Plinio Sales
Se fizermos um retrocesso e analisarmos o que foi dito na posse do Ministro da Marinha, da Guerra ou da Aeronáutica no ano de 1950 no Governo de Getúlio Vargas, com razão ouviríamos projetos de equipamentos de guerra para se equiparar às outras nações, dada o ambiente belicista, vigentes na Europa.
Se daqui a 50 anos, lá pra 2060, fossemos fazer o mesmo retrocesso para ouvir os discursos de posse dos Ministros da Defesa em 2011, teríamos uma surpresa da falta de lógica. Primeiro, porque “da defesa” se não há guerra na América do Sul. Em segundo lugar, porque navios, submarinos nucleares, caros, lentos e improdutivos. Quem vai pagar a conta?
Em 2011 já era hora de fazermos uma profunda reformulação da inteligência e da logística de uma estrutura militar fixa de combate e defesa. O mundo moderno é o do controle da tecnologia, das comunicações nas nuvens, do pensamento proto-sensorial e outras modernas novidades que já estão entrando no mercado mundial.
Então o discurso certo é dizer: “pessoal vamos nos atualizar e nos preparar para a guerra nas estrelas” tudo que temos é sucata. Até os ensinamentos militares já são relativamente nulos. Vamos reduzir o orçamento militar à metade e com o que sobrou temos que tomar providências, para mudar a tônica do que é defesa. Defender o pré-sal é bobagem. O ideal seria vender todo o pré-sal para quem quisesse comprar, garantindo compra da produção para o nosso país, pelo preço vigente no mercado, que com certeza será menor do que é hoje. Os recursos economizados e obtidos deveriam ser aplicados em novas fontes de energia e em fortalecer o conhecimento tecnológico interno.
Isso sim é trabalhar segurança. Como disse Julio Cezar, o grande imperador de Roma: “A segurança está em nós mesmos...”, nós é que, por nossos talentos, nossos conhecimentos, nossa cultura, nossa capacidade de reagir contra adversidades é que faremos a nação segura.
Nada de armas, nada de espírito bélico. A paz é que vai determinar o comportamento da sociedade humanitária do futuro. Deixemos de pisar firme no Pântano.
Rio de Janeiro, 09 de agosto de 2011
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