quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ESCOLAS DE EMPRESÁRIOS PARA O BEM SOCIAL

Plinio Sales

O crescimento do Brasil não está amarrado a falta de recursos naturais. Essa é a nossa maior moeda de troca. É o maior Patrimônio do Povo Brasileiro. O Brasil tem tudo, até mão de obra eclética, flexível e adaptável em todas as profissões. Neste cenário positivo só cresce, desesperadamente, no limite de 4%, com excessivo controle da taxa de juros e dos preços.
Os burocratas políticos-econômicos, mágicos do nada, repetem as mesmas regras praticadas no mundo desenvolvido com cultura estabilizada. Cada economia exige o seu “taylor made”. Veja o caso da China, cresce 9% com aquele corpo pesadão, com sérias deficiências de recursos naturais. Uma imensa população para sustentar, com o maior carry-over de produtos alimentícios. Já parte com uma tremenda bandeira 2 para pagar. E está crescendo e, se continuar assim, pelos cálculos do Arminio Fraga, quando acabar o petróleo terá o PIB maior do que o dos Estados Unidos. Se analisarmos em termos relativos e de qualidade, não vejo nada de mais. A meu ver o que importa é a qualidade de vida e a capacidade tecnológica instantânea de reagir. Por esse aspecto os EEUU serão imbatíveis “per seculum seculorum”.
O grande problema do progresso das civilizações é a cultura materialista, o prazer de aparecer na lista dos vencedores da lista Forbes. Se abrirem democraticamente para a participação dos métodos de Deus, ou seja, o lado espiritual, harmônico e igualitário das classes sociais, a exemplo do bilionário Bill Gates que agora irá contribuir também para acabar com as fábricas de armas que matam mais do que qualquer doença contagiosa que está apagando muitas almas promissoras. Se você tem mais capacidade do que o seu vizinho, você está tirando mais do que ele do bolo social. Será dolosa ou será culposo. Por via das dúvidas é melhor distribuir o excedente, o marginal, que não usa em favor dos semelhantes que precisam.
A felicidade de todos sem exceção somente será atingida sem armas, sem fome, sem miséria, com paz e equilíbrio dos bons caráteres da humanidade.
A base dessa programação num regime capitalista, relativamente democrático, se faz a partir de escolas de empresários, mas de empresários com consciência social. Precisamos de 200.000 Bill Gates, outros tantos Ermírios de Moraes e de Paulos Malufs .
O BNDES poderia abrir linhas de créditos para formar empresários, financiando todos os bem formados, sem exigir garantias reais impeditivas de crescimento. O próprio empresário e a garantia principal e o negócio é a garantia colateral.
Vamos reformular as regras bizantinas dos fundos monetários do mundo. Vamos seguir os exemplos chineses, porém remunerando melhor a mão de obra, dando-lhes participação no lucro nacional.

Rio de Janeiro, 24 de agosto de 2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário