sexta-feira, 16 de setembro de 2011

DEBATER OS EFEITOS, SEM ANALIZAR AS CAUSAS

Plinio Sales

Há um grande movimento crítico na sociedade brasileira, pretendendo desenhar um quadro angelical dos atores brasileiros no quadro atual. Nada mais sem encontrar uma solução conciliatória, porque não há convergência de intenções.
O executivo não sabe o que quer: não tem um plano, nem de curto, quanto mais de longo prazo. O parlamento deixou de ser parlamento, no sentido de poder legislativo e fiscalizador dos atos do executivo: virou comparsas ou formadores de quadrilha, reivindicando verbas e cargos, se autotitulando base parlamentar.
Se age a cada instante para apagar incêndios. Os nomes dos mais competentes são enterrados no exílio dos renegados pelo PT.
É certo que a oferta de críticas, não vem acompanhada das propostas de soluções:
1.   Acabar a corrupção
É impossível, faz parte do instituto genético.
O Racional é aceitar uma taxa limite de tolerância, desde que acompanhada da eficácia.
2.   Ficha limpa
Quem tem que ter ficha limpa é o eleitor, usando-a no ato de votar. Saber votar. Depois de apertar a tecla “enter”. Já entrou, agora não tem volta. Só na próxima eleição pode corrigir.
3.   Os presos
O que fazer – soltar todos os presos para que a família seja o carcereiro. A família paga por serviços prestados ao governo.
4.   Desemprego
Criar o Instituto de Apoio Sócio Cultural do Aperfeiçoamento.
Funcionária como o serviço militar, convocando todos os desempregados para participar de um grande projeto para impulsionar o PIB.
Neste encargo, cada desempregado, receberia como pró-labore um valor equivalente a 3 salários mínimos.
Quem paga? Naturalmente o otário de sempre: “o povo”.
5.   Política Tributária
Determinar que só as pessoas naturais paguem impostos, ponderado de acordo com a sua capacidade de pagamento. As pessoas jurídicas ficariam livres de impostos.
Criar o contribuinte voluntário, tirando-o da ilegalidade e limitar o número de taxas, impostos e qualquer tipo de contribuição.
6.   Funcionários públicos
Liberar 50% dos funcionários públicos para exercer suas funções na própria residência, recebendo seus salários por crédito bancário. Só comparecer a sua repartição, quando e se for convocado.
Reduz enormemente os custos operacionais. 
7.   A população indígena
Entregar a cada indígena, limitando-os a 18 milhões de habitantes, uma parte do patrimônio brasileiro, sob a forma de Títulos Soberanos Territoriais (TST) para que eles exerçam livremente a sua condição de cidadão brasileiro, em qualquer parte do território brasileiro, sem nenhuma preocupação com a vida, afinal índio é índio.
Enfim, precisamos buscar 15 causas relevantes e exterminar os efeitos recorrentes, sem abrir mão do nosso direito de criticar.
Vamos acabar com as fábricas de armas e transferir os recursos para acabar com a fome e a miséria do mundo inteiro.
Lutar é preciso, criticar não é preciso!

Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2011

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