quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A FORÇA DA MOEDA AGRÍCOLA

Plinio Sales

A festa da economia monetária esta chegando ao fim. A fadiga das conversas dos banqueiros, das corretoras de valores, dos fundos e de outros manipuladores de dinheiro ou títulos monetários, parecem repetir o jogo da torre de babel.
É muita conversa desencontrada e em diferentes fusos horários. Tem especuladores que nem dormem, ficam ligados 24 horas por dia nas bolsas de Tókio, New York, Paris, Shangai e outras, manipulando diversos joysticks até a exaustão. Perguntem-me quanta riqueza natural esse operador tipo criou para aumentar o PIB real de um país. Nada, nada e nada. Agrupando-se todos eles no mundo inteiro, são mais de milhões, todos com os controles na mão, então se pode avaliar a catástrofe que eles provocam na economia mundial. O pior é que são convocados para dar palestras nos programas – Talk Shows – de economia, falando sandices à vontade.
Devemos, como bons latinistas, promover o “modus in rebus”.
Vamos a primeira aula:
1.    Nesta terra tudo se plantando dá. Só se plantar doutor.
2.    O gado come capim, e o capim se planta.
3.    O etanol é um biocombustível e a gasolina é poluente e deriva de um bem fóssil.
4.    90% dos bens que usamos resultam do agro-negócio.
5.    Batata é uma planta (tubérculo) e a galinha é uma ave que come milho e põe ovos.
E assim por diante.
Podemos acabar com a economia monetária. Só os especuladores sofrerão. Os agricultores, os produtores de alimento irão melhorar de vida.
Não se pode colocar 8 bilhões de pessoas à reboque dos manipuladores de mercado com os seus “joysticks”, distribuindo classificações de “rating”, em códigos indecifráveis: AAA, BBA, ABB e outros.
Quero chamar atenção para a raiz da moeda. A raiz da moeda é a economia real: são os bens da natureza. O ferro gera moeda, mas a moeda não se transforma em ferro, somos é ferrados.
Os controladores de moeda, FMI, bancos centrais e similares devem montar novas estruturas e outras relações entre as várias moedas dos continentes.

Rio de Janeiro, 25 de agosto de 2011

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