à pena se comportar com sinais do bem e do mal, tentando chegar ao mal zero.

Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2011