quarta-feira, 21 de setembro de 2011

LIBERDADE AOS PRESOS, MELHOR APLICAÇÃO DO CUSTO SOCIAL

Plinio Sales

Na contabilidade social correta, cada preso, mantido em presídio custa a sociedade 12 salários mínimos por mês!
Pra que? Pra nada! Qual a taxa de ressocialização dos presos? Alguém já mediu isso? Eu já! É de apenas 8 em cada 100! Quantos presos estão contaminados pelo HIV? Todos! Esse é o quadro que a sociedade com as suas leis penais e disciplinares conseguiram fazer, e a qualidade de quem aplica penas: desde a polícia, até a alta magistrura, passando pelos serventuários das cadeias e prisões! São desqualificados para essa missão social. O que fazer para certar essa vergonha. Esses campos de alzemurg, onde se mataram milhões de judeus! Porque la foi grave e aqui não é! Só quem tem preso nas cadeias sabem disso. Ouvindo um relato de uma mulher de um preso, como é que ela praticava relações sexuais com o marido preso, ela informou que era estendida uma cortina no meio da cela, pra separar dos outros presos e, nesse espaço separado, eles se relacionavam sexualmente, transmitindo seus gemidos para os ouvidos dos presos vizinhos que de vez enquando davam uma espiadinha pelo vão da cortina. Uma vergonha. Agora se tem as prisões de segurança máxima, que são verdadeiros hotéis de primeira categoria onde os presos reitores gozam suas merecidas férias e aposentadorias, atendidos pelos serventuários da justiça que remuneradamente, muito bem remunerados, dão-lhes os serviços de hospedaria. Para este o custo social se eleva para 50 salários mínimos.
Ora deixemos de ser hipócritas sociais e políticos, devemos seguir os conselhos de lampião, depois cercar uma cadeia em Arapiraca, gritando bem alto: “seu delegado, sorte os presos, porque o mundo já é uma prisão! E tem razão, o mundo e a sociedade já são uma prisão de toda a espécie. Não existe o famoso livre arbítrio.
É uma falação e das grossas.
Então a solução em alto e bom som é: Soltar todos os presos! Quem tem que tomar conta de preso é a família do preso.
A sociedade-estado pagaria a metade do que gasta com o preso para tomar conta dele, sob pena de ser trocada por uma família substituta. A outra metade do gasto economizado destinaria a convênios com a Firjan, ao SESC, as ONGs, as igrejas para instituir cursos de socialização para ex-presos e pré-presos e assim contribuirá muito mais pela equalização ética e moral da sociedade.
Porque não tentar o que pode dar certo e evitar o que se sabe que não vai dar certo. Já deu merda!
Esse é o meu libelo, para o qual peço a sua reflexão. O preso não contamina a sociedade, o contrario é verdadeiro. Pergunte a uma mãe de preso se ela pode ajudar a recuperá-lo com a grana-bonus que pode receber.
Seu delegado, sorte os presos, o mundo já é uma prisão.

Rio de Janeiro, 23 de agosto de 2011

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