Plinio Sales
É fácil ver e avaliar, basta calcular quantos peixes tem no mar e a quantidade de bacias d’água que podemos tirar sem esgotar o estoque de água. Já o petróleo estão falando que só dura mais 50 anos e de repente se descobre outras jazidas e estende o prazo por mais 50 anos.
Por mais que essa agonia do petróleo dure, a água vai durar muito mais. O importante é dessalinizar a água ao custo do sal. Os israelitas já estão fazendo isso. O engenheiro Requena, de boa memória, já demonstra um meio eficiente de separar a água do sal, mediante o uso da criogenia, gerada por energia da própria onda do mar. Com a própria energia do mar, dessaliniza a água do mar, fazendo água potável com custo quase zero.
Conversando certa vez com um veterano geólogo da SUDENE, velha e boa SUDENE do Celso Furtado, revelou-me que por debaixo do solo do árido nordeste corria muitos rios caudalosos, com grande quantidade de água. A descoberta desses rios, pelo uso de sensores baratos, poderia inundar o nordeste de água.
Não sei se a Anáguas está tratando disso ou ira tratar. Se fizer gastará menos do que a transposição do Rio São Francisco, com resultados bem mais produtivos e menos lesivo ao meio-ambiente.
Essa tese do velho geólogo está comprovada como verdadeiro, em função da notícia recente que debaixo do Amazonas, existe outro caudaloso rio pré-petróleo. Ora, se tem no Amazonas, fatalmente terá na faixa do nordeste é só procurar esse ouro do nordeste.
Com a água potável do mar, com a água dos rios subterrâneos, certamente não faltará peixe no futuro.
A água vencerá o petróleo.
Rio de Janeiro, 13 de setembro de 2011
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