sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A CRISE CRIADA COM ARTE

Plinio Sales
Como disse Einstein tudo é relativo. É uma questão de posição no tempo, se é que ele existe, e no espaço. É possível marcar um ponto no cruzamento dessas duas coordenadas. E esses pontos andam, mudando de lugar a todo instante. Com alguma imaginação pode-se observar a trajetória sinuosa desses pontos. A curva dessa trajetória é uma senoide inexplicável. Pode ser que seja, porque nós queremos que seja.
O importante é acomodar-se confortavelmente num desses pontos e ficar mudando de lugar, de vez em quando, girando pra todos os lados, com um binóculo ajustado para ver o Brasil de cima.
Surge um contrato para analisar, ver e acompanhar a crise no Brasil e na Terra com essa população de 8 bilhões de pessoas. Como Galileu observa-se atentamente, ajustando e zooneando o binóculo, anotando as cores de cada situação: suave-azul, estável-verde, harmonia-rosa, grave-vermelho. Com algum tempo de trabalho, observa-se grandes áreas verde, azul e rosa predominando quase 99% do espaço, restando apenas 1% para as “maldades”.
Então onde está a crise é uma onda circulatória no tempo e no espaço, mas não tem profundidade. Do ponto de observação, na linda dos pontos da curva-tempo-espaço não se vê crise, é uma onda invisível, criada e estimulada por efeitos artificiais, fruto dos movimentos desastrados dos humanos e suas artes maravilhosas.
Apague-se ações humanas e acaba-se a crise.
A crise é criada com arte e destreza diabólicas.

Rio de Janeiro, 15 de agosto de 2011

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