Plinio Sales
Afirmo que tudo que funciona está obsoleto. Este é o fundamento do Ministro Mercadante, copiando o Zé do Sindicato do Vidigal e o Marcelo Zé Pilintra das vans.
A tese de Charles Darwin, um grande operário maçom, só usou as análises das suas percucientes observações do que ocorria na natureza para apresentar a sua grande tese da seleção das espécies, na qual sobrevive os mais qualificados, os mais capacitados, corroborando a tática de Deus que capacita os escolhidos.
Recitar o lugar comum, os descritos nos livros e jornais com consenso, perde o charme do contraditório. Concordar com tudo, sem análise e certa crítica, faz parte da maioria unânime burra do Nelson Rodrigues. Apurar que tem o apoio de 88% das opiniões, pode apostar que algo vai mal. Nem Deus tem essa aprovação toda. É melhor dar o crédito aos formadores de opinião.
O Livro da Vida está na natureza, escrito e gravado por ele. A técnica da observação, com auxílio do telescópio, do microscópio, ou de novos sensores eletrônicos que conseguem ver e ouvir melhor que os animais, ajudam muito para esclarecer que a Terra é redonda, que quem gira em torno do Sol é a Terra, e que as bactérias são as matrizes da vida. Resulta de duas coisas: da observação humana sobre as virtudes da natureza. E a natureza está em todo lugar, inclusive, dentro de nós mesmos e também nas estrelas. Foi assim que Newton escreveu a Lei da Gravitação Universal e que Einstein disse que Deus não joga dados. E que Darwin chamou atenção para o fato de que as moças bonitas preferem os homens bonitos, gerando filhos bonitos: é a seleção da espécie!
Em resumo:
1. Tudo que funciona está obsoleto,
2. A observação é o instrumento de trabalho que ele nos capacitou,
3. A natureza está à nossa disposição.
Qual é a conclusão: vamos ao trabalho e descobrir coisas que funcionem e não estejam obsoletas.
Vá ser “gauche” na vida!
Rio de Janeiro, 19 de agosto de 2011
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