“CONTRA-INCENTIVO AO TURISMO”
Plinio Sales
As propostas de empresas em promover intercâmbios universitários está cada vez mais ativo, carregando milhares de estudantes brasileiros às universidades na Europa, na América do Note, Austrália, na Ásia e em outros países até mesmo na América do Sul. Ainda não se mediu o grau de eficácia desse sistema, sob o ponto de vista do aprimoramento técnico e cultural. Sob o ponto de vista do turismo é bastante alentador. São muitos cursos, até curso de mandarim já estão sendo ofertados.
É possível fazer um contra-ataque para atender essa demanda dos estudantes e melhorar a balança de divisas por causa do êxodo de estudantes-turistas. Sem falar no seqüestro de talentos brasileiros, que se transferem para empregadores do exterior.
Há várias formas de estruturar esse contra-ataque. Vamos especificar dois:
1. Fazer convênios com as embaixadas e consulados estrangeiros, para instalarem em seus territórios diplomáticos, centros de incubadores de universidades dos seus países para apresentar cursos de aprimoramento aos estudantes brasileiros, de forma que eles estudem no Brasil.
1.1. A contrapartida seria fazer a mesma coisa nas embaixadas e consulados brasileiros no exterior.
2. Criar Zonas Especiais de Educação Pós-Universitária -ZEPUS– onde se instalariam sucursais, subsidiárias ou licenciadas por universidades do exterior para oferecer cursos especializados aos estudantes brasileiros no seu próprio país.
Por exemplo, selecionam-se áreas em centros urbanos das capitais do estado, ou cidades importantes universitárias como Campinas ou em Municípios progressistas como por exemplo Belo Horizonte, Ilha do Governador, Guarapari, Fernando de Noronha e outras da mesma qualidade.
Nessas ZEPUS se concederia todas as facilidades, incentivos, regalias especiais a professores e livre remessa dos lucros, sem imposto de renda, para o exterior paralelamente a entrada (importação) de equipamentos e outros bens, físicos ou virtuais, teriam 100% de proteção cambial, sem qualquer imposto.
Equivalente a uma Zona de Livre Comércio.
Com essas duas medidas bem trabalhadas, atenderíamos pelo menos 50% dos estudantes que vão e 100% dos estudantes que gostariam de ir e não vão. Acrescentaria ainda, os estudantes do exterior que passariam a se pós-graduarem no Brasil.
Antes de qualquer crítica vamos fazer uma experiência de 10 anos e, depois, medir os resultados em termos de custo-benefício do país social.
Rio de Janeiro, 31 de agosto de 2011
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