quarta-feira, 21 de setembro de 2011

VENCER SEMPRE FAZ BEM?

Plinio Sales

Todos temos desafios pela vida afora, no fio do tempo. Muitos vencem muitas vezes e poucos vencem poucas vezes. Praticam a experiência que a vida, como uma universidade, ensina a receita do bem viver.
Há casos excepcionais de vencer todas, qualquer que seja o desafio: até cuspe à distância. Essa prática de ser o vencedor sem exceção, produz um relaxamento da libido do desafio. A vitória será sem tesão! E vitória sem tesão é xoxa, fica parecida como transar com camisinha, ou chupar bala com papel.
O sabor de uma derrota, representa um toque de realidade ao derrotado, motivando-o a aperfeiçoar-se, isto é, cria a força do movimento, apoiado na prática da fé, esperança, perseverança e disciplina.
A derrota para um viciado em vitórias, pode arrasar a sua personalidade, o seu ego, que pode até provocar ação de auto-extermínio.
Uma reação normal é a depressão continuada e a tomada do caminho da droga, motivado pelo medo de errar novamente. Funciona, com o mesmo garanhão, atleta sexual, ao falhar, logo na primeira vez com a bela moça de programa. Fica deprimido e brochado, devendo recorrer a Clínica Boston para iniciar um processo de recuperação.
A vitória continuada em todas as fases e desafios, nem sempre faz bem, porque produz uma super auto-suficiência desastrosa a longo prazo.
Vencer é bom, mas perder algumas vezes é salutar e educativo.

Rio de Janeiro, 29 de agosto de 2011

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